Graça Pires
| Graça Pires | |
|---|---|
| Nascimento | 22 de novembro de 1946 (79 anos) |
| Alma mater | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa |
| Prémios | Prémio Revelação de Poesia APE/IPLB (1988) Prémio Literário Maria Amália Vaz de Carvalho (2003) |
| Género literário | Poesia |
| Magnum opus | Uma certa forma de errância |
Graça Pires (Figueira da Foz, 22 de Novembro de 1946) é uma poetisa portuguesa.
Biografia
[editar | editar código]Nasceu na Figueira da Foz, em 22 de Novembro de 1946.[1] Frequentou a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde concluiu uma licenciatura em história.[2] É membro da Associação Portuguesa de Escritores e da Sociedade Portuguesa de Autores.[1]
Lançou o seu primeiro livro em 1990, na sequência de ter sido homenageada com o Prémio Revelação de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores, pela sua obra Poemas.[2] Posteriormente continuou a publicar livros de poesia.[2] A sua obra Uma certa forma de errância foi lançada em Loures em 2003, como parte das comemorações do segundo aniversário da Biblioteca Municipal.[3] Em 2021 foi uma das autoras que colaboraram na iniciativa Portugal Livre de Minas, onde foram compilados textos, poemas e fotografias no sentido de chamar a atenção para os efeitos negativos da exploração de lítio sobre o meio ambiente.[4] As suas obras foram incluídas em diversas antologias, tanto em território nacional como no estrangeiro.[1] Uma destas foi a Abril 40 anos, publicada em 2014 pela Associação Portuguesa de Escritores em cooperação com a Âncora Editora, como parte das comemorações dos quarenta anos da Revolução de 25 de Abril de 1974.[5] Em Setembro de 2023 foi um dos autores que participaram no evento Aqui Vai Livre, em que foram entregues livros gratuitamente ao público, e que teve lugar no Jardim do Príncipe Real, em Lisboa.[6]
As suas obras foram por diversas ocasiões premiadas em concursos nacionais, como o Prémio Literário Maria Amália Vaz de Carvalho, com a obra Uma certa forma de errância,[1] o Prémio Nacional Poeta Ruy Belo em 2009, da Câmara Municipal de Rio Maior,[7] pelo livro O silêncio: lugar habitado,[1] e o Prémio Nacional de Poesia da Vila de Fânzeres, organizado pela União das Freguesias de Fânzeres e São Pedro da Cova.[8]
Obras publicadas
[editar | editar código]- Poemas. Lisboa: Vega, 1990
- Outono: lugar frágil. Fânzeres: Junta de Freguesia da Vila de Fânzeres, 1993
- Ortografia do olhar. Lisboa: Éter, 1996
- Conjugar afectos. Lisboa: Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas, 1997
- Labirintos. Murça: Câmara Municipal de Murça, 1997
- Reino da Lua. Lisboa: Escritor, 2002
- Uma certa forma de errância. Vila Nova de Gaia: Ausência, 2003
- Quando as estevas entraram no poema. Sintra: Câmara Municipal, 2005
- Não sabia que a noite podia incendiar-se nos meus olhos. Ed. autor, 2007
- Uma extensa mancha de sonhos. Fafe: Labirinto, 2008
- O silêncio: lugar habitado. Fafe: Labirinto, 2009
- A incidência da luz. Fafe: Labirinto, 2011
- Uma vara de medir o sol. São Paulo: Intermeios, 2012
- Poemas escolhidos: 1990-2011. Ed. Autor, 2012
- Caderno de significados. Póvoa de Santa Iria: Lua de Marfim, 2013
- Espaço livre com barcos. Macedo de Cavaleiros: Poética, 2014. – ISBN: 978-989-98509-7-2
- Uma claridade que cega. Macedo de Cavaleiros: Poética, 2015. – ISBN: 978-989-99458-4-5
