Implexo

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O implexo é o termo usado em Genealogia para designar a relação entre o número real e o número teórico de antepassados de uma pessoa.[1] O caso mais célebre de implexo elevado é o do rei Afonso XIII de Espanha, que tinha na realidade apenas 111 eneavós, e não os 1024 teóricos que matematicamente teria nessa geração, havendo 89% de implexo.[1]

Cada pessoa tem:

Quantidade de pessoas Quantidade de mulheres Quantidade de homens
2 progenitores uma mãe um pai
4 avós duas avós dois avôs
8 bisavós 4 bisavós 4 bisavôs
16 trisavós ou trisbisavós 8 trisavós ou trisbisavós 8 trisavôs ou trisbisavôs
32 tetravós ou tataravós 16 tetravós ou tataravós 16 tetravôs ou tataravôs
64 pentavós 32 pentavós 32 pentavôs
128 hexavós 64 hexavós 64 hexavôs
256 heptavós 128 heptavós 128 heptavôs
512 octavós 256 octavós 256 octavôs
1.024 eneavós 512 eneavós 512 eneavôs
2.048 decavós 1.024 decavós 1.024 decavôs
4.096 unidecavós 2.048 unidecavós 2.048 unidecavôs
8.192 dodecavós 4.096 dodecavós 4.096 dodecavôs
16.384 tridecavós 8.192 tridecavós 8.192 tridecavôs
32.768 tetradecavós 16.384 tetradecavós 16.384 tetradecavôs
65.536 pentadecavós 32.768 pentadecavós 32.768 pentadecavôs
131.072 hexadecavós 65.536 hexadecavós 65.536 hexadecavôs
262.144 heptadecavós 131.072 heptadecavós 131.072 heptadecavôs
524.288 octadecavós 262.144 octadecavós 262.144 octadecavôs
1.048.576 eneadecavós 524.288 eneadecavós 524.288 eneadecavôs
2.097.152 icosavós 1.048.576 icosavós 1.048.576 icosavôs
4.194.304 unicosavós 2.097.152 unicosavós 2.097.152 unicosavôs
8.388.608 docosavós 4.194.304 docosavós 4.194.304 docosavôs
16.777.216 tricosavós 8.388.608 tricosavós 8.388.608 tricosavôs
33.554.432 tetracosavós 16.777.216 tetracosavós 16.777.216 tetracosavôs
67.108.864 pentacosavós 33.554.432 pentacosavós 33.554.432 pentacosavôs
134.217.728 hexacosavós 67.108.864 hexacosavós 67.108.864 hexacosavôs
268.435.456 heptacosavós 134.217.728 heptacosavós 134.217.728 heptacosavôs
536.870.912 octacosavós 268.435.456 octacosavós 268.435.456 octacosavôs
1.073.741.824 eneacosavós 536.870.912 eneacosavós 536.870.912 eneacosavôs
2.147.483.648 triacontavós 1.073.741.824 triacontavós 1.073.741.824 triacontavôs

Sendo o número de antepassados multiplicado por 2 em cada geração que se recua. Se considerarmos em média 30 anos por cada geração, uma pessoa nascida na segunda metade do século XX teria 64 pentavós (trinta e duas pentavós mulheres e trinta e dois pentavôs homens) nascidos nos finais do século XVIII e 33.554.432 tetracosavós (16.777.216 tetracosavós mulheres e 16.777.216 tetracosavôs homens) nascidos no início do século XIII. Significa que, matematicamente, teríamos 2.147.483.648 triacontavós (1.073.741.824 triacontavós mulheres e 1.073.741.824 triacontavôs homens) nascidos no início do século XI, quando na realidade a população mundial só atingiu esse número já no século XX.[1] [2]

Dada a impossibilidade de uma pessoa descender de tantos antepassados diferentes, a teoria do implexo dos ascendentes sustenta que cada pessoa descende várias vezes do mesmo antepassado por linhas diferentes.[1] [2]

Na prática, é comum, ao recuar algumas gerações numa genealogia, encontrar antepassados que aparecem repetidas vezes em diferentes lugares da árvore de costados. Isto acontece pela inexorabilidade da teoria do implexo dos ascendentes, que demonstra ser inevitável os casamentos entre parentes, o que resulta numa disparidade entre o número teórico de antepassados e o seu número real e possível.[1] [2]

