Feocromocitoma

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Feocromocitomas são tumores raros que se desenvolvem na região interna (chamada de medula) das glândulas suprarrenais.

Anatomia e Patologia[editar | editar código-fonte]

Estes tumores, geralmente benignos, de células cromafins, são formados por células produtoras de substâncias adrenégicas, como a Adrenalina. Costumam se localizar nas glândulas adrenais, ou suprarenais, mas podem ter outras localizações. Esse tipo de tumor raramente responde a quimioterapia ou radioterapia, necessitando de intervenção cirúrgica. Os feocromocitomas são de difícil visualização, muitas vezes sendo necessária uma cintilografia com iodo radioativo, quando não são localizados através de tomografia ou ressonância magnética.[1]

20% são familiares (Autossómico dominante). 10% são malignos, 10% são extra-suprarrenais e 10% são bilaterais ou múltiplos.

Variantes[editar | editar código-fonte]

Podem também estar associados a carcinoma medular da tiróide, e hiperparatiroidismo assim como múltipla neoplasias endócrinas (NEM tipo 2A). Alguns apresenta. características "marfanóides" defeitos esqueléticos, ganglioneuromatoses, neuromaas das mucosas (NEM tipo 2B).[1]

Sintomas[editar | editar código-fonte]

Podem ser "silenciosos", sendo um achado fortuito de uma autopsia, mas podem ter os mais variados graus de sintomas, sendo os mais intensos os das chamadas crises adrenérgicas. Neste caso, o portador apresenta crises súbitas de taquicardia, com grandes elevações de pressão arterial, dor de cabeça e sudorese. Normalmente existe emagrecimento devido ao excesso de catecolaminas e a hipotensão ortostática é muito frequente.[1]

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

O diagnóstico laboratorial é melhor evidenciado pelas dosagens das catecolaminas plasmáticas, epinefrina e norepinefrina e catecolaminas urinárias e seus metabolitos como o ácido vanil mandélico (AVM)e as metanefrinas.

É uma causa potencialmente curável de Hipertensão arterial, embora extremamente rara. Ocorre em 0,1% dos hipertensos, mais frequentes na 3ª a 5ª década.

Pode haver sintomas de insuficiência cardíaca, aumento do tónus coronariano como consequências do excesso de catecolaminas circulantes, podendo haver sinais ou sintomas de isquemia miocárdica, complicados com infarto agudo do miocárdio.[2]

Referências

  1. a b c Harrison's Principles of Internal Medicine, 17th Edition, Mc Graw Hill, 2007 ISBN-10: 0071466339
  2. Braunwald, Tratado de Cardiologia 8e. edição espanhola, Elsevier, 2009 ISBN-13: 978-8480863766
Ícone de esboço Este artigo sobre Medicina é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.