Farinha de milho

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Massa de farinha de milho
Funge

Farinha de milho é o pó ou granulado que se obtém moendo o milho mediante diferentes métodos. Como cultivo tradicional dos povos originários da Afríca e das Américas, é nestas partes do mundo onde mais se consome, sendo parte fundamental da culinária de Angola, do Brasil, da Colômbia, do México, do Peru e da Venezuela.

Em Angola[editar | editar código-fonte]

Em Angola, a farinha de milho e fubá usa-se para fazer o funge e a Kissangua.

Funge de milho[editar | editar código-fonte]

Funje  ou pirão é um acompanhamento culinário típico de Angola, confeccionado com farinha de milhoou de mandioca, base da alimentação das populações do norte de Angola.

A farinha é cozida e mexida com muita frequência e de forma enérgica, para que se obtenha a consistência certa. A variante feita com milho adquire uma tonalidade amarela, enquanto que a confeccionada com mandioca apresenta uma cor acinzentada, com laivos de castanho. A consistência final assemelha-se, de certa forma, a uma cola, dado o seu carácter pegajoso.

É usado como acompanhamento da moamba de galinha.

Kissangua de milho[editar | editar código-fonte]

Kissângua

Kissangua é uma bebida caseira mais usual na tradição do povo Ovimbundu no sul de Angola. Na cultura desse povo, esta bebida é sempre indispensável em casa.

A sua forma original é feita de milho grelhado e lupro designados em umbundu, respectivamente de osovo e mbundi.

Dependendo de regiões, existem pessoas que fazem a kissangua com diversos ingredientes, mas os mais conhecidos são a kissangua de milho e a kissangua de abacaxi.

Esta bebida é frequentemente vendida em locais públicos em Angola pois quando fresca tem um sabor muito agradável e dá-nos uma autêntica sensação de matar a sede.

Tem como ingredientes principais a fuba de milhoaçúcar, e água. Na sua preparação leva-se a água ao fogo dentro de uma lata e espera-se que ela aqueça. Entretanto, tem-se à mão a fuba de milho que foi dividida em duas partes, lançando-se aos poucos uma dessas partes para dentro da panela. Deixa-se ferver e vai-se mexendo de vez em quando, passados 10 minutos já cozida, é retirada do fogo e vazada para dentro de um barril e repete-se a operação com a restante fuba, deixa-se arrefecer a mistura e acrescenta-se água e açúcar e tapa-se a abertura do barril durante cerca de 4 dias, a fim de o líquido fermentar. Uma vez fermentado, côa-se e envasilha-se a bebida.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, de acordo com a ANVISA, são sinônimos, significando o produto obtido pela moagem do grão de milho (Zea mays L.), desgerminado ou não.[1]

Não obstante essa definição oficial, em linguagem coloquial brasileira geralmente se reserva a designação "fubá" para a farinha moída mais fina, usada em bolos, angus e polentas, enquanto se chama de "farinha de milho" o produto mais grosso, em flocos, usado em farofas e cuscuzes. O processo de fabricação também é diferente: o fubá é feito pela moagem de grãos secos de milho, enquanto a farinha de milho é feita a partir de uma massa de grãos macerados, esmagados, peneirados e por fim floculados.[2]

Referências

  1. ANVISA, Resolução - CNNPA N. 12, de 1978 [em linha]
  2. «Saiba mais: milho (parte 2)». Consultado em 2014-06-19. 
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