Esta disparidade entre o número teórico (matemático) e o número real (histórico) de antepassados de um sujeito é o Implexo da ascendência.[1]

Os casamentos entre pessoas aparentadas, além de inevitáveis, em meios pequenos e sociedades fechadas, eram frequentes, pela tendência de casamentos na mesma área geográfica, meio social, actividade profissional, religião, etc. O mesmo acontecia com as famílias reais europeias, todas elas aparentadas entre si.[1] [2]

O implexo é a relação entre estes dois números e a sua porcentagem permite verificar o grau de endogamia nas várias gerações.

Para cada geração, o número de genitores duplica.

genitores:
•mãe=M
•pai=P

avós:
•avó materna=MM
•avô materno=PM
•avó paterna=MP
•avô paterno=PP

bisavós:
•bisavó 1=MMM
•bisavô 1=PMM
•bisavó 2=MPM
•bisavô 2=PPM
•bisavó 3=MMP
•bisavô 3=PMP
•bisavó 4=MPP
•bisavô 4=PPP

trisavós:
•trisavó 1=MMMM
•trisavô 1=PMMM
•trisavó 2=MPMM
•trisavô 2=PPMM
•trisavó 3=MMPM
•trisavô 3=PMPM
•trisavó 4=MPPM
•trisavô 4=PPPM
•trisavó 5=MMMP
•trisavô 5=PMMP
•trisavó 6=MPMP
•trisavô 6=PPMP
•trisavó 7=MMPP
•trisavô 7=PMPP
•trisavó 8=MPPP
•trisavô 8=PPPP

tetravós:
•tetravó 1 = MMMMM
•tetravô 1 = PMMMM
•tetravó 2 = MPMMM
•tetravô 2 = PPMMM
•tetravó 3 = MMPMM
•tetravô 3 = PMPMM
•tetravó 4 = MPPMM
•tetravô 4 = PPPMM
•tetravó 5 = MMMPM
•tetravô 5 = PMMPM
•tetravó 6 = MPMPM
•tetravô 6 = PPMPM
•tetravó 7 = MMPPM
•tetravô 7 = PMPPM
•tetravó 8 = MPPPM
•tetravô 8 = PPPPM
•tetravó 9 = MMMMP
•tetravô 9 = PMMMP
•tetravó 10 = MPMMP
•tetravô 10 = PPMMP
•tetravó 11 = MMPMP
•tetravô 11 = PMPMP
•tetravó 12 = MPPMP
•tetravô 12 = PPPMP
•tetravó 13 = MMMPP
•tetravô 13 = PMMPP
•tetravó 14 = MPMPP
•tetravô 14 = PPMPP
•tetravó 15 = MMPPP
•tetravô 15 = PMPPP
•tetravó 16 = MPPPP
•tetravô 16 = PPPPP

Cálculo do implexo[editar | editar código-fonte]

Fórmula[editar | editar código-fonte]

O implexo, para uma dada geração, calcula-se do seguinte modo:

(número teórico de antepassados da geração – número real) : número teórico = implexo (expresso sob forma de porcentagem)

Regras gerais[editar | editar código-fonte]

  • Uma porcentagem elevada indica um grande número de casamentos entre antepassados aparentados.
  • O implexo é calculado para uma determinada geração.
  • O implexo para uma geração mais afastada é obrigatoriamente igual ou superior ao anteriormente calculado.
  • Os filhos de um casamento entre primos direitos têm um implexo de, pelo menos 25%.

Referências

  1. a b c d e f g Nuno Canas Mendes (1996). Descubra as Suas Raízes. [S.l.]: Lyon Multimédia Edições. pp. 54, 100 
  2. a b c d «Revista Genealógica Latina». Resultado da busca de "implexo dos antepassados". 1956. Consultado em 2 de fevereiro de 2018 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Mendes, Nuno Canas. Descubra as Suas Raízes. Lyon Multimédia Edições. Mem Martins, 1996, pág. 54, 100; ISBN 972-8275-29-3

Ligações externas[editar | editar código-fonte]