Galante (Campina Grande)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Galante
—  Distrito do Brasil  —
Mapa-CG-Distrito Galante.png
7° 18' 20" N 35° 46' 42" O
Estado Paraíba
Município Campina Grande

A história do Distrito de Galante, contada por seus próprios habitantes, especialmente pela professora LAURA MENESES DE AMORIM, “in memoriam” pioneira nas ações sociais, educacionais e religiosas por mais de 50 anos.

Em 1905 inicia-se a sua história co m a instalação do Distrito dentro dos limites da propriedade denominada “Pau Careta” do senhor João Correia de Meneses, avô da professora Laura, que à época cedeu parte das terras a empresa ferroviária inglesa chamada GREAT WESTERN, com a condição de que fosse construída uma capela em homenagem ao seu santo protetor Santo Antonio.

A empresa GREAT WESTERN havia negociado com o governo federal a construção de uma ferrovia objetivando efetuar o transporte do algodão, cultura perene de grande valor comercial naquela época. A negociação foi ratificada através do Decreto Federal nº 5237, publicado no Diário Oficial de 26 de julho de 1904.

O trajeto por onde passaria a ferrovia foi motivo de muita controvérsia, pois havia possibilidade da mesma passar pela cidade de Alagoa Nova ou de Itabaiana. O traçado escolhido foi via Itabaiana, passando por Galante até a cidade de Campina Grande.

A Estrada de Ferro é inaugurada em 02 de outubro de 1907 juntamente com a Estação Ferroviária que recebera o nome do então governador da Paraíba, Álvaro Machado.

A chegada do primeiro trem, a máquina nº 03, da empresa inglesa, foi recebida com muita festa pela população local. Conta-se que a mesma estava enfeitada com folhas de palmeiras e com duas bandeiras do Brasil. Os galantenses se posicionaram a margem da rodovia para ver de perto o trem passar pela primeira vez. Atiravam flores, davam vivas e levantavam os braços, felizes pelo evento, vez que era o primeiro transporte da região há pelo menos cem anos. Até a década de 40, a Estação foi o ponto de destaque no desenvolvimento econômico e cultural da região. O transporte de produtos e riquezas trazia e levava novidades, influenciando a vida das pessoas.

Os primeiros habitantes foram provenientes das famílias: Correia de Menezes; Melo e Rodrigues; Gomes e Amorim; Campos e Bezerra; Gonçalves de Freitas; Vieira da Silva; os Pessoas; Alves e Menezes; os Dunda e Silva.

Segundo os habitantes mais antigos e historiadores, a denominação GALANTE, apresenta duas versões: a primeira oriunda do entusiasmo demonstrado pelo engenheiro responsável pela construção da ferrovia, o senhor Tomas Mendeles que ao visitar o lugarejo ficou encantado com a beleza natural de seus planaltos, com as montanhas verdejantes que o circundavam. A segunda versão é revelada pela simpatia e elegância do engenheiro no trato para com os moradores do local, que ao avistá-lo diziam: “que moço galante e educado”.

Em 1910, o fundador do Distrito o Major João Correia constrói o mercado público que abria aos sábados, onde ocorria à chamada feira com a comercialização da produção agrícola regional, de miudezas, cortes de tecidos e sapatos.

Em 1918, Galante é elevado à categoria de povoado. Em 1920, o fundador doa um terreno para construção de uma igreja em homenagem ao seu santo protetor, Santo Antonio. Devido à falta de uma imagem do santo de sua devoção, substituiu a imagem pela de Nossa Senhora da Conceição, padroeira do Distrito.

As primeiras missas foram celebradas pelo vigário de Campina Grande, Monsenhor Salles – que veio a ser o nome do Grupo Escolar do Distrito – que chegava ao local montado a cavalo. O primeiro padre foi João Onofre, vigário da cidade de Fagundes, que mais tarde tornou-se pároco do Distrito.

Hoje, a imagem mais presente no cotidiano da população local sobre o sistema ferroviário é o funcionamento do Trem do Forró, que acontece durante os festejos juninos no denominado “Maior São João do Mundo”, no período das festividades juninas, atrações tradicionais nordestinas, comemoradas durante o mês de junho.


