Hieróglifos egípcios
| Hieróglifos egípcios | |
|---|---|
| Tipo | Logografia |
Período de tempo | c. 3200 a.C.[1][2][3] – 400 d.C[4] |
Sistemas-filhos | Hierático, Protossinaítico |
Conjunto de carateres Unicode |
|
Hieróglifos egípcios eram o sistema de escrita formal usado no Antigo Egito. Os hieróglifos combinavam elementos logográficos, silábicos e alfabéticos, com um total de cerca de 1 000 caracteres distintos.[5] Acredita-se que tiveram origem por volta de 3000 a.C.[6]
O uso da escrita hieroglífica surgiu a partir de sistemas de símbolos proto-letrados no início da Idade do Bronze, por volta do século 32 a.C. (Naqada III),[2] com a primeira frase decifrável escrita na língua egípcia que data da Segunda dinastia (século 28 a.C.). Os hieróglifos egípcios desenvolveram-se em um sistema de escrita usado para inscrição monumental na linguagem clássica do período do Império Médio; durante esse período, o sistema fez uso de cerca de 900 sinais distintos. O uso deste sistema de escrita continuou através do Novo Império e Período Tardio, e nos períodos persa e ptolomaico. Sobrevivências tardias do uso hieroglífico são encontradas no período romano, estendendo-se até o século IV.[2][3]
História e evolução
[editar | editar código]Origem
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Os hieróglifos podem ter surgido das tradições artísticas pré-letradas do Egito. Por exemplo, argumenta-se que símbolos em cerâmica Gerzeana de c. 4000 a.C. se assemelham à escrita hieroglífica.[7]

Sistemas de protoescrita desenvolveram-se na segunda metade do 4.º milénio a.C., como as etiquetas de argila de um governante pré-dinástico chamado "Escorpião I" (período Naqada IIIA, século XXXIII a.C.) recuperadas em Abidos (moderno Umm el-Qa'ab) em 1998 ou a Paleta de Narmer (século XXXI a.C.).[11]
A primeira frase completa escrita em hieróglifos maduros descoberta até agora foi encontrada numa impressão de selo na tumba de Seth-Peribsen em Umm el-Qa'ab, que data da Segunda Dinastia (século XXVIII ou XXVII a.C.). Cerca de 800 hieróglifos são conhecidos desde as épocas do Império Antigo, Império Médio e Império Novo. No período Greco-romano, havia mais de 5.000.[12]
Os estudiosos têm debatido há muito tempo se os hieróglifos foram desenvolvidos independentemente de qualquer outra escrita, ou se derivaram do cuneiforme, o mais antigo sistema de escrita da história humana, desenvolvido para escrever o sumério no sul da Mesopotâmia durante o final do 4.º milénio a.C. Estudiosos como Geoffrey Sampson argumentaram que os hieróglifos egípcios "surgiram um pouco depois da escrita suméria e, provavelmente, [foram] inventados sob a influência desta",[13] e que é "provável que a ideia geral de expressar palavras de uma língua por escrito tenha sido trazida para o Egito a partir da Mesopotâmia suméria".[14][15] Além disso, a escrita egípcia surgiu subitamente, enquanto a Mesopotâmia tinha uma longa história evolutiva, com sinais antecedentes usados em fichas para fins agrícolas e contabilísticos já em 8000 a.C..
