Exército Auxiliar à Coroa de Espanha

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Exército Auxiliar à Coroa de Espanha
País Portugal Portugal
Corporação Exército Português

Exército Auxiliar à Coroa de Espanha foi a designação dada à força expedicionária portuguesa que sob o comando do tenente-general John Forbes foi enviada para a Catalunha e que depois tomaria parte na Campanha do Rossilhão.

Descrição[editar | editar código-fonte]

A força era composta por 5 052 homens, organizados numa divisão a 6 regimentos de infantaria: 4 377 homens embarcados de infantaria e 1 brigada de artilharia a 8 companhias, com 22 bocas de fogo e 447 homens.

Para além das forças de Infantaria e Artilharia, a força expedicionária portuguesa contava ainda com o seu estado-maior completo e com oficiais de engenharia. A administração da força estava confiada a repartições civis de secretariado, repartições de víveres e carruagens. Dispunha ainda de hospital e botica e era acompanhada por criados da oficialidade.

Composição da força expedicionária foi a seguinte:[1]

Gouveia.[3]

  • Capelão-mor: Nuno Rodrigues da Horta, beneficiado da Igreja Patriacal de Lisboa.[4]
  • Médicos-inspectores do Serviço de Saúde:
    • 1º Médico - Dr. João Francisco de Oliveira,
    • 2º Médico - João Manuel Nunes do Vale
    • Cirurgião Mor – Luís Martins da Rua
  • Repartições civis do Exército
    • Secretaria: composta por um 1.º e e um 2.º secretário, 2 adidos e 2 correios.
    • Caixa militar: 1 Tesoureiro Geral das Tropas, 2 pagadores, 3 escriturários e 1 porteiro.[5]
  • Hospital e botica:
    • 2 capelães; 1 almoxarife do Hospital; 1 escrivão da receita do Almoxarife; 1 fiel do Almoxarife, 1 despenseiro; 1 boticário, 2 praticantes, 6 enfermeiros; 1 cozinheiro e 1 ajudante de cozinheiro.
  • Repartição de víveres:
    • 1 comissário, 2 feitores e 2 segundos escriturários.
  • Repartição das carruagens:
    • 1 Comissário Intendente; 3 escriturários; 1 oficial para arrumação e 1 mestre director da Música do Exército.

As repartições civis compunham-se da secretaria, tendo 1 primeiro e segundo secretario, 2 pessoas adidas e 2 correios; da caixa militar com 1 tesoureiro geral das tropas, 2 pagadores, 3 escriturários e 1 porteiro; do hospital e botica, tendo 2 capelães, almoxarife do hospital, 1 escrivão da receita do almoxarife, 1 fiel do almoxarife, 1 despenseiro, 1 boticário, 2 praticantes, 6 enfermeiros, 1 cozinheiro e 1 ajudante do cozinheiro; da repartição de viveres, tendo 1 comissário, 2 feitores e 2 segundos escriturários; e finalmente da repartição das carruagens, com 1 comissário intendente, 3 escriturários, 1 oficial para arrumação e 1 mestre-director da musica do exercito.

Brigada (companhias de fuzileiros)
Comandante: Marechal-de-campo D. João Correia de Sá,

Major de Brigada: major do 2º Regimento do Porto Florêncio José Correia de Melo, Ajudante de ordens: capitão graduado do Regimento de Freire Conde de Tarouca, 1º Regimento de Infantaria de Olivença. Comandante: coronel João Jacob de Mestral, 2º Regimento de Infantaria do Porto. Chefe: Marechal-de-campo D. João Correia de Sá, Regimento de Infantaria de Freire. Comandante: coronel Gomes Freire de Andrade,

Brigada (companhias de fuzileiros)
Comandante: Marechal-de-campo José Correia de Melo,

Major de Brigada:?? Ajudante de ordens: ?? 1º Regimento de Infantaria do Porto. Chefe: Marechal-de-campo José Correia de Melo, Regimento de Infantaria de Peniche. Comandante: coronel António Franco de Abreu, Regimento de Infantaria de Cascais. Comandante: coronel Francisco da Cunha Menezes, Monteiro-mor,

