Extrospecção

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa

A extrospecção consiste no uso de métodos científicos objetivos para estudar o comportamento e ambiente diretamente. Se opõe à introspecção que análise a si mesmo por exemplo refletindo sobre seus próprios comportamentos. Pode ser feita em campo e em laboratório.[1]

Segundo Paul Ricoeur (1969): "a introspecção sozinha seria um estéril conflito de personalidades, de percepções subjetivas, onde a opinião substitui a lei, a literatura substitui a ciência e a intuição, a técnica." e por isso a extropecção é necessária para tornar a psicologia uma ciência respeitada.[2]

Na extrospecção observador registra o comportamento da pessoa observada. Esta observação pode ser feita por várias pessoas, pode ser repetida e geralmente o observador procura influenciar o mínimo para evitar seu viés. É o único método aceito pela filosofia positivista de investigação do comportamento.

O behaviorismo por se propôr a seguir o método mais cientificamente confiável e utilização apenas de fatos observáveis e registráveis utiliza frequentemente a extrospecção em seus experimentos considerando a introspecção um método não confiável. Mas não se trata de ignorar o interno. É importante ressaltar que mesmo o estudo do cérebro e outros órgãos internos pode ser feito através da extrospecção, por exemplo verificando a reação do cérebro a estimulações elétricas, e o behaviorismo radical leva em conta os estudos em neurobiologia em suas análises.[3]

É frequente o uso de câmeras, fotografias, gravadores e anotações como forma de registrar a observação.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. ROSAS, Paulo da Silveira. O dilema da Psicologia contemporânea. Psicol. cienc. prof. [online]. 1979, n.0 [cited 2010-09-09], pp. 67-136 . Available from: <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98931979000100004&lng=en&nrm=iso>. ISSN 1414-9893.
  2. Ricoeur, P. (1969) Le conflit des interprétations. Paris, Éditions du Seuil.
  3. Watson, J. B. (1913) "Psychology as the behaviorist vews it". Em: Psychological Review, 20, 158-177.