Embora existam muitos exemplos de relações iniciais entre Egito e Mesopotâmia, a falta de evidências diretas da transferência da escrita significa que "nenhuma determinação definitiva foi feita quanto à origem dos hieróglifos no antigo Egito".[16] Desde a década de 1990, as descobertas mencionadas acima de glifos em Abidos, datados entre 3400 e 3200 a.C., lançaram mais dúvidas sobre a noção clássica de que o sistema de símbolos mesopotâmico precede o egípcio. Uma data de 3400 a.C. para os primeiros glifos de Abidos desafia a hipótese de difusão da Mesopotâmia para o Egito, apontando para um desenvolvimento independente da escrita no Egito.[9]
Rosalie David argumentou que o debate é irrelevante, pois "Se o Egito adotou a ideia da escrita de outro lugar, foi presumivelmente apenas o conceito que foi adotado, uma vez que as formas dos hieróglifos são inteiramente egípcias na sua origem e refletem a flora, fauna e imagens distintas da própria paisagem do Egito."[17] O estudioso egípcio Gamal Mokhtar argumentou ainda que o inventário de símbolos hieroglíficos derivado de "fauna e flora usadas nos signos [que] são essencialmente africanas" e "em relação à escrita, vimos que uma origem puramente nilótica, portanto africana, não só não está excluída, como provavelmente reflete a realidade."[18]
- A Paleta de Min: uma paleta de lamito com o hieróglifo arcaico Min para o deus da fertilidade Min em relevo. Período pré-dinástico Naqada III. 3250–3100 a.C. El-Amra
- Etiquetas com inscrições antigas da tumba de Menés, c. 3200–3000 a.C.
- Uma etiqueta de marfim com o nome do rei Den, c. 2985 a.C.
Sistema de escrita maduro
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Os hieróglifos consistem em três tipos de glifos: glifos fonéticos, incluindo caracteres de consoante única que funcionam como um alfabeto; logogramas, representando morfemas; e determinativos, que restringem o significado de palavras logográficas ou fonéticas.
Período tardio
[editar | editar código]À medida que a escrita se desenvolveu e se tornou mais difundida entre o povo egípcio, formas de glifos simplificadas desenvolveram-se, resultando nas escritas hierática (sacerdotal) e demótica (popular). Estas variantes também eram mais adequadas do que os hieróglifos para uso em papiro. A escrita hieroglífica não foi, no entanto, eclipsada, mas existiu juntamente com as outras formas, especialmente na escrita monumental e noutra escrita formal. A Pedra de Roseta contém três escritas paralelas – hieróglifos, demótico e o alfabeto grego.
Sobrevivência tardia
[editar | editar código]Os hieróglifos continuaram a ser usados intermitentemente sob o domínio persa nos séculos VI e V a.C., bem como durante os períodos ptolomaico e romano que se seguiram após a conquista do Egito por Alexandre, o Grande. Parece que a qualidade enganosa dos comentários de escritores gregos e romanos sobre os hieróglifos surgiu, pelo menos em parte, como resposta à situação política alterada. Alguns acreditavam que os hieróglifos podiam ter funcionado como uma forma de distinguir os 'verdadeiros Egípcios' de alguns dos conquistadores estrangeiros. Outra razão pode ser a recusa em abordar uma cultura estrangeira nos seus próprios termos, o que caracterizou as abordagens greco-romanas à cultura egípcia em geral.[carece de fontes] Tendo aprendido que os hieróglifos eram uma escrita sagrada, os autores greco-romanos imaginaram o sistema complexo, mas racional, como um sistema alegórico, até mágico, que transmitia conhecimento secreto e místico.[22]
No século IV d.C., poucos egípcios eram capazes de ler hieróglifos, e o "mito dos hieróglifos alegóricos" estava em ascensão.[22] O uso monumental de hieróglifos cessou após o encerramento de todos os templos não-cristãos em 391 pelo imperador romano Teodósio I; a última inscrição conhecida é de Filas, conhecida como o Graffito de Esmet-Akhom, de 394.[22][23]
A Hieroglyphica de Horapolo (c. século V) parece reter algum conhecimento genuíno sobre o sistema de escrita. Oferece uma explicação de perto de 200 sinais. Alguns são identificados corretamente, como o hieróglifo do 'ganso' (zꜣ) que representa a palavra para 'filho'.[22]
Meia dúzia de glifos demóticos ainda são usados, adicionados ao alfabeto grego ao escrever copta.
