Germano (general sob Focas)

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Germano
Morte 604
Constantina
Nacionalidade Império Bizantino
Ocupação General
Religião Catolicismo
Soldo de ouro do imperador Maurício I (r. 582–602)
Soldo de ouro do imperador Focas (r. 602–610)

Germano (em grego: Γερμανός; m. 604) foi um general bizantino que serviu sob o imperador Focas (602-610) nos primeiros estágios da guerra bizantino-sassânida de 602-628.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Germano é possivelmente o mesmo duque de Fenícia, no Epiro, que foi escolhido pelo exército para liderar o motim em Monocarto na Páscoa de 588, no local de Prisco. Embora Germano tenha restaurado a disciplina e liderou o exército a uma vitória contra os persas, e foi julgado e considerado culpado por um tribunal. Sentenciado a morte, foi rapidamente perdoado e e recebeu prêmios do imperador Maurício I (r. 582–602).[1]

Em 602, pouco antes da eclosão da revolta contra Maurício que levou Focas ao poder, Germano tinha sido colocado no comando da estrategicamente importante fortaleza de Dara na Mesopotâmia.[2] No começo de 603, ele recebeu Lílio, o enviado que Focas tinha enviado para anunciar sua ascensão ao xá sassânida Cosroes II (r. 590–628). Neste momento, Germano teria sido repetidamente atacado e ferido por um de seus soldados, mas logo se recuperou.[3]

Em final de 603, Narses, o comandante-em-chefe dos exércitos bizantinos orientais, rebelou-se contra Focas. Ele falhou em assegurar o apoio da maior parte do exército, e foi ordenado a Germano que o sitiasse em Edessa. Narses, contudo, tinha fugido e obtido o apoio de Cosroes II, que estava ansioso para adquirir seus territórios perdidos e vingar a morte de Maurício I, que tinha o ajudado a recuperar seu trono em 591.[4] Portanto, Cosroes enviou um exército persa na Mesopotâmia. Germano encontrou os persas em batalha próximo da cidade de Constantina, mas foi derrotado e gravemente ferido, morrendo poucos dias após em Constantina.[3][5]

Referências

  1. Martindale 1992, p. 529–530, 532.
  2. Martindale 1992, p. 532–533.
  3. a b Martindale 1992, p. 533.
  4. Treadgold 1997, p. 237–238.
  5. Treadgold 1997, p. 238.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Martindale, John R.; Jones, Arnold Hugh Martin; Morris, John (1992). The Prosopography of the Later Roman Empire - Volume III, AD 527–641. Cambridge e Nova Iorque: Cambridge University Press. ISBN 0-521-20160-8 
  • Treadgold, Warren (1997). A History of the Byzantine State and Society. Stanford, Califórnia: Stanford University Press. ISBN 0-8047-2630-2