Jair Ribeiro

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Jair Ribeiro
Nome completo Jair Ribeiro da Silva Neto
Nacionalidade Brasileira
Ocupação economista

Jair Ribeiro (16.10.1959) [São Paulo, SP] é um empreendedor brasileiro. É sócio do grupo controlador e membro do Conselho de Administração do Banco Indusval & Partners, além de ser sócio diretor da Sertrading S.A, uma das principais companhias brasileiras de comércio exterior.[1][2] É também co-fundador da Alicerce Educação, presidente da ONG Parceiros da Educação e membro do Conselho do Todos pela Educação.

Em 1988, Ribeiro foi um dos fundadores e CEO do Banco Patrimônio, que se tornou o terceiro maior banco de investimentos do Brasil na época. O Banco Patrimônio foi vendido em 1999 para o grupo americano Chase Manhattan (JP Morgan).[3][4][5]

Formação[editar | editar código-fonte]

Em 1982, Ribeiro se formou em Direito pela Universidade de São Paulo e em Economia pela FAAP. Dois anos depois, fez mestrado em Direito pela Universidade da Califórnia em Berkeley.[6]

Trajetória[editar | editar código-fonte]

Ribeiro iniciou sua carreira em 1979 como advogado no escritório Pinheiro Neto Advogados, onde atuou na área de fusões e aquisições. [6][2]

Em 1988, co-fundou uma consultoria em fusões e aquisições, Patrimônio, em parceria com o banco norte-americano Salomon Brothers, um dos maiores bancos de investimento de Wall Street da sua época. Em 1992, a consultoria viria a tornar-se distribuidora de valores e, em 1994, banco de investimentos, com 50% de participação da Salomon Brothers. Foi diretor presidente da instituição e coordenou grandes operações no mercado de capitais brasileiro como a privatização da Telebrás, considerada a maior privatização do Brasil, e o primeiro lançamento de ADRs no mercado internacional (Aracruz S.A.).[6][2][7][8]

Em 1999, Ribeiro participou da venda do Banco Patrimônio ao Chase Manhattan e tornou-se diretor presidente do Banco Chase Manhattan Brasil, cargo que ocupou até o ano 2000.[9][10] Em 2001, o Chase Manhattan adquiriu o banco JP Morgan e a partir dessa mudança, Ribeiro mudou-se para Nova York onde liderou a área internacional de renda variável do banco. Ele atuou como diretor-superintendente dos mercados da Europa, Ásia, África do Sul, América Latina e Austrália por dois anos.[6][2]

Em 2003, retornou ao Brasil e iniciou um período sabático de quase dois anos, em que se dedicou à busca por conhecimento e realizações pessoais. Foi nesse período, durante as aulas de filosofia em sua casa com um grupo de amigos, que surgiu a ideia de criar a Casa do Saber. Inaugurada em 2004, a Casa do Saber é uma instituição com foco na disseminação do conhecimento, oferece diversos cursos e eventos culturais, com sedes nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.[11][12]

Também durante essa pausa, Ribeiro passou a se dedicar à melhoria da educação pública, inicialmente fundando a Associação Parceiros da Educação,[11][13] organização não governamental que estrutura parcerias entre empresas do setor privado e escolas públicas do Estado de São Paulo e Rio de Janeiro. Em 2017, a Parceiros mantinha 260 escolas públicas dentro do programa. Ribeiro é membro do Conselho Consultivo do ECSP[7][14] e do Conselho Estadual da Educação.[15][16] Em 2008, esse projeto deu a Ribeiro o prêmio Trip Transformadores na categoria Educação.[17] Em 2010, foi homenageado pelo Brazil Fund e, em 2018, pelo World Fund, ambos sediados em Nova York, pelos serviços prestados à educação pública brasileira.[18][19]

Ao final do seu sabático, em 2015, durante uma viagem à Índia, observou o desempenho das empresas de TI do país e previu o crescimento do setor também no Brasil. Dessa forma, em 2006, decidiu investir no setor, com mais dois sócios, formando a CPM Braxis S.A, vendida ao grupo francês Capgemini 4 anos mais tarde por R$517 milhões.[2][13][20][21][22]

Em março de 2011, Ribeiro se tornou Diretor Presidente e sócio do Banco Indusval & Partners, banco voltado ao crédito corporativo e à distribuição de valores mobiliários (por meio da subsidiária Guide Investimentos), fundado na década de 60, que tem como sócios banqueiros brasileiros e o grupo internacional Warburg Pincus.[1][2][23](cujo controle foi vendido ao grupo Chinês Fosun, em 2018 e ao banco digital Banco Smartbank S.A., em parceria com o grupo do vale do silício The Hive).