Decifração dos hieróglifos egípcios
[editar | editar código]A decifração do sistema de escrita dos hieróglifos egípcios é geralmente atribuída a Jean François Champollion, o chamado "Pai da Egiptologia". Nascido na França em 1790, desde muito jovem Champollion mostrou um grande interesse pelo estudo das línguas orientais, e aos 16 anos já conhecia hebraico, árabe, persa, chinês e várias outras línguas asiáticas.
Concluiu que o cóptico, a língua falada pelos cristãos egípcios ainda existentes, correspondia ao último estágio da antiga língua egípcia. Esta foi a sua grande vantagem sobre o médico inglês Thomas Young, que também investigou o significado dos hieróglifos, embora com menos sucesso.
Inicialmente, Champollion estava convencido, tal como Young, de que os hieróglifos eram puramente simbólicos, sem qualquer valor fonético. No entanto, após estudar várias inscrições hieroglíficas contendo nomes reais, tais como o obelisco de Bankes e a Pedra de Roseta, Champollion descobriu que afinal muitos hieróglifos possuíam o efeito fonético comum aos ideogramas.
O estudo da antiga língua egípcia - vinculada nos hieróglifos egípcios - avançou bastante durante o século XX, com o trabalho de linguistas como Sir Alan Gardiner e Hans Jakob Polotski, que permitiram uma melhor compreensão da gramática e do sistema verbal.
Princípios gerais da escrita hieroglífica egípcia
[editar | editar código]Direção de leitura
[editar | editar código]| Alfabeto hieroglífico (unilíteros) | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Sinal | Transliterção | Pron. | Descrição | |||||
| 3 | a | Oclusiva-glotal-surda Aleph semítico Abutre egipcio | ||||||
| ỉ | i | Constritiva-palatal-sonora yod semítico. Junco florescente | ||||||
| y | y | Constritiva-palatal-sonora Como no inglês Yes Dupla de juncos | ||||||
| ˁ | a | Fricativa-faringal-sonora ayin semítico Braço | ||||||
| w | u | Constritiva-bilabial-sonora Como no inglês war Filhote de codorna | ||||||
| b | b | Oclusiva-labial-sonora "B", como em português Parte inferior da perna | ||||||
| p | p | Oclusiva-labial-surda "P", como em português Esteira | ||||||
| f | f | Fricativa-labiodental-surda "F", como em português Cobra com chifres | ||||||
| m | m | Oclusiva-sonora-labial-nasal "M", como em português Coruja | ||||||
| n | n | Oclusiva-sonora-dental-nasal "N", como em português Água | ||||||
| r | r | Líquida-vibrante-dental "R", como em português Boca | ||||||
| h | h | Aspirada-laringal-surda H aspirado, como no inglês how Planta de uma casa | ||||||
| ḥ | h | Aspirada-faringal-surda Som surdo, da faringe. ﺡ árabe Corda retorcida | ||||||
| ẖ | j | Fricativa-palatal-surda Som de ch como no gaélico escocês loch Placenta (?) | ||||||
| ḫ | j | Fricativa-velar-surda Som de ch como no alemão ich خ árabe Úbere | ||||||
| s | s | Fricativa-sibilante-dental-sonora "S", como em português Roupa dobrada ou Fecho de porta | ||||||
| š | sh | Sibilante-pré-palatal-surda Som de Sh Piscina | ||||||
| ḳ | q | Uvular-oclusiva-surda "Q" semítico Colina | ||||||
| k | k | Oclusiva-velar-surda-aspirada "k" como em "casa" Cesto com asa | ||||||
| g | g | Oclusiva-palatal-fraca "G", como em gato Base para vaso | ||||||
| t | t | Oclusiva-dental-surda "T", como em português Pão | ||||||
| ṯ | ch | Oclusiva-dental-surda Som de tch Amarras | ||||||
| d | d | Oclusiva-dental-fraca "D" menos sonoro que em português Mão | ||||||
| ḏ | dy | Africada-pré-palatal-fraca Som intermediário entre o G (de gelo) e o D Cobra | ||||||
A escrita hieroglífica podia ser escrita em linhas ou colunas, tanto da esquerda para a direita, como da direita para a esquerda. Para identificar a direção de leitura de um determinado texto, deve-se analisar a direção para onde os sinais estão voltados. Os sinais hieroglíficos estão sempre voltados para o início do texto.[24]
Desta forma, o texto
|
deve ser lido da esquerda para a direita, pois os sinais (como o do machado sagrado, do olho, e dos pássaros) estão voltados para a esquerda.[25]
Os sinais, ainda, eram agrupados de forma a construir um conjunto harmonioso, com a escrita dos hieróglifos dentro de quadrados imaginários. Em um texto, os sinais superiores são sempre lidos antes dos inferiores .
