Erveu Francópulo

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Erveu
Nacionalidade Império Bizantino
Ocupação General

Erveu ou Ervévio (em francês: Hervé; em grego: Ἑρβέβιος; transl.: Ervévios; em italiano: Erveo), dito Francópulo (em grego: Φραγγόπουλος; transl.: Frankopoulos/Phrangopoulos , lit. "filho dos francos"), foi um general mercenário franco a serviço do exército bizantino na década de 1050. Possivelmente foi o fundador da família bizantina dos Francópulo.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Histameno de Isaac I Comneno (r. 1057–1059)

De acordo com Amado de Montecassino, Erveu e outros mercenários normandos lutaram pelo Império Bizantino sob Jorge Maniaces contra os muçulmanos da Sicília entre 1038 e 1040. Entre 1040 e 1043, Erveu participou da campanha contra os bizantinos na Apúlia e recebeu a cidade de Avellino (1042–1043). Por volta de 1050, ele aparece novamente como o líder do mercenários normandos sob Nicéforo Briênio, o Velho, e um dos dois principais responsáveis gregos. No mesmo ano, ele e Catacalo Cecaumeno foram derrotados pelos pechenegues perto do Danúbio.[2]

Em 1056, ele exigiu o importante título de magistro ao imperador bizantino Miguel VI, o Estratiótico  (r. 1056–1057). Após ter sido recusado, ele se retirou para suas terras no Tema Armeníaco. De lá, ele juntou um séquito de uns 300 normandos e, na primavera de 1057, marchou para a Ásia Menor oriental, perto do lago Van.[2] Lá, ele provavelmente pretendia fundar um estado para si, entrando, para isso, em guerra contra os armênios e contra os turcos seljúcidas. Após algum sucesso inicial, ele foi eventualmente capturado por meio de um estratagema do emir de Ahlat, Abu Nácer.[3]

Erveu foi então enviado de volta, preso, para Constantinopla, mas ele conseguiu, aparentemente, se reconciliar com o imperador: um selo testemunha que ele recebeu o título de magistro e os postos de vestiarita e "estratelata do Oriente" no exército do imperador Isaac I Comneno (r. 1057–1059). Por volta de 1063, porém, Mateus de Edessa relata que os turcos de Amida subornaram um tal "Frankabol" para evitar uma batalha. Se este era o mesmo Erveu, é incerto, mas ele foi executado pelo imperador Constantino X Ducas (r. 1059–1067) logo depois.[2]

Referências

  1. Kazhdan 1991, p. 1671
  2. a b c Kazhdan 1991, p. 922
  3. Gravett 2006, p. 61

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Gravett, Christopher; Nicolle, David. The Normans: Warrior Knights and their Castles. Oxford, RU: Osprey Publishing Limited, 2006. ISBN 1-84603-218-0

Leitura complementar[editar | editar código-fonte]

  • Schlumberger, Gustave (1881). "Deux Chefs Normands des Armées Byzantines au XI Siècle: Sceaux de Herve et de Raoul de Bailleul". Revue Historique (Paris, France [s.n.]) (16): 289–303.