Brigada (companhias de Granadeiros)
Comandante: coronel Gomes Freire de Andrade,

Organizada com as 12 companhias de Granadeiros dos 6 regimentos de infantaria da Divisão O estado-maior de cada corpo compunha-se de 3 pessoas, e o pequeno estado maior de 12: cada um dos mesmos corpos tinha alem disso 10 capitães, 10 tenentes, 10 alferes, 10 sargentos, 10 furriéis, 10 porta bandeiras, 50 cabos de esquadra, 22 Pífanos e tambores, 672 soldados, incluindo 12 porta machados. Cada companhia de fuzileiros era composta de 66 praças de soldados e anspeçadas, e as de granadeiros de 72 praças, incluindo a porta machados.

Brigada de Artilharia
Comandante: major José António da Rosa, lente da Academia de Fortificação

Composta por quatro Companhias reunidas em duas Divisões, sendo os militares da Brigada proveniente dos Regimentos de Artilharia do Alentejo (ou de Estremoz), Porto (ou de Viana, onde se encontrava aquartelado desde 1795) e Algarve (com sede em Faro).

ESTADO-MAIOR:

2 Sargentos-Mores (comandantes); 1 Ajudante (graduado em Capitão); 1 Quartel—Mestre (graduado em Capitão) e 1 Capelão.

PEQUENO ESTADO-MAIOR:

1 Cirurgião-Mor; 1 Ajudante de Cirurgião e 1 Tambor-Mor.

Segundo comandante - António Teixeira Rebelo Quartel Mestre: capitão graduado do Regimento de Artilharia de Marinha Caetano José Vaz Parreiras,

Ajudante: capitão graduado do Regimento de Artilharia de Estremoz Manuel José Durão Padilha. 1ª Divisão: major José António da Rosa 2ª Divisão: major do Regimento de Artilharia da Corte António Teixeira Rebelo, Capelão - O padre António Figueiredo Lacerda. Cirurgião-mór - José Joaquim Franco. 4 Ajudantes do ditto. 1 Tambor mor Levava mais 4 capitães, 6 primeiros-tenentes, 8 segundos tenentes, 12 sargentos, 4 segundos artífices de fogo, 12 furriéis, 28 cabos, 32 artífices de diferentes ofícios, 336 soldados e 8 tambores, fazendo ao todo 461 praças, isto é, 4 Companhias a 105 praças; Estado-maior e pequeno estado 9 ; Ferradores e artífices de diferentes ofícios, segundo a sua enumeração 32, tudo 461 homens. Material: 6 obuses de 6 polegadas, 2 peças de calibre 6 e 14 de calibre 3. Corpo de engenheiros Comandante em chefe, que foi o coronel José de Morais d'Antas Machado Segundo comandante, o tenente-coronel Isidoro Paulo Pereira Sargento-mor de brigada, Manuel de Sousa Ramos; 2 Capitães e 3 primeiros tenentes, ou 8 oficiais ao todo.

Notas

  1. CENTENO, João. O Exército Português na Guerra Peninsular (1807-1810), vol I. Lisboa : Prefácio, 2008
  2. Tinha a seu cargo todos os conselhos de guerra que se fizessem.
  3. Tinha a seu cargo vigiar (...) cuidadosamente que se não cometam desordens, nem se introduzem relaxações, e poderá prender todas as pessoas, assim civis, como militares, que achar em flagrante delito (...).
  4. A sua função era a de (...) fazer cumprir exactamente, a todos os capelães dos regimentos e do hospital as suas obrigações (...) do mesmo modo vigiará sobre tudo quanto disser respeito à reverência do culto, à conservação da boa moral e da pureza dos costumes(...).
  5. O Tesoureiro Geral tinha a seu cargo (...) toda a caixa militar, a receita e despesa geral do Exército em todos os diferentes ramos da sua economia. Portanto todas as repartições de fazenda lhe ficavam subordinadas, e respondiam perante ele sobre a verificação e recenseamento das suas contas semanais e mensais (...).