Hipótese de Sapir-Whorf

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A hipótese Sapir-Whorf, também conhecida como relativismo linguístico, foi proposta nos anos 1930 por dois linguistas, Edward Sapir e Benjamin Lee Whorf, que chegaram à formulação de uma tese que constituiu durante muito tempo uma referência para o relativismo linguístico[1].

Em suma, essa hipótese postula que as pessoas vivem segundo suas culturas em universos mentais muito distintos que estão exprimidos (e talvez determinados) pelas diferentes línguas que falam[2]. Deste modo, também o estudo das estruturas de uma língua pode levar à elucidação de uma concepção de um mundo que a acompanhe.

Anteriormente a hipótese Weltanschauung (Visão de mundo) de Wilhelm von Humboldt (1767-1835) já argumentava ser impossível haver pensamento sem a linguagem, já que ela o determina. O homem teria primeiro aprendido a linguagem e depois a pensar. As observações de Edward Sapir e Benjamin Lee Whorf demonstraram essa hipótese levantada por Humboldt.

Esta proposição suscitou o entusiasmo de uma geração inteira de antropólogos, de psicólogos e de lingüistas americanos e, em menor escala, europeus, nos anos 1940 e 1950, antes de ser enfraquecida pela corrente cognitivista[necessário esclarecer]. Ela influenciou um pouco o estruturalismo francês e, apesar das refutações formuladas, principalmente, por etnólogos e sociolinguistas[quais?] neste meio-tempo, sua existência persiste até hoje[3].

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. | A hipótese Sapir-Whorf
  2. | A hipótese Sapir-Whorf
  3. Paul Kay & Willett Kempton (1984). «What is the Sapir-Whorf hypothesis?» (PDF). Consultado em 2014. 

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