Desta forma, o texto
Deve ser lido nesta ordem:
Tipos de sinais
[editar | editar código]Os sinais hieroglíficos egípcios são divididos entre ideogramas e fonogramas.
Ideogramas
[editar | editar código]Quando um único sinal representa, sozinho, uma determinada ideia ou coisa, ele é considerado um ideograma. Por exemplo, o sinal
que representa uma casa, pode significar a palavra “casa”.
Na maior parte das vezes, os ideogramas funcionam como determinativos. Ao final das palavras, um ideograma é colocado, para indicar a qual categoria uma palavra pertence.[25]
Por exemplo, o sinal
é um determinativo para a ideia de cidade. Assim, pode-se identificar que as palavras
são nomes de cidades, pois terminam com o hieróglifo
Os cartuchos, dentro dos quais era escrito o nome de reis e rainhas, era também um ideograma, relacionado à ideia de eternidade.[24]
|
Fonogramas
[editar | editar código]Em egípcio antigo, os fonogramas poderiam ser de três mil tipos:[26]
- unilíteros, ou alfabéticos: quando cada sinal representa apenas um som. Estes são os sinais que formam o chamado “alfabeto” egípcio.
- bilíteros, quando um sinal representa dois sons. Por exemplo,
e
são sinais que representam duas consoantes (na ordem, wr e pr).
- trilíteros, quando um sinal representa três sons. Como, por exemplo,
, ou
ou
.
(Na ordem, os sinais representam os sons anḫ, nṯr e nfr).[26]
A escrita egípcia não representava vogais, apenas consoantes e semivogais. A partir do período ptolemaico, alguns sinais foram adaptados para representar vogais dos nomes dos governantes estrangeiros (como Cleópatra e Ptolomeu, que eram nomes gregos).[24]
Ortografia
[editar | editar código]A ortografia padrão — grafia "correta" — em egípcio é muito mais flexível do que nas línguas modernas. De facto, existem uma ou várias variantes para quase todas as palavras. Encontram-se:
- Redundâncias;
- Omissão de grafemas, que são ignorados quer sejam intencionais ou não;
- Substituições de um grafema por outro, tornando impossível distinguir um "erro" de uma "grafia alternativa";
- Erros de omissão no desenho dos sinais, que são muito mais problemáticos quando a escrita é cursiva (hierática), mas especialmente demótica, onde a esquematização dos sinais é extrema.
No entanto, muitos destes aparentes erros ortográficos constituem uma questão de cronologia. A ortografia e os padrões variavam ao longo do tempo, pelo que a escrita de uma palavra durante o Império Antigo podia ser consideravelmente diferente durante o Império Novo. Além disso, os egípcios estavam perfeitamente satisfeitos em incluir ortografia mais antiga ("ortografia histórica") juntamente com práticas mais recentes, como se fosse aceitável em inglês usar grafias arcaicas em textos modernos. Na maioria das vezes, os antigos "erros ortográficos" são simplesmente interpretações erradas do contexto. Hoje em dia, os hieroglifistas utilizam numerosos sistemas de catalogação (notadamente o Manuel de Codage e a Lista de signos de Gardiner) para clarificar a presença de determinativos, ideogramas e outros sinais ambíguos na transliteração.
