Hélder Prista Monteiro

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Hélder Prista Monteiro (Lisboa, 1922 - 1 de Novembro de 1994) foi um escritor português.[1][2]

Vida e obra[editar | editar código-fonte]

Formou-se médico mas se consagrou a sua carreira literária ao teatro. Normalmente inserida no teatro do absurdo, sob a influência de Ionesco, Harold Pinter, Beckett, a obra de Prista Monteiro releva essencialmente de um implícito apelo à transformação social e das relações humanas, mostrando frequentemente como um simples objecto (uma bengala, um colete de xadrez, uma caixa de esmolas, uma chávena), desejado, ostentado ou perdido, pode ser a pedra-de-toque para pôr em causa o artificial equilíbrio social, lançando as personagens num processo de degradação que culminará numa trágica derrocada.

Numa harmonização entre conteúdo e forma, visível no desenho e evolução das personagens ou na perfeição da construção, a obra de Prista Monteiro tem como fulcro aquilo que Luzia Maria Martins [3] chama o verdadeiro vanguardismo, isto é, a capacidade de renovação e experimentação, de peça para peça, ao nível dos recursos linguísticos, temáticos e compositivos.

Referências

  1. Colin Chambers Continuum Companion to 20th C Theatre 2006 p616 "... eminent writers from earlier generations, namely José de Almada-Negreiros (1893-1970) and José Régio (1901-69). ... Second, there was the THEATRE OF THE ABSURD; here the most successful practitioner was Hélder Prista Monteiro, ..."
  2. Luiz Francisco Rebello História do teatro português 1972 p118 "Certo é que, entre eles, há gradações diversas: desde Heitor Prista Monteiro (a em 1922), o único, aliás, que até agora teve acesso aos palcos profissionais, pois que em 1966 o «Teatro-Estúdio de Lisboa» montou um espectáculo formado .."
  3. A Caixa, Lisboa, 1981
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