Geometria sagrada

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A Geometria Sagrada atribui significados simbólicos e wikt:sagrado:sagrados a determinadas formas e proporções geométricas.[1] Está associada à crença de que um deus é o geômetro do mundo. A geometria utilizada no projeto e construção de estruturas religiosas, como igrejas, templos, mesquitas, monumentos religiosos, altares, e tabernáculos, foi, algumas vezes, considerada sagrada. O conceito aplica-se também a espaços sagrados como temenoi, bosque sagrado, verde da aldeia e bem sagrado, e a criação de arte religiosa.

Fundamentos do desenho[editar | editar código-fonte]

Cilindro projetado em dois planos

Em todo desenho se leva em consideração quatro componentes, o conceitual, o visual, o relacional e o prático. São elementos conceituais que não são visíveis: são o ponto, a linha, o plano e o volume. Quando os elementos conceituais tornam-se visíveis, adquirem forma.

Cosmologia[editar | editar código-fonte]

A crença de que um deus criou o universo de acordo com um plano geométrico tem origens antigas. Plutarco atribuiu a crença a Platão, escrevendo que "Platão disse que Deus geometrisa continuamente" ("Convivialium disputationum", liber 8,2). Nos tempos modernos, o matemático Carl Friedrich Gauss adaptou essa citação, dizendo "Deus aritmetiza".[2] Até Johannes Kepler (1571-1630), persistiu uma crença nas bases geométricas do cosmos entre alguns cientistas.[3]

Referências

  1. dartmouth.edu: Paul Calter, Polygons, Tilings, & Sacred Geometry
  2. Cathérine Goldstein, Norbert Schappacher, Joachim Schwermer, The shaping of arithmetic, p. 235.
  3. Calter, Paul (1998). «Celestial Themes in Art & Architecture». Dartmouth College. Consultado em 5 de setembro de 2015