Implexo

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O implexo é o termo usado em Genealogia para designar a relação entre o número real e o número teórico de antepassados de uma pessoa.[1]

Cada pessoa tem 4 avós, 8 bisavós, 16 trisavós, 32 tetravós, 64 pentavós (quintos avós), 128 hexavós (sextos avós), 256 heptavós (séptimos avós), 512 octavós (oitavos avós), 1.024 nonavós ou eneavós, 2.048 decavós, 2.097.152 icosavós (vigésimos avós) e assim sucessivamente, sendo o número de antepassados multiplicado por 2 em cada geração que se recua. Se considerarmos em média 30 anos por cada geração, uma pessoa nascida na segunda metade do século XX teria 64 pentavós nascidos nos finais do século XVIII e 33.554.432 tetracosavós (vigésimos quartos avós) nascidos no início do século XIII. Significa que, matematicamente, teríamos 2.147.483.648 triacontavós (trigésimos avós) nascidos no início do século XI, quando na realidade a população mundial só atingiu esse número já no século XX.[1] [2]

Dada a impossibilidade de uma pessoa descender de tantos antepassados diferentes, a teoria do implexo dos ascendentes sustenta que cada pessoa descende várias vezes do mesmo antepassado por linhas diferentes.[1] [2]

Na prática, é comum, ao recuar algumas gerações numa genealogia, encontrar antepassados que aparecem repetidas vezes em diferentes lugares da árvore de costados. Isto acontece pela inexorabilidade da teoria do implexo dos ascendentes, que demonstra ser inevitável os casamentos entre parentes, o que resulta numa disparidade entre o número teórico de antepassados e o seu número real e possível.[1] [2]

Esta disparidade entre o número teórico (matemático) e o número real (histórico) de antepassados de um sujeito é o Implexo da ascendência.[1]

Os casamentos entre pessoas aparentadas, além de inevitáveis, em meios pequenos e sociedades fechadas, eram frequentes, pela tendência de casamentos na mesma área geográfica, meio social, actividade profissional, religião, etc. O mesmo acontecia com as famílias reais europeias, todas elas aparentadas entre si.[1] [2]

O implexo é a relação entre estes dois números e a sua porcentagem permite verificar o grau de endogamia nas várias gerações.

Cálculo do implexo[editar | editar código-fonte]

Fórmula[editar | editar código-fonte]

O implexo, para uma dada geração, calcula-se do seguinte modo:

(número teórico de antepassados da geração – número real) : número teórico = implexo (expresso sob forma de porcentagem)

Regras gerais[editar | editar código-fonte]

  • Uma porcentagem elevada indica um grande número de casamentos entre antepassados aparentados.
  • O implexo é calculado para uma determinada geração.
  • O implexo para uma geração mais afastada é obrigatóriamente igual ou superior ao anteriormente calculado.
  • Os filhos de um casamento entre primos direitos têm um implexo de, pelo menos 25%.

Curiosidade[editar | editar código-fonte]

O caso mais célebre de implexo elevado é o do rei Afonso XIII de Espanha, que tinha na realidade apenas 111 eneavós, e não os 1024 teóricos que matematicamente teria nessa geração, havendo 89% de implexo.[1]

Referências

  1. a b c d e f g Nuno Canas Mendes (1996). Descubra as Suas Raízes. [S.l.]: Lyon Multimédia Edições. pp. 54, 100 
  2. a b c d «Revista Genealógica Latina». Resultado da busca de "implexo dos antepassados". 1956. Consultado em 2 de fevereiro de 2018. 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Mendes, Nuno Canas. Descubra as Suas Raízes. Lyon Multimédia Edições. Mem Martins, 1996, pág. 54, 100; ISBN 972-8275-29-3

Ligações externas[editar | editar código-fonte]