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Ana de Hohenstaufen: diferenças entre revisões

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O casamento ocorreu em 1244 e Constança adotou então o nome Ana. Ao chegar a Niceia acompanhava-a uma [[dama de companhia]], a Marchesa della Fricca, que segundo Jorge Acropolita tornou-se amante do imperador e rivalizou com Ana em suas atenções. Com o tempo a marquesa ganhou influência na corte, sendo apelidada de "imperatriz rival", acabando contudo por ser afastada.
 
== FugaGolpe de ConstantinoplaMiguel VIII Paleólogo ==
Ana seria imperatriz até à morte do seu marido a 3 de Novembronovembro de [[1254]], quando o seu enteado [[Teodoro II Láscaris]] sucedeu ao trono. Por esta altura já Frederico II havia falecido. Segundo as crónicascrônicas permaneceu em Niceia durante os reinados de Teodoro e do seu sucessor [[João IV Láscaris]] (1259 - &ndash;1261).<ref>Segundo Alice Gardner, por ser útil como refém perantepara os restantes membros dos [[Hohenstaufen]], particularmente o seu irmão, [[Manfredo da Sicília]]</ref>.
 
João IV permaneceu menor de idade durante todo o seu breve reinado. Seu regente e co-imperador era [[Miguel VIII Paleólogo]], que manobrou para tirar o poder de João IV e, depois que [[Aleixo Estrategópulo]] [[reconquista de Constantinopla|recapturou Constantinopla]], a capital do [[Império Latino]] e também do antigo [[Império Bizantino]], Miguel depôs João IV e depois [[mutilação política na cultura bizantina|mandou cegá-lo]]. De acordo com Paquimeres, por volta da mesma época, Miguel se apaixonou por Ana e tentou se casar com ela, mas a imperatriz viúva o rejeitou. Deno Geanakoplos lembra que ''"o que atesta contra a afirmação de Paquimeres, porém, é a questão do motivo de Miguel, meramente pelo amor de Ana, estar disposto a arriscar uma quase certa [[excomunhão]] pelo [[patriarca de Constantinopla|patriarca]] [[Arsênio de Constantinopla|Arsênio]] sem nenhum ganho político de maior importância"''. O objetivo de Miguel era assegurar uma aliança com o irmão dela, Manfredo, mas, depois da recusa, a raiva da [[Teodora Ducaina Vatatzina|esposa de Miguel]] e a ameaça de uma censura por Arsênio convenceram Miguel a abandonar o assunto. Ela recebeu presentes magníficos e permissão para criar sua própria corte no [[Reino da Sicília]] em 1263. Este gesto assegurou a libertação do general Estrategópulo, que havia sido capturado pelo [[déspota do Épiro]] [[Miguel II Comneno Ducas]]<ref>Geanakoplos, ''Emperor Michael Palaeologus and the West'' (Cambridge: Harvard University Press, 1959), pp. 144f</ref>.
No seu breve reinado, o menor João IV veria o trono usurpado pelo regente [[Miguel VIII Paleólogo]]. Este, apesar de casado, terá tentado forçar o casamento com Ana, que o rejeitou.
 
Novamente chamada de Constança, a ex-imperatriz se juntou à corte de Manfredo. Quando ele morreu, em 25 de fevereiro de 1266 na [[Batalha de Benevento]], e foi sucedido por seu adversário, [[Carlos I de Nápoles|Carlos de Anjou]], Constança fugiu da corte siciliana para a de [[Jaime I de Aragão]], onde se juntou à sobrinha, [[Constança da Sicília (1249-1302)|Constança da Sicília]], que era filha de Manfredo e [[rainha consorte]] de [[Pedro III de Aragão]].
Em 25 de Julho de [[1261]] [[Aleixo Estrategópulo]] [[reconquista de Constantinopla|reconquista Constantinopla]], permitindo a Miguel mudar a corte para a cidade e depor o jovem imperador de Niceia. Ana, afastada da dinastia reinante foi autorizada a abandonar o [[Império Bizantino]] para o [[reino da Sicília]] em [[1263]].
 
Constança passou um tempo na corte em [[Saragoça]], mas terminou seus dias num [[mosteiro]] em [[Valência (Espanha)|Valência]] como [[freira]].
De novo conhecida como Constança, junta-se à corte de seu irmão Manfredo da Sicília. Em 25 de Fevereiro de [[1266]] Manfredo é morto na [[Batalha de Benevento (1266)|Batalha de Benevento]], sendo sucedido pelo seu inimigo vitorioso [[Carlos de Anjou]]. Constança refugia-se na corte de [[Jaime I de Aragão]] e na corte de Zaragoza, acabando por se retirar num convento, falecendo em Valência, como freira.
 
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