Escola de negócios

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Uma escola de negócios é uma instituição de ensino superior, que ensina matérias como administração, contabilidade, economia, recursos humanos, estratégia, finanças e marketing.[1]

A ESCP Business School, criada em 1819 por ordem do J.-B. Say e V. Roux, é a mais velha escola de comércio do mundo.[2][3]

Fontes

  1. Kaplan Andreas (2018) “A School is a Building that Has 4 Walls - with Tomorrow Inside”: Toward the Reinvention of the Business School, Business Horizons., https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0007681318300624
  2. «Focus On - Generation Europe Foundation - Business schools and career opportunities» (PDF) 
  3. Kaplan, Andreas (2014) European management and European business schools: Insights from the history of business schools, European Management Journal, http://dx.doi.org/10.1016/j.emj.2014.03.006


MENSAGEM DOS JOVENS ECONMISTAS DO EVENTO: ECONOMIA DE FRANCISCO.

No dia 1º de maio de 2019, o Papa Francisco convocou jovens economistas das áreas de pesquisa acadêmica, empreendedores e ativistas para um entendimento, portanto, “amplo e não corporativista da categoria. interessados em um tipo diferente de economia: aquele que traz vida, não morte, que é inclusivo e não exclusivo, humano e não desumanizado, que cuida do meio ambiente e não o superexplora”. Trata-se, portanto de um chamado que visa reunir ecumenismo, ecologia e economia.

O evento realizou-se em novembro de 2020, na cidade de Assis, Itália.

Três mil jovens economistas, com menos de trinta e cinco anos de idade aceitaram, provenientes de 115 nações do mundo inteiro, e o Brasil, com uma grande delegação de jovens economistas, aceitaram o convite do Papa Francisco.

Em sua carta o Papa Francisco fez referência ao Pobrezinho de Assis que, no Séc. XIII, deixou a fortuna para abraçar a igualdade e a natureza.

O Papa explica que Assis é o lugar apropriado para inspirar uma nova economia, pois foi ali que Francisco se despojou de todo mundanismo para escolher Deus como bússola da sua vida, tornando-se irmão de todos. Sua decisão deu origem a uma visão econômica que permanece atual


MENSAGEM DOS JOVENS ECONOMISTAS

DO EVENTO ECONOMIA DE FRANCISCO.


ASSIM PEDE OS JOVENS ECONOMISTAS DO MUNDO INTEIRO:

1.as grandes potências mundiais e as grandes instituições econômico-financeiras desacelerem a sua corrida para deixar a Terra respirar. A COVID 19 nos fez desacelerar, sem a termos escolhido. Quando a COVID passar, a nossa opção deve ser desacelerar a corrida desenfreada que está asfixiando a terra e os mais fracos;


2.seja ativada uma comunhão mundial das tecnologias mais avançadas para que, também nos países de baixa renda, as produções sejam sustentáveis; seja superada a pobreza energética – fonte de disparidade econômica, social e cultural – para realizar a justiça climática;


3.a questão da custódia dos bens comuns (especialmente os globais como a atmosfera, as florestas, os oceanos, a terra, os recursos naturais, todos os ecossistemas, a biodiversidade, as sementes) seja colocada no centro das agendas dos governos e do ensino nas escolas, universidades, business schools do mundo inteiro;


4.nunca mais sejam usadas as ideologias econômicas para ofender e descartar os pobres, os doentes, as minorias e os desfavorecidos de todos os tipos.


5.que o direito ao trabalho digno para todos, os direitos da família e todos os direitos humanos sejam respeitados na vida de cada empresa, para cada trabalhadora e cada trabalhador, garantidos pelas políticas sociais de cada país e reconhecidos em nível mundial com uma carta comum que desencoraje escolhas empresariais voltadas apenas ao lucro e baseadas na exploração das crianças e adolescentes e dos mais desfavorecidos;


6-sejam imediatamente abolidos os paraísos fiscais no mundo inteiro porque o dinheiro depositado em um paraíso fiscal é dinheiro subtraído do nosso presente e do nosso futuro e porque um novo pacto fiscal será a primeira resposta ao mundo pós-COVID;


7-sejam fundadas novas instituições financeiras mundiais e sejam reformadas as existentes (Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional) em um sentido democrático e inclusivo para que ajudem o mundo a se reerguer das pobrezas, dos desequilíbrios produzidos pela pandemia; financiamento sustentável e ético deve ser recompensado e incentivado, e o financiamento altamente especulativo e predatório deve ser desencorajado através de tributação apropriada.


8.as empresas e os bancos, especialmente os grandes e globalizados, introduzam um comitê ético independente em sua governança com veto em matéria de meio ambiente, justiça e impacto sobre os mais pobres;


9.as instituições nacionais e internacionais prevejam prêmios em apoio aos empresários inovadores no âmbito da sustentabilidade ambiental, social, espiritual e, não menos importante, gerencial, porque somente revendo a gestão das pessoas dentro das empresas será possível uma sustentabilidade global da economia;


10.os Estados, as grandes empresas e as instituições internacionais cuidem de uma educação de qualidade para cada menina e menino do mundo, pois o capital humano é o primeiro capital de todo humanismo;


11.as organizações econômicas e as instituições civis não se deem paz enquanto as trabalhadoras não tiverem as mesmas oportunidades dos trabalhadores, porque empresas e locais de trabalho sem uma presença adequada do talento feminino não são lugares plena e autenticamente humanos e felizes;

12.enfim, pedimos o esforço de todos para que se aproxime o tempo profetizado por Isaías: “Estes quebrarão as suas espadas, transformando-as em relhas, e as suas lanças, a fim de fazerem podadeiras. Uma nação não levantará a espada contra a outra, e nem se aprenderá mais a fazer guerra” (Is 2, 4).


CONCLUSÃO:

Nós, jovens, não toleramos mais que sejam subtraídos recursos da escola, da saúde, do nosso presente e futuro para construir armas e alimentar as guerras necessárias para vendê-las. Gostaríamos de dizer aos nossos filhos que o mundo em guerra acabou para sempre. Pedimos tudo isso – que já vivenciamos no nosso trabalho e no nosso estilo de vida – sabendo que é muito difícil e talvez considerado utópico por muitos. Nós, pelo contrário, acreditamos que seja profético e, portanto, convém pedir, insistir e pedir novamente, porque o que hoje parece impossível, graças ao nosso empenho e à nossa insistência, amanhã não será tanto assim. Vocês, adultos, que têm nas mãos as rédeas da economia e das empresas, fizeram muito por nós, jovens, mas podem fazer mais. O nosso tempo é difícil demais para não pedir o impossível. Confiamos em vocês e por isso lhes pedimos muito. Todavia se pedíssemos menos, não pediríamos o suficiente. Pedimos tudo isso antes de tudo de nós mesmos e nos comprometemos a viver os melhores anos das nossas energias e inteligência para que a economia do Francisco seja cada vez mais sal e fermento da economia de todos.

FONTE:

NotÍcìas Província Franciscana de Santo Antônio do Brasil Novembro - Dezembro / 2020 - Ano LXV nº 497


Ver também[editar | editar código-fonte]

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