Igreja doméstica

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Projeção isométrica da igreja doméstica de Dura Europo, na Síria

Igreja doméstica, igreja domiciliar ou casa da assembleia (em latim: domus ecclesia; pl. domus ecclesiae) era uma residência romana privada (domus) onde se reuniam os primeiros cristãos do Império Romano antes da legalização do cristianismo por Constantino em 313.

História[editar | editar código-fonte]

O uso de residências como local de culto aparece já nas epístolas de Paulo de Tarso, como a casa da família de Narciso (Romanos 16:11) ou a casa de Priscila e Áquila (Romanos 16:5; I Coríntios 16:19), no Aventino, onde está hoje a igreja de Santa Prisca.

Durante o século III, as igrejas domésticas eram a principal forma de organização da nascente igreja cristã. Algumas delas foram doadas à Igreja pelos proprietários e ficaram conhecidas como tituli, um termo que está na origem dos modernos títulos cardinalícios. No século IV, já eram vinte e cinco[1] e a eles provavelmente se juntavam outras muitas igrejas domésticas privadas.

Nesta época, os locais de culto cristãos não eram arquiteturalmente distintos das residências comuns, embora seja possível que, mesmo antes de 312, alguns tenham sido construídos especificamente para a simples adoração (e não para a reunião dos fieis).

Tanto as igrejas domésticas quanto os tituli geralmente preservavam o nome do proprietário original do edifício e estes nomes se mantiveram mesmo depois da construção de igrejas propriamente ditas em períodos posteriores: por exemplo, o titulus Clementis, originalmente de propriedade de um certo Clemens, mais tarde, tornou-se ecclesiae Clementis, "igreja de Clemente", e depois tornou-se a Basílica de São Clemente.

A identificação como locais de culto em casas particulares foram muitas vezes descobertos sob as igrejas construídas no mesmo local muito depois (Santi Giovanni e Paolo ou titulus Pammachii; Santa Cecilia in Trastevere ou titulus Caeciliae; San Martino ai Monti ou titulus Equitii). Entretanto, é difícil separar características arquitetônicas específicas das igrejas domésticas da decoração que já existia nas casas, geralmente de repertório pagão. É possível, contudo, que estas tenham adquirido um novo significado simbólico no sentido cristão.

Referências

  1. Vários autores, Lineamenti di storia dell'architettura, Sovera, Roma 2007, pag. 157

Ligações externas[editar | editar código-fonte]