Movimento Ennahda

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Movimento Ennahda
Ḥarkat en-Nahḍa
Mouvement Ennahda
Líder Rached Ghannouchi
Fundador Rached Ghannouchi
Fundação 1981
Sede Tunes,  Tunísia
Ideologia Islamismo moderado
Democracia islâmica
Conservadorismo
Liberalismo económico
Espectro político Direita
Publicação El-Fajr
Cores Azul

O Movimento Ennahda (em árabe: حركة النهضة‎; em francês: Mouvement Ennahda) é um partido político da Tunísia.

O partido nasceu em 1981, com o nome de Movimento de Tendência Islâmica, e, inspirou-se na Irmandade Muçulmana do Egipto e, também, na Revolução Islâmica do Irão de 1979[1]. O movimento, rapidamente, cresceu em popularidade, mobilizando protestos contra o regime autoritário de Habib Bourguiba e Zine El Abidine Ben Ali, e, ganhou fama, como uma organização que ajudava o povo[2].

O partido foi violentamente perseguido pelo regime tunisino, tendo muito dos seus militantes presos ou exilados[3].

Após a Revolução de Jasmim, o partido foi legalizado[4] e, viria a vencer as primeiras eleições democráticas do país, em 2011, com, cerca de, 37% dos votos[5], tendo formado governo com 2 partidos seculares.

Apesar de, inicialmente, o partido ter-se colocado próximo do islamismo radical, após a revolução, o partido moderou muito do seu programa, intitulando-se como um partido islâmico democrata[6] e seguindo um islamismo moderado inspirado nos modelos da Turquia e Malásia[7][8][9]. Além de mais, o partido define-se como conservador[10], defendo uma economia de mercado[11] e o liberalismo económico[12] e, boas relações com o mundo ocidental.

Resultados eleitorais[editar | editar código-fonte]

Eleições legislativas[editar | editar código-fonte]

Data Votos % Deputados +/- Status
2011 1 501 320 37,0 (#1)
89 / 217
Governo
2014 947 014 27,8 (#2)
69 / 217
Baixa20 Governo

Eleições presidenciais[editar | editar código-fonte]

Data Candidato

apoiado

1ª Volta 2ª Volta Notas
Votos % Votos %
2014 Moncef Marzouki 1 092 418 33,4 (#2) 1 378 513 44,3 (#2) Apoio tácito

Referências

  1. «Profile: Tunisia's Ennahda Party - BBC News». BBC News (em inglês). Consultado em 17 de outubro de 2015 
  2. Gana, Nouri (2013-01-01). The Making of the Tunisian Revolution: Contexts, Architects, Prospects. [S.l.]: Edinburgh University Press. ISBN 9780748691036  Verifique data em: |ano= (ajuda)
  3. «Tunisia's New al-Nahda». Foreign Policy Blogs. Consultado em 17 de outubro de 2015 
  4. «Tunisia's al-Nahda to form party». english.aljazeera.net. Consultado em 17 de outubro de 2015 
  5. «Islamists' Victory in Tunisia a Win for Democracy: Noah Feldman». BloombergView. 30 de outubro de 2011. Consultado em 17 de outubro de 2015 
  6. «- "Wir wollen keinen Gottesstaat"». Deutschlandradio Kultur (em alemão). Consultado em 17 de outubro de 2015 
  7. «Moderate Islamists set for Tunisian victory - SWI swissinfo.ch». SWI swissinfo.ch. plus.google.com/109662290510747547191. Consultado em 17 de outubro de 2015 
  8. «From Arab Spring to post-Islamist summer». The Hindu (em inglês). 12 de outubro de 2011. ISSN 0971-751X 
  9. «AK Party Model for Islamists - Articles». www.insightturkey.com. Consultado em 17 de outubro de 2015 
  10. «Ennahda feiert sich als Wahlsieger: Tunesien hat den Islam gewählt - Ausland | STERN.de». www.stern.de (em alemão). plus.google.com/101953537852339071297. Consultado em 17 de outubro de 2015 
  11. Chimelli, Rudolph. «Tunesien nach der Revolution: Weltoffene Islamisten». sueddeutsche.de (em alemão). ISSN 0174-4917 
  12. Kaminski, Matthew. «On the Campaign Trail With Islamist Democrats». Wall Street Journal. ISSN 0099-9660