Ferrugem asiática

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Soybean rust.jpg

Classificação científica
Reino: Fungi
Filo: Basidiomycota
Classe: Urediniomycetes
Ordem: Uredinales
Família: Phakopsoraceae
Género: Phakopsora
Espécies

A Ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi) é destacadamente a principal doença que atinge, a cultura da soja (Glycine max) no Brasil.

A importância econômica da ferrugem asiática no Brasil pode ser avaliada pela sua rápida expansão, virulência e pelas perdas causadas. Ao nível de propriedade, frequentemente, atingiu níveis de perda total pela inviabilidade da colheita. Na safra 2005/06, a ferrugem da soja, causou prejuízos acumulados em cerca de US$ 8 bilhões, desde que apareceu pela primeira vez no Brasil em 2002, confirmou-se como principal problema da safra, com ocorrência em praticamente todo o território brasileiro, com exceção do Amapá. Já na safra de 2011/2012, de acordo com a Associação de Produtores de Soja do estado de Mato Grosso (APROSOJA), os prejuízos para esta safra foram de até R$ 1 bilhão.

Sintomas:[editar | editar código-fonte]

Os sintomas podem se manisfestar em qualquer estádio de desenvolvimento da cultura, dependendo da disponibilidade do inóculo e das condições ambientais, sendo que os sintomas nas folhas são os mais característicos. Os primeiros sintomas são caracterizados por pequenas pontuações de coloração mais escura, do esverdeado ao cinza esverdeado.Este sintoma é a manifestação da fase inicial da infecção (germinação do uredósporo e penetração na folha).

Com o desenvolvimento do fungo no interior do tecido vegetal, ocorre a formação de pequenas protuberâncias na face abaxial da folha, são as urédias. As urédias são as estruturas reprodutivas do fungo, por onde são formados e disseminados os esporos do patógeno.

Posteriormente as urédias adiquirem coloração castanho-clara a castanho-escura, onde na parte superior se abre uma pequena cavidade por onde são expelidos os uredósporos. A medida que a infecção evolui o tecido ao redor da lesão adquire coloração castanho-avermelhada, formando lesões visíveis em ambas as faces da folha.

A infecção por Phakopsora pachyrhizi causa rápido amarelecimento ou bronzeamento e queda prematura das folhas. Quanto mais cedo ocorrer a desfolha, menor será o tamanho dos grãos e, consequentemente, maior a perda do rendimento e da qualidade (grãos verdes). Em casos severos, quando a doença atinge a soja na fase de formação das vagens ou no início da granação, pode causar o aborto e a queda das vagens, resultando em até perda total do rendimento.

Etiologia[editar | editar código-fonte]

Os uredósporos de Phakpsora pachyrrizi são ovóides a elípticos, largos, com parede de 1,0 μm de espessura, densamente equinulados e variando de incolor a castanho-pálido. A penetração ocorre de forma direta através da cutícula, sendo que o processo de infecção depende da disponibilidade de água livre na superfície da folha. É necessário no mínimo seis horas de água livre para germinação dos esporos, ocorrendo o máximo da infecção com 10-12 horas de molhamento foliar. Temperatura entre 15-28ºC são favoráveis a germinação.

As primeiras lesões são visíveis após quatro a cinco dias após a infecção. Já as primeiras pústulas (urédias) são aparecem apos cinco a seis dias.

A disseminação do patógeno ocorre através do vento, em que é favorecida por dias de baixa umidade.

Referências[editar | editar código-fonte]

Kimati, H. ;Amorim, L. ; Bergamin Filho, A. ; Camargo, L.E.A. ; Rezende, J.A.M.; Manual de Fitopatologia; Volume 2: Doenças das plantas cultivadas.  São Paulo, 3 ed.  Agronômica Ceres.  2005. 705 p.

Cassetari Neto, D.; Machado, A. Q.; Silva, R. A.; Doenças da Soja, 2010, 57 p.   

Ver também[editar | editar código-fonte]

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