A União (jornal da Paraíba)

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A União (jornal da Paraíba)
A União
Razão social A União Superintendência de Imprensa e Editora[1]
Periodicidade Diário
Formato Berlinense
Sede João Pessoa
Fundação 2 de fevereiro de 1893
Fundador(es) Tito Enrique da Silva
(1º Diretor)

A União é um jornal estatal paraibano, editado na cidade de João Pessoa, Paraíba, Brasil. Trata-se do único jornal oficial ainda existente no Brasil.[1] [2] Foi fundado no dia 2 de fevereiro de 1893 pelo então presidente da Província, Álvaro Machado, e seu primeiro diretor foi o industrial e jornalista Tito Silva.[1]

O jornal surgiu como órgão do Partido Republicano do Estado da Paraíba, agremiação fundada pelo próprio Álvaro Machado. Inicialmente, os escritórios e tipografia de A União funcionaram na Rua Visconde de Pelotas, 49, esquina com a Rua Miguel Couto, no Centro da Cidade Alta. Mais tarde, o edifício foi demolido para alargar a via que dá acesso ao Parque Sólon de Lucena (Lagoa). Foi, aliás, apenas uma das muitas mudanças ocorridas.

Antes de estar no atual endereço — o Distrito Industrial da capital — funcionou no bairro de Jaguaribe.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Quarenta e sete anos depois de sua fundação, no dia 13 de março de 1940, surgiu o Diário Oficial, e foram quinze anos de convivência. É por isso que os fatos relacionados à Imprensa Oficial na Paraíba estão obrigatoriamente integrados à memória do jornal, com um papel às vezes de testemunha, às vezes personagem da história política e sociocultural do estado. O Diário Oficial passou a circular separadamente a partir de 1º de julho de 1955.[1] O matutino prosseguiu sua trajetória e é o quarto mais antigo do País e o primeiro entre os que são impressos no Estado.[1]

No início, A União trazia farto noticiário e as notas do então presidente da província da Paraíba, Álvaro Machado. Com o passar dos anos, o diário funcionou como intérprete das aspirações paraibanas quando a eclosão do Movimento Revolucionário de 1930 já se avizinhava. Naquela época, a Paraíba adquiriu renome nacional, fazendo jus às tradições de luta de seu povo, tendo o jornal se convertido na trincheira da guerra que se travou entre o presidente João Pessoa — que detinha o apoio popular — e os poderes centrais. Mais tarde, o A União desempenhou, na Paraíba, o mesmo papel das escolas de letras europeias ou dos inovadores laboratórios norte-americanos, onde a consciência de escrever era adquirida no exercício das técnicas, na descoberta de pequenos e grandes segredos, antes mesmo do domínio da gramática e da estilística.

Há pouco mais de 40 anos, o jornal oficial já gozava do privilégio de ser considerado como a escola de tudo que o estado produzia em literatura, porque exercia, na prática, a função que a própria Universidade Federal da Paraíba (UFPB) somente viria a desempenhar anos depois. Aquela situação levou, na época, o então ministro José Américo de Almeida, que era patrono da própria UFPB, além de político e intelectual reconhecido nacionalmente, a classificar A União como a primeira universidade paraibana.

Passados esses 110 anos de existência, o jornal oficial não deixou de estar sintonizado com os avanços, inclusive na área tecnológica, o que o faz ser encarado como um órgão tradicional e, mais que isso, patrimônio cultural da sociedade. Prova disso é que, no momento, o matutino vem passando por uma série de transformações cujo objetivo é o de mantê-lo desempenhando o importante papel de divulgação de fatos e ideias que sempre o caracterizou ao longo de sua história. Além disso, o jornal não é apenas um grande veículo de comunicação que, ao longo de sua história, mantém acesa a chama de sua vocação educativa, informativa e cultural. Com seu parque gráfