Homo Ludens

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Homo ludens. Proeve eener bepaling van het spel-element der cultuur
Homo ludens: o jogo como elemento da cultura (BR)
Autor(es) Johan Huizinga
Idioma Holandês
Gênero Historiografia
Editora H. D. Tjeenk Willink & Zoon
Lançamento 1938
Edição brasileira
Tradução João Paulo Monteiro
Revisão Mary Amazonas Leite de Barros
Editora Perspectiva
Lançamento 1971

Homo Ludens: o jogo como elemento da cultura (em holandês: Homo ludens. Proeve eener bepaling van het spel-element der cultuur) é um livro escrito pelo historiador holandês Johan Huizinga, publicado originalmente em 1938.

Apresentação[editar | editar código-fonte]

Tomando o jogo como um fenômeno cultural, o livro se estrutura sob uma extensa perspectiva histórica, recorrendo inclusive a estudos etimológico e etnográficos de sociedades distantes temporal e culturalmente.

Reconhece o jogo como algo inato ao homem e mesmo aos animais, considerando-o uma categoria absolutamente primária da vida, logo anterior a cultura, tendo esta evoluído no jogo.

A existência do jogo é inegável. É possível negar, se quiser, quase todas as abstrações: a justiça, a beleza, o bem, Deus. É possível negar-se a seridade, mas não o jogo.[1]

Huizinga define a noção de jogo de forma ampla como:

O jogo é uma atividade ou ocupação voluntária, exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e de espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e de alegria e de uma consciência de ser diferente da 'vida cotidiana'.[2]

O jogo não é colocado como um passo primeiro a determinada função cultural como uma simples transformação do jogo para a cultura, mas reconhece-se a cultura como possuidora de um caráter lúdico e que, sobretudo em suas fases mais primitivas, se processou segundo as formas e no ambiente do jogo.

Analisa o jogo como uma função significante, valorizando sobretudo o caráter de competição (os elementos agonísticos e antitéticos do jogo). A linguagem, o mito e o sagrado, são marcados desde o início pelo jogo, que foi deixado de segundo plano com o passar do tempo, mas que ainda está presente na essências das principais atividades da sociedade.

Huizinga não se alonga quanto à presença do jogo em seu próprio tempo, mas com certo pessimismo, demonstra a perda do espírito lúdico logo com o surgimento do realismo e com a revolução industrial. Os esportes por exemplo que se valorizaram na época, são, enquanto presentes numa esfera profissional, criticados pela ausência da espontaneidade.

Referências

  1. Huizinga 2014, p. 6.
  2. Huizinga 2014, p. 33.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Huizinga, Johan (2014). Homo Ludens: o jogo como elemento da cultura. São Paulo: Perspectiva. ISBN 9788527300759 .

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Texto original completo (em neerlandês).