Exemplos simples
[editar | editar código]| HIERÓGLIFO | |||||||||||||
| {{{2}}} | |||||||||||||
Os glifos neste cartucho são transliterados como:
| p t |
"ua" | l m |
y (ii) s | Ptolmys |
embora ii seja considerado uma única letra e transliterado y.
Outra forma como os hieróglifos funcionam é ilustrada pelas duas palavras egípcias pronunciadas pr (geralmente vocalizadas como per). Uma palavra significa 'casa', e a sua representação hieroglífica é direta:

Aqui, o hieróglifo 'casa' funciona como um logograma: representa a palavra com um único sinal. O traço vertical abaixo do hieróglifo é uma forma comum de indicar que um glifo está a funcionar como logograma.
Outra palavra pr é o verbo 'sair, partir'. Quando esta palavra é escrita, o hieróglifo 'casa' é usado como símbolo fonético:
Aqui, o glifo 'casa' representa as consoantes pr. O glifo 'boca' abaixo dele é um complemento fonético: é lido como r, reforçando a leitura fonética de pr. O terceiro hieróglifo é um determinativo: é um ideograma para verbos de movimento que dá ao leitor uma ideia do significado da palavra.
Ver também
[editar | editar código]Referências
- ↑ "...Os mesopotâmicos inventaram a escrita por volta de 3200 a.C., sem precedentes para guiá-los, assim como os egípcios, independentemente, até onde sabemos, aproximadamente no mesmo período." The Oxford History of Historical Writing. Vol. 1. To AD 600, p. 5
- 1 2 3 Richard Mattessich (2002). «The oldest writings, and inventory tags of Egypt». Accounting Historians Journal. 29 (1): 195–208. JSTOR 40698264
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- ↑ Allen, James P. (2010). Middle Egyptian: An Introduction to the Language and Culture of Hieroglyphs (em inglês). [S.l.]: Cambridge University Press. p. 8. ISBN 9781139486354
- ↑ Antonio Loprieno (27 de outubro de 1995). Ancient Egyptian: A Linguistic Introduction. [S.l.]: Cambridge University Press. p. 12. ISBN 978-0-521-44849-9.
Havia cerca de 1.000 grafemas no período do Império Antigo, reduzidos para cerca de 750 a 850 na linguagem clássica do Império do Meio, mas inflados na ordem de cerca de 5.000 sinais no período ptolomaico.
- ↑ Kate Clair; Cynthia Busic-Snyder (1 de janeiro de 2009). Manual de Tipografia: A História, a Técnica e a Arte. [S.l.]: Bookman. p. 20. ISBN 978-85-7780-455-9
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- 1 2 "As impressões de selo, de várias tumbas, datam ainda mais recuado, para 3400 a.C. Estas datas desafiam a crença comum de que os primeiros logogramas, símbolos pictográficos que representam um local, objeto ou quantidade específicos, evoluíram primeiro para símbolos fonéticos mais complexos na Mesopotâmia."Mitchell, Larkin. «Earliest Egyptian Glyphs». Archaeology. Archaeological Institute of America. Consultado em 29 de fevereiro de 2012
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- ↑ In total, there were about 1,000 graphemes in use during the Old Kingdom period; this number decreased to 750–850 during the Middle Kingdom, but rose instead to around 5,000 signs during the Ptolemaic period. Antonio Loprieno, Ancient Egyptian: A Linguistic Introduction (Cambridge: Cambridge UP, 1995), p. 12.
- ↑ Sampson, Geoffrey (1990). Writing Systems: A Linguistic Introduction. [S.l.]: Stanford University Press. p. 78. ISBN 978-0-8047-1756-4. Consultado em 31 de outubro de 2011
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- ↑ A data da inscrição hieroglífica conhecida mais recente: Aniversário de Osíris, ano 110 [de Diocleciano], datado de 24 de agosto de 394
- 1 2 3 FONTOURA JR., Antonio. Hieróglifos Egípcios: um curso de introdução à leitura e decifração de textos do Antigo Egito. Curitiba: PatolaLivros, 2010.
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