Galante é um dos 6 distritos de Campina Grande, na Paraíba. Se localiza no extremo leste do município.

Situa-se no planalto do Borborema, em uma região de superfície de ondulações suaves e médias, com altitudes em torno de 605m.

Açude José Rodrigues em Galante, com o Distrito ao fundo

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima é equatorial semi-árido, com temperatura média de 22°C e umidade variando entre 75% e 83% durante o dia. Os meses mais quentes são de outubro a março e as maiores pluviosidades ocorrem no período de abril a agosto.

Geografia[editar | editar código-fonte]

A vegetação já foi de floresta, porém é hoje dominada pela agricultura e o capim. Galante limita-se, ao Sul com a Serra de Fagundes, ao Norte com a fazenda Tatu de Baixo, ao Leste com o Surrão e a Oeste com a propriedade Tatu de Cima.

Galante, situada no sopé da Serra do Bodopitá e com uma paisagem que encanta pelo bucolismo. O lugar recebe seus maior público durante o Maior São João do Mundo, quando é operacionado o Trem do Forró, famosa travessia de trem pelas serras do agreste rumo a galante.

Turismo[editar | editar código-fonte]

O açude José Rodrigues, a Fazenda Santana, o Restaurante Casa de Cumpadi onde encontra passeio ecológico, tirolesa, passeio de Cavalo e Carroça, entre outras atrações e muita comida regional.

Nas festividades do Maior São João do Mundo Galante recebe o Expresso Forrozeiro, trata-se de um trem com 800 passageiros que parte da estação velha em Campina Grande em direção ao distrito, o trajeto até o distrito dura em média duas horas e é animado por diversos trios de forró. Em Galante, os turistas são recebidos por quadrilhas juninas e durante a festa, pode-se encontrar diversos restaurantes de comidas típicas, ilhas de forró e diversas atrações locais e regionais no Mercado Público e no Palco Principal da festa.[1]

Transporte[editar | editar código-fonte]

Rodoviário[editar | editar código-fonte]

Galante se situa a 18 km do centro de Campina Grande e para se locomover até o distrito pode-se usar o sistema integrado de Campina Grande através do ônibus número 955 da empresa Transnacional de transporte com frequência entre as viagens de meia hora ou através de transporte alternativo que parte da feira central de Campina Grande.

Ferroviário[editar | editar código-fonte]

Galante conta com uma estação de trem que foi inaugurada em 1907, mas com o tempo, a linha de transporte de passageiros foi desativada e atualmente o transporte ferroviário naquele distrito é exclusivo para o transporte de cargas. Com exceção do Expresso Forrozeiro durante O Maior São João do Mundo.

Referências

  1. "Trem do Forró Campina Grande". Página visitada em 13/04/2013.


Bandeira de Campina Grande Bairros e distritos de Campina Grande

Paraíba, Nordeste, Brasil Bandeira da Paraíba Bandeira do Brasil

Zona Norte


Alto Branco | Araxá | Bairros das Nações | Centro | Conceição | Cuités | Jardim Continental | Jardim Tavares | Jeremias | Lauritzen | Louzeiro | Monte Santo | Novo Bodocongó | Palmeira

Zona Sul


Acácio Figueiredo | Bairro das Cidades | Catolé | Catolé de Zé Ferreira | Cruzeiro | Distrito Industrial | Estação Velha | Itararé | Jardim Paulistano | Liberdade | Presidente Médici | Sandra Cavalcante | São José | Tambor | Três Irmãs | Velame | Vila Cabral

Zona Leste


Cachoeira | Castelo Branco | Glória | José Pinheiro | Mirante | Monte Castelo | Nova Brasília | Santa Terezinha | Santo Antônio

Zona Oeste


Bela Vista | Bodocongó | Centenário | Dinamérica | Jardim Borborema | Jardim Verdejante | Malvinas | Pedregal | Prata | Quarenta | Ramadinha | Santa Cruz | Santa Rosa | Serrotão | Universitário

Distritos


Catolé | Galante | Marinho | Santa Terezinha | São José da Mata

Ícone de esboço Este artigo sobre municípios da Paraíba é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.