Francisco Alves da Silva Pereira

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Francisco Alves da Silva Pereira, primeiro e único barão de Monte Alto, (Belmiro Braga, 1832Morro Alto, 31 de março de 1902) foi um comerciante de café brasileiro, proprietário da Fazenda Monte Alto, hoje Fazenda Califórnia, pertencente à herdeiros de Eliezer Olivier de Paula que foi o primeiro prefeito do município alem ter sido vereador quando Morro Alto era distrito de Palma.

Em 1962, com a emancipação de Morro Alto, Cachoeira Alegre e Silveira Carvalho, em sua homenagem foi criado o município de Barão de Monte Alto.

Cedo mudou-se para Miracema e depois para a região de Muriaé. Era descendente de uma tradicional família portuguesa da Ilha das Três Marias, vinda para o Brasil no século XVIII. Filho de Antônio Pereira e de Dona Teodora; era irmão de Antônio Teodoro da Silva, barão do Alto Muriaé. Tinha mais três irmãs: Mariana, Prudenciana e Ana Pereira, mãe do coronel Tibúrcio. Tinha um outro irmão do primeiro casamento de seu pai: José Alves Pereira casado com Rita Guimarães, sobrinha do visconde do Rio Preto.

O Barão era casado com Antônia Joaquina de Assis Alves, e tiveram três filhos:

  1. Inácia, que mais tarde casou-se com Francisco Teodoro da Silva, seu primo e filho do primeiro casamento de Antonio Theodoro da Silva Barão do Alto Muriahé. Tiveram dois filhos, Francisco, que chegou a ser prefeito de Muriaé, e Homero, falecido ainda criança.
  2. Francisco Alves de Assis Pereira, que foi prefeito de Muriaé de 1936 a 1939 e apoiou Getúlio Vargas na revolução de 1930, era casado com Anna Theodoro da Silva,sua prima, filha do segundo casamento do Barão do Alto Muriahé, tiveram doze filhos: José,Francisco, Antonio(Dr. Assis) médico ,que chegou a ser vereador por Muriaé de 1936 a 1957,Alzira,Aída, Antonieta, Petita, Geraldo, Juju, Paulo, Joaquim e Martinho .
  3. Antonio , falecido ainda criança aos três anos de idade, de causa desconhecida.

Era dono de vasta gleba de terras nesta região, por ele colonizada e cultivada com extensas lavouras de café, que exportava em tropas de burro para o porto de São Fidélis, no rio Paraíba. Daí, o café seguia via fluvial e marítima para o Rio de Janeiro, onde o Barão tinha uma firma que exportava sua produção para os Estados Unidos e Europa.

Na política era homem de grande importância. Nas atas de reuniões da Câmara dos Vereadores dos anos de 1871 e 1885 encontramos o nome do “Alferes Francisco Alves da Silva Pereira” que nos leva a concluir que ele foi vereador por pelo menos duas vezes e que seguiu carreira militar.

Das mãos de Dom Pedro II, recebeu o título de Barão, que tem o seguinte texto: Querendo distinguir e honrar Francisco Alves da Silva Pereira, hei por bem fazer-lhe mercê do título de Barão de Monte Alto. Palácio do Rio de Janeiro, em vinte e cinco de setembro de mil oitocentos e oitenta e nove, sexagésimo oitavo da Independência do Império. Seu título foi concedido em 28 de setembro de 1889, dias antes da proclamação da República.

O barão de Monte Alto faleceu em 1902, na Fazenda Santa Rosa em Morro Alto, então distrito de Palma. Está enterrado no cemitério de Cachoeira Alegre, distrito da cidade que leva o seu nome.

A rua Barão de Monte Alto recebeu este nome em 1907, depois de já ter sido chamada de Rua Direita e Rua de São Paulo.

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