- Uma claridade que cega. São Paulo: Intermeios, 2015). - ISBN: 978-85-8499-034-4
- Fui quase todas as mulheres de Modigliani. Braga: Poética, 2017. – ISBN: 978-989-99830-4-5
- Uma vara de medir o sol. Lisboa: Coisas de Ler, 2018. – ISBN: 978-989-8878-15-1
- A solidão é como o vento. Braga: Poética, 2020. – ISBN: 978-989-54747-4-5
- Jogo sensual no chão do peito. Fafe: Labirinto, 2020. – ISBN: 978-989-54902-7-1
- Antígona passou por aqui. Lisboa: Poética, 2021. – ISBN: 978-989-9070-17-2
- A poesia move-se na sombra?. Lisboa: edição digital oferecida pela autora, 2022
- O improviso de viver. Lisboa: Poética, 2023. – ISBN: 978-989-9070-55-4
- Era madrugada em Lisboa: louvor a um dia com tantos dias dentro. Lisboa: Poética, 2024. – ISBN: 978-989-9070-55-4
- Talvez haja amoras maduras à entrada da noite. Lisboa: Poética, 2015. – ISBN: 978-989-9241-10-7
Prémios recebidos
[editar | editar código]- Prémio Revelação de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores, com Poemas (1988)[9]
- Prémio Nacional de Poesia Sebastião da Gama, com Labirintos (1993)[9]
- Prémio Nacional de Poesia da Vila de Fânzeres, com Outono: lugar frágil (1993)[9]
- Prémio Nacional de Poesia 25 de Abril, com Ortografia do olhar (1995)[9]
- Prémio Literário do I Ciclo Cultural Bancário do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas, com Conjugar afectos (1996)[9]
- Concurso Nacional de Poesia Fernão Magalhães Gonçalves, com Labirintos (1997)[9]
- Prémio Literário Maria Amália Vaz de Carvalho, com Uma certa forma de errância (2003)[9]
- Prémio Literário de Sintra Oliva Guerra, com Quando as estevas entraram no poema (2004)[9]
- Prémio Nacional Poeta Ruy Belo, da Câmara Municipal de Rio Maior, com o livro O silêncio: lugar habitado (2008)[10]
Participações em antologias
[editar | editar código]- O Tejo e a margem sul na poesia portuguesa. Seixal: Câmara Municipal, 1993. - Depósito Legal nº 63041/93
- Cem poemas portugueses no feminino. Lisboa, Terramar, 2005. – ISBN: 972-710-382.0
- Um poema para Ramos Rosa. Fafe: Labirinto, 2008. – ISBN: 978-972-8616-73-1
- Divina música: antologia de poesia sobre música. Org. Amadeu Baptista. Viseu, Conservatório Regional de Música Dr. José de Azerêdo Perdigão, 2009. – ISBN 978-989-96558-0-5
- Saudade: revista de poesia. Amarante: Associação Amarante Cultural, 2010. – ISSN: 1645-3352
- Abril: 40 anos. Lisboa: APE, 2014. - ISBN: 978-972-780-443-6
- Clepsydra: antologia poética. Lisboa: Coisas de Ler, 2014. – ISBN: 978-989-8659-47-7
- Por la carretera de Sintra: antologia de poesia portuguesa contemporânea. Edição bilingue com tradução de Marta López Vilar. La Lucerna, 2015. - ISBN: 978-84-940374-7-4
- A CNB e os poetas. Lisboa: CNB, 2014-2016
- As vozes de Isaque: derivações poéticas a partir da obra “O último poeta”, de Paulo M. Morais. Braga: Poética, 2016. – ISBN: 978-989-99696-3-6
- Solstícios e Equinócios. Lisboa: Edições Vieira da Silva, 2016. – ISBN: 978-989-736-688-8
- Apulée: revue de Littérature et de Réflexion. Paris: Éditions Zulma, 2016 . - ISBN: 978-2-84304-762-6
- Antologia de poetas figueirenses:1875-2023. Figueira da Foz: Câmara Municipal, 2018. – ISBN: 978-972-9140-98-3
- CONTINUUM: antologia poética. Braga: Poética, 2018. - ISBN: 978-989-99978-3-7
- José Correia Tavares: tributo. Lisboa: APE, 2018
- A minha palavra: antologia de escritos avulsos. Edição comemorativa do 5.º aniversário da Poética Edições. Braga: Poética, 2018. – ISBN: 978-989-54178-1-0
