Foca-leopardo
Foca-leopardo
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| Estado de conservação | |||||||||||||||||
Pouco preocupante (IUCN 3.1) | |||||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||||
| Hydrurga leptonyx (Blainville, 1820) | |||||||||||||||||
| Distribuição geográfica | |||||||||||||||||
Distribuição geográfica da foca-leopardo
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A foca-leopardo (Hydrurga leptonyx) é uma foca que habita os mares em torno da Antártida. Também conhecida como leopardo-do-mar, é a segunda maior espécie de foca na Antártida (após o elefante-marinho-do-sul) mas também pode ser encontrada nas costas do sul da Austrália, Tasmânia, África do Sul, Nova Zelândia, Ilha Lord Howe, Terra do Fogo, Ilhas Cook e costa atlântica da América do Sul. Ela pode viver 26 anos, possivelmente mais.[1] Estes animais são predadores e alimentam-se de pinguins, cefalópodes e outras focas, como a Foca-caranguejeira. A orca é o único predador natural da foca-leopardo. Junto com todos os outras focas, ela pertence à família Phocidae, e é a única espécie do gênero Hydrurga . O nome Hydrurga significa "trabalhador da água" e leptonyx é a palavra grega que significa "pequenas garras".
Características físicas
[editar | editar código]As focas-leopardos são grandes e fortes, tendo uma cor cinza, um pouco mais escura nas costas e mais clara na barriga. As suas gargantas são esbranquiçadas e apresentam manchas pretas, que dão origem ao seu nome popular. As fêmeas são normalmente maiores que os machos, medindo em torno de 2,4 a 3,7 metros e pesando até 600 kg, enquanto que os machos medem de 2,4 a 3,2 metros e pesam até 400 kg.
O seu sentido de visão e olfato são extremamente desenvolvidos. Os seus sentidos, combinados com o seu corpo hidrodinâmico, permitem que essas focas se movam rapidamente pela água, o que a torna uma exímia predadora. Como a maioria dos carnívoros, os seus dentes da frente são afiados, mas seus molares fecham-se de uma maneira que lhes permite peneirar krill (uma espécie de camarão) da água. O formato de sua cabeça e de sua grande mandíbula fez com que exploradores a comparassem com um dinossauro em aparência[2].
Como outros membros da família Phocidae, a foca-leopardo não possui orelhas, mas possuem ouvido e escutam tão bem quanto os seres humanos no ar livre, mas foi notado por biólogos que elas se localizam e rastreiam oponentes debaixo d'água também com os seus bigodes.
Comportamento
[editar | editar código]As focas-leopardo vivem nas águas geladas em torno da Antártida. Durante os meses de Verão, elas caçam entre as banquisas (camada de gelo resultante do congelamento das águas do mar nos polos) em torno do continente, passando a maior parte do tempo na água. No inverno, as focas migram para o norte, para as ilhas subantárticas, mas ocasionalmente podem ser vistas na costa sul da Nova Zelândia, Austrália e América do Sul. Os animais são geralmente solitários, se agrupando principalmente na estação de acasalamento. Contudo, são registrados alguns caso de caça cooperativa de focas-leopardo na região das Ilhas Shetland do Sul.[3]
Elas se alimentam de uma grande variedade de animais: lulas, pinguins, krill, peixes oceânicos e, com menos frequência, pequenas focas.
Quando caça pinguins ou outras aves marinhas, a foca-leopardo patrulha as águas perto das bordas dos icebergs, quase completamente submergida, esperando que as aves entrem no oceano. Eles matam as aves marinhas agarrando-as pelas barbatanas e patas e chacoalhando seus corpos contra o gelo repetidas vezes, até que estejam mortas e estraçalhadas.
Pesquisas indicam que as focas-leopardo conseguem aguentar até 7 minutos debaixo d'água, pelo menos os seus indivíduos mais jovens possuem uma resistência maior.[4]
Em um documentário da National Geographic, o fotógrafo Paul Nicklen relata um comportamento empático por parte de uma foca-leopardo fêmea que dormia ao lado do barco onde ele estava e tentava "presenteá-lo" com pinguins, o que inclusive entrava em desacordo com a primeira impressão do fotógrafo em relação a um predador exuberante porém brutal.[5]
A jornada de Ernest Henry Shackleton até a Antártida, escrita pelo jornalista Alfred Lansing, relata um ataque de foca-leopardo contra o alpinista Thomas Orde-Lees, que foi salvo pelo subcomandante Frank Wild que atirou no animal[6]. um Em 2003, uma foca-leopardo apanhou uma bióloga mergulhadora e matou-a. Mesmo que alguns ataques de focas-leopardo este foi o primeiro ataque de foca-leopardo que resultou em morte. [7]
Referências
- ↑ «Leopard Seal Description & Characteristics». The Antarctic Connection. Consultado em 17 de Agosto de 2008. Arquivado do original em 15 de dezembro de 2007
- ↑ Lansing, Alfred (1959). A Incrível Viagem de Shackleton: A Mais Extraordinária Aventura De Todos Os Tempos. [S.l.]: Sextante. p. pg. 128
- ↑ Hiruki, Lisa M.; Schwartz, Michael K.; Boveng, Peter L. (1 de janeiro de 1999). «Hunting and social behaviour of leopard seals (Hydrurga leptonyx) at Seal Island, South Shetland Islands, Antarctica». United States Department of Commerce: Staff Publications. Consultado em 16 de fevereiro de 2026
- ↑ Kuhn, Carey E.; McDonald, Birgitte I.; Shaffer, Scott A.; Barnes, Julie; Crocker, Daniel E.; Burns, Jennifer; Costa, Daniel P. (1 de março de 2006). «Diving physiology and winter foraging behavior of a juvenile leopard seal (Hydrurga leptonyx)». Polar Biology (em inglês) (4): 303–307. ISSN 1432-2056. doi:10.1007/s00300-005-0053-x. Consultado em 16 de fevereiro de 2026
- ↑ Comments, dpreview staff. «National Geographic photographer's surprise encounter with deadly predator». DPReview. Consultado em 16 de fevereiro de 2026
- ↑ Lansing, Alfred (1959). A Incrível Viagem de Shackleton: A Mais Extraordinária Aventura De Todos Os Tempos. [S.l.]: Sextante. p. pg. 128
- ↑ National Geographic, ed. (2003). «Leopard Seal Kills Scientist in Antarctica». Consultado em 16 de Agosto de 2008
