Ida (orquídea)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Text document with red question mark.svg
Este artigo ou secção contém fontes no fim do texto, mas que não são citadas no corpo do artigo, o que compromete a confiabilidade das informações. (desde outubro de 2012)
Por favor, melhore este artigo inserindo fontes no corpo do texto quando necessário.
Como ler uma infocaixa de taxonomiaIda
Ida jamesiorum

Ida jamesiorum
Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Asparagales
Família: Orchidaceae
Género: Ida
Espécies
Ver texto
Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Ida

Ida é um género botânico pertencente à família das orquídeas (Orchidaceae). Foi proposto por A.Ryan & Oakeley em 2003, publicado em Orchid Digest 67,1: 9. A espécie tipo é a Ida cinnabarina (Lindl. ex Rolfe) A. Ryan & Oakeley, anteriormente Maxillaria cinnabarina Lindley ex J.C.Stevens.

Distribuição[editar | editar código-fonte]

O gênero Ida agrupa cerca de três dezenas de espécies epífitas, freqüentemente terrestres ou rupícolas, de crescimento cespitoso, à noite perfumadas, quase todas das florestas do oeste da América do Sul, uma ou duas na América Central e Caribe, e uma nas florestas da Serra do Mar no Brasil. O Peru é considerado seu centro de irradiação.

Taxonomia[editar | editar código-fonte]

O gênero Ida foi recentemente criado ao segregar-se a seção fimbriata de Lycaste. Diversas foram as razões, tanto genéticas como morfológicas. A contagem cromossômica de Lycaste é quarenta, enquanto em Ida é variável porém sempre maior que isso.

Comparando-se com as Lycaste, as Ida, têm flores que não se abrem muito e normalmente ficam algo curvadas para baixo em razão de seu peso. Em Lycaste as sépalas direitas e largas, conferem à flor um formato triangular quase perfeito. Em Ida as sépalas laterais são em regra falcadas, apontando para baixo, e mais estreitas na base, portanto menos presas ao pé da coluna, com a qual formam um pequeno mento onde esta preso o labelo. Neste mento, muito mais complicado que em Lycaste, acumula-se néctar em abundância, enquanto em Lycaste este é escasso e acumula-se na base do labelo. labelo muito mais atenuado para a base em Ida, além disso, o lobo mediano do labelo em Ida é fimbriado, enquanto em Lycaste é ondulado O calo do disco em Ida é mais largo e apresenta diversos sulcos. O viscídio de Ida é bem mais complexo que o de Lycaste. Conforme já mencionado, seu centro de irradiação é bem mais ao sul que o de Lycaste, desta, o norte da Colômbia, com muitas espécies na América Central.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Seu rizoma é curto, com pseudobulbos de secção elíptica ou quadrangular, lisos ou sulcados, algo compressos dos lados, quando novos revestidos de Baínhas, com até três folhas no ápice. Estas são grandes e multinervadas, pseudopecioladas, algo parecidas com as de Stanhopea, quase sempre caducas. A inflorescência é solitária, ou raramente com duas flores grandes e vistosas, muito mais curta que as folhas, em regra mais alta que os pseudobulbos, ereta, nasce das Baínhas do pseudobulbo. São frequentes as vezes em que nascem diversos rácimos juntos, dando a impressão de que sejam muito mais flores por inflorescência.

Como acima já mencionamos as flores acrescentamos apenas para complementar que as pétalas são menores que as sépalas e estas de igual tamanho entre sí. O labelo é levemente unguiculado, trilobado, lobos laterais erguidos. A coluna é longa e arcada, na base prolongada em pé, com antera terminal abrigando dois pares de polínias. A cor mais comum para pétalas e sépalas é o verde claro, contrastando com as cores do labelo, estas muito variáveis.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  • L. Watson and M. J. Dallwitz, The Families of Flowering Plants, Orchidaceae Juss.