- 30 anos de poesia: antologia do prémio nacional de poesia Vila de Fânzeres 1990-2020. – ISBN: 978-972-8413-20-3
- A norte do futuro: homenagem poética a Paul Celan no centenário do seu nascimento. Organização e prefácio de Maria Teresa Dias Furtado. Braga: Poética, 2020. – ISBN: 978-989-54899-8-5
- Acanto: revista de poesia. Leiria: Hora de Ler, 2021. – Depósito Legal nº 480417/21
- Sou tu quando sou eu. homenagem à amizade: antologia de poemas inéditos. Organização e prefácio de Maria Teresa Dias Furtado. Braga: Poética, 2021. - ISBN: 978-989-9070-02-8
- 13 poetas portugueses contemporâneos: antologia bilingue. Seleção: Virgínia do Carmo. Tradução: Amalia Sato. Buenos Aires: Leviatán, 2021. – ISBN: 978-987-8381-36.7
- Água Silêncio Sede: homenagem poética a Maria Judite de Carvalho no centenário do seu nascimento. Selecção e organização de Lília Tavares e Carlos Campos. Braga: Poética, 2021
- 50 anos APE. 25 de abril. Lisboa: APE. ISSN:0872-6310
- São cravos: 50 anos de abril, 100 poemas. Fafe: Labirinto, 2024. - ISBN 978-989- 35560-2-3
- Numa rua completamente escura movem-se estes versos: antologia (por natureza) poética para um certo Natal. Lisboa: Poética, 2025. - ISBN 978-989-9241-33-6
A poesia de Graça Pires no teatro
[editar | editar código]Inspirado no livro Jogo sensual no chão do peito, foi levado à cena, no Teatro São Luiz, em Lisboa, de 31 de Maio a 9 de Junho 2023, o solo dramático Isadora, Fala!, com a actriz Rita Lello. Cartaz do Teatro
Trabalhos académicos sobre a poesia de Graça Pires
[editar | editar código]- Dissertação da Tese de Mestrado em Língua, Literatura e Interculturalidade da Universidade de Goiás: "A metáfora da água na Poesia de Graça Pires: memória, infância e solidão”, elaborada por Lourdes Divina Ortiz de Camargo, Agosto 2020.
Referências
- ↑ a b c d e PIMENTA, Samuel F. (18 de Maio de 2021). «Nove perguntas a Graça Pires». Portal Galego da Língua. Consultado em 1 de Dezembro de 2025
- ↑ a b c «Graça Pires». Wook. Consultado em 29 de Novembro de 2025
- ↑ «Loures comemora segundo aniversário da biblioteca». Público. 18 de Novembro de 2003. Consultado em 30 de Novembro de 2025
- ↑ «Um momento de publicação independente: Portugal Livre de Minas». Público. 6 de Março de 2021. Consultado em 30 de Novembro de 2025
- ↑ «Arquivo 2015». Associação Portuguesa de Escritores. Consultado em 1 de Dezembro de 2025
- ↑ BARBEDO, Rute (28 de Setembro de 2023). «Mais um lançamento de livros? Sim, mas este é literal e pelas mãos dos autores». Time Out. Consultado em 1 de Dezembro de 2025
- ↑ «Acta da reunião ordinária da Câmara de 27 de Maio de 2009» (PDF). Câmara Municipal de Rio Maior. 27 de Maio de 2009. p. 7. Consultado em 1 de Dezembro de 2025
- ↑ «União de Freguesias comemora 30 anos de concurso com lançamento de livro». Viva Cidade. 6 de Abril de 2021. Consultado em 1 de Dezembro de 2025
- ↑ a b c d e f g h «Graça Pires». Almedina. Consultado em 29 de Novembro de 2025
- ↑ MOREIRA, António (24 de Março de 2023). «Prémio Poeta Ruy Belo». Rio Maior Jornal. Consultado em 29 de Novembro de 2025
Ligações externas
[editar | editar código]- Ortografia do olhar – O blogue da autora
- Graça Pires: abordagens à sua poesia
- Estúdio Raposa – Audioblogue de Luís Gaspar
- Poesia.net – Página 447
- Poesia.net – Página 483
- Nove perguntas a Graça Pires – PGL.gal