Epidendrum fulgens

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Epidendrum fulgens Brazil.jpg
Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Subclasse: Liliidae
Ordem: Asparagales
Família: Orchidaceae
Género: Epidendrum
Espécies
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Epidendrum fulgens é uma espécie de orquídea nativa do Brasil, pertencente ao gênero Epidendrum. É frequentemente confundida com outras espécies parecidas, tais como E. secundum, E. denticulatum ou E. radicans.[1]

Seu habitat natural são as áreas mais abertas da mata atlântica e setores de restingas, recebendo por isso o nome popular de orquídea-da-praia ou orquídea-da-restinga.[2][3] Não apresenta hábitos epífitos, crescendo a partir do solo, em áreas levementes sombreadas ou sob sol pleno.[4]

Nomenclatura[editar | editar código-fonte]

O epíteto específico fulgens corresponde ao presente particípio do verbo fulgere, palavra latina que significa "brilhar" ou "reluzir", indicando o aspecto apresentado pelas suas flores compostas por pétalas de coloração variando entre amarelo, laranja e vermelho, com tonalidades bastante vibrantes.

Características[editar | editar código-fonte]

Os Epidendrum fulgens são plantas que se encontram vivendo desde descampados da mata atlântica até faixas de restinga à beira mar.[4] Essas plantas normalmente são terrícolas, mas podem eventualmente adotar hábitos epífitas, rupícolas e até mesmo crescer diretamente sobre a areia da praia.[4]

São plantas rústicas capazes de viver sob sol pleno. Apresentam pseudobulbos alongados com até 60 cm de altura, sendo menos elevada quando habita regiões de matas e mais elevada quando cresce em condições de sol intenso e sobre o solo arenoso das restingas.[4] Ao longo dos pseudobulbos encontram-se as folhas, que alcançam até 10 cm de comprimento, 4 cm de largura e até 0,5 cm de espessura.[4]

Devido à rusticidade são orquídeas que apresentam facilidade de cultivo e produção de mudas. Após a floração as plantas costumam produzir novos brotos enraizados, conhecidos como keikis, a partir das antigas hastes florais. Após a formação de raízes e crescimento de 0,5 cm destas nos novos brotos, estes podem ser destacados das hastes florais e plantados em novos vasos.[4]

Referências

  1. Table 4 of Pinheiro F, Koehler S, Correˆa AM et al. "Phylogenetic relationships and infrageneric classification of Epidendrum subgenus Amphiglottium (Laeliinae, Orchidaceae)". PlantSystematics and Evolution, 283(2009)165–177.
  2. «Orquídea da praia - Epidendrum fulgens». Flores e Folhagens. 28 de março de 2019. Consultado em 14 de fevereiro de 2022 
  3. «Orquídea Epidendrum fulgens». Consultado em 14 de fevereiro de 2022 
  4. a b c d e f «Epidendrum fulgens». Cultivo de orquídeas. 31 de agosto de 2020. Consultado em 14 de fevereiro de 2022