Ribeiro é atualmente professor visitante da Faculdade de Educação da Universidade de Stanford (CA, EUA).

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b Costa, Melina (23 de março de 2011). «Jair Ribeiro e fundo Warburg Pincus tornam-se sócios do Banco Indusval». Estadáo. Consultado em 26 de abril de 2018 
  2. a b c d e f «O retorno do banqueiro». Istoe é Dinheiro. 25 de março de 2011. Consultado em 26 de abril de 2018 
  3. «Chase to Buy Brazil's Banco Patrimonio». Joc. Consultado em 26 de abril de 2018 
  4. «Receita de sucesso». Folha de S. Paulo. 8 de janeiro de 1999. Consultado em 26 de abril de 2018 
  5. Marotto, Telma (9 de julho de 2012). «Banco Indusval negocia parceria estratégica com 'terceiros'». Exame. Consultado em 26 de abril de 2018 
  6. a b c d «Painéis do CIAB 2008 com participação de Jair Ribeiro e Maurício Minas». Portal Fator Brasil. 5 de junho de 2008. Consultado em 26 de abril de 2018 
  7. a b «Fundador do Patrimônio, Ribeiro volta às origens». Estsdão. 23 de março de 2011. Consultado em 26 de abril de 2018 
  8. Adachi, Vanessa (8 de janeiro de 1999). «Banco brasileiro desfez a parceria com o Salomon em dezembro e buscou nova associação estrangeira Chase Manhattan adquire Patrimônio». Folha de S. Paulo. Consultado em 26 de abril de 2018 
  9. «Receita de sucesso». Folha de S. Paulo. 8 de janeiro de 1999. Consultado em 26 de abril de 2018 
  10. Murray, Matt (8 de janeiro de 1999). «Chase Manhattan Agrees To Buy a Brazilian Bank». The Wall Street Journal. Consultado em 26 de abril de 2018 
  11. a b «Empresário, fundador da ONG Parceiros da Educação». Revista Trip. Consultado em 26 de abril de 2018 
  12. Barcellos, Marta (1 de julho de 2009). «Paixão por empreender e estudar». Capital Aberto. Consultado em 26 de abril de 2018 
  13. a b Bonatelli, Circe (14 de abril de 2010). «Parceria com empresa melhora nota de escolas públicas». Estsdão. Consultado em 26 de abril de 2018 
  14. Ribeiro, Jair (13 de setembro de 2016). «Conheca o Pei: o medelo de ensino dos sonhos de Jair Ribeiro». Revista Trip. Consultado em 26 de abril de 2018 
  15. «Diàrio Oficial» (PDF). Poder Executivo. 11 de maio de 2017. Consultado em 26 de abril de 2018 
  16. «Nada muda: novos conselheiros de Educação têm perfil empresarial». Fepesp. 4 de setembro de 2014. Consultado em 26 de abril de 2018 
  17. «Vencedores de 2008». Revista Trip. 23 de novembro de 2009. Consultado em 26 de abril de 2018 
  18. Guanaes, Nizan (10 de agosto de 2010). «Os novos-ricos». Folha de S.Paulo. Consultado em 26 de abril de 2018 
  19. «Brazil Foundation New York Joins the "New Brazil». MercoPress. 3 de outubro de 2010. Consultado em 26 de abril de 2018 
  20. «Capgemini compra 55% da CPM Braxis». Epoca Negocios. 2 de setembro de 2010. Consultado em 26 de abril de 2018 
  21. Renner, Mauricio (2 de setembro de 2010). «Capgemini compra CPM Braxis». Baguete. Consultado em 26 de abril de 2018 
  22. Oscar, Naiana (2 de setembro de 2010). «Capgemini compra controle da CPM Braxis». Estadáo. Consultado em 26 de abril de 2018 
  23. Mandl, Carolina; Cotias, Adriana (12 de setembro de 2017). «Chinesa Fosun fecha compra de 70% da Guide Investimentos». Valor. Consultado em 26 de abril de 2018 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]