Héctor Tosar

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Héctor Tosar
Héctor Tosar na década de 1940
Informação geral
Nome completo Héctor Alberto Tosar Errecart
Nascimento 18 de julho de 1923
Origem Montevidéu
País Uruguai Flag of Uruguay.svg
Morte 11 de janeiro de 2002
Gênero(s) Música de vanguarda
Instrumento(s) Piano
Período em atividade Pianista e compositor
Outras ocupações Maestro e pedagogo

Héctor Alberto Tosar Errecart (Montevidéu, 18 de julho de 192311 de janeiro de 2002) foi um músico uruguaio. Um dos mais destacados compositores de música de vanguarda em seu país, conhecido por sua Toccata, sua Sinfonia en ré e seu Te Deum. Exerceu cargos na Escuela Universitaria de Música da Universidad de la República na década de 1980. Como pedagogo restruturou o ensino de solfejo e confecionou, paralelamente a Allen Forte, uma teoria dos grupos de sons. Virtuose do piano, improvisador, maestro; influenciou a toda uma geração de músicos uruguaios dentre os quais cabe citar a Jorge Lazaroff, Graciela Paraskevaídis, Coriún Aharonián, Miguel Marozzi, Renée Pietrafesa Bonnet e Luis Jure.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Seus estudos musicais foram iniciados com Wilhelm Kolischer em piano, Lamberto Baldi em composição e orquestração; e Tomás Mujica em harmonia.

Em 1940, aos dezessete anos, estreia sua primeira obra orquestral (Toccata) sob a direção de [[Lamberto Baldi], servindo de pivô para a difusão de uma extensa produção.

Estuda em Tanglewood con Aaron Copland junto a outros destacados compositores latino-americanos como Alberto Ginastera, Roque Cordero e Julián Orbón. Posteriormente, recebe, em 1946, uma bolsa de estudos Guggenheim, trasladando-se a Middlebury, Vermont. Lá estuda composição com Darius Milhaud e Arthur Honegger, e direção com Serge Koussevitzky.

Com uma bolsa do governo francês e outra do SODRE, entre 1948 e 1950, culmina seus estudos em Paris, onde continua sendo aluno de Milhaud e Honegger, ao mesmo tempo em que cursa estudos de direção orquestral com Jean Rivier, Eugène Bigot e Jean Fournet.

Em 1951 Erich Kleiber estreia em Montevidéu sua Sinfonia para cordas. Em setembro de 1957 ganha com seu Divertimento para quinteto de ventos o primeiro prêmio do I Concurso Internacional de Compositores convocado pelo SODRE.

Em 1960 obtém uma segunda bolsa de estudos Guggenheim, e encargos compositivos de instituições como a Fundação Koussevitzky, a Fundação Fromm, a Orquestra Sinfônica da Venezuela, o Instituto Goethe, entre outras.

A convite da UNESCO realiza um giro de 6 meses por Índia e Japão, e em 1977 recorre a Europa e interpreta obras de compositores latino-americanos e próprias.

Héctor Tosar ao piano

Homem de ética irretocável, foi processado pela ditadura civil-militar no Uruguai (1973-1985).

Atuou como diretor e docente do Conservatorio Nacional de Música do Uruguai e de seu similar de Porto Rico. Foi docente também do Instituto Venezolano de Música de Caracas, da Universidade de Indiana e do Instituto de Musicologia de la Facultad de Humanidades y Ciencias del Uruguay.

Em 1998, recebe o reconocimiento de distintos setores do meio acadêmico uruguaio, sendo nomeado doctor honoris causa da Universidad de la República.

Obra[editar | editar código-fonte]

Teoria musical[editar | editar código-fonte]

  • Los Grupos de Sonidos (1992)

Música Sinfônica[editar | editar código-fonte]

  • Toccata, para orquestra, (1940)
  • Concertino, para piano e orquestra, (1941)
  • Danza Criolla, versão para orquestra, (1943)
  • Solitude, versão para soprano e orquestra de cordas, (1947)
  • Sinfonia N°2, para orquestra de cordas, (1950)
  • Oda a Artigas, para recitante e orquestra, (L. Bausero), (1952) (extraviada)
  • Serie Sinfónica, para orquestra, (1953)
  • Sinfonía Concertante, para piano e orquesta, (1959)
  • Te Deum, para baixo, coro e orquestra, (1960)
  • Cuatro Piezas, para orquestra (versão de 3 peças 1961 y Ritmo de Tango -1963-), (1965)
  • Concierto, para piano e orquestra, (1979)
  • Cadencias, para orquestra, (1979)
  • Cinco Piezas Concertantes, para violino e orquestra, (1986/87)

Música Coral[editar | editar código-fonte]

Tosar na velhice
  • 5 Madrigales, para coro a capela, (E. De Cáceres), (1956)
  • Magnificat, para coro a capela, (1957)
  • Salmo 102, para soprano, coro e orquestra, (1946/57)

Música de Câmara[editar | editar código-fonte]

  • Danza Criolla, para piano, (1941)
  • 6 canciones de "El Barrio de Santa Cruz", para canto e piano, (J.M. Pemán), (1942)
  • Solitude, para canto e piano, (R.M. Rilke), (1943)
  • Solitude, versão para soprano e quarteto de cordas, (1946)
  • Sonata, para violino e piano, (1947/8)
  • Sonatina N°2, para piano, (1953)
  • Divertimento, para Quinteto de Ventos, (1957)
  • Tres Piezas (Íntima-Dramática-Humorística), para piano, (1961)
  • Ritmo de Tango, para Clave ou piano, (1963)
  • Stray Birds, (Aves Errantes), para barítono e 11 instrumentos, (R. Tagore), (1963)
  • A Cuatro, para flauta, oboé, fagote e piano, (1969)
  • Reflejos 3, para orquestra de câmara, (1973)
  • Trío para cañas, para oboé, clarinete e fagote, (1979-80)
  • Trío para cañas, para oboé, clarinete e fagote, (Rev. 1989)
  • Sul Re, para piano. (1981)
  • Gandhara (Diferencias sobre sib-mi), para violão, (1984)
  • Septeto, para flauta, oboé, clarinete, violino, viola, violoncelo e piano, (1989)

Música Eletroacústica[editar | editar código-fonte]

  • La Gran Flauta, para sintetizador Roland D-50, (1988)
  • Música Festiva, para sintetizador Roland D-50, (1988)
  • Voces y Viento, para sintetizador Roland D-50, (1989)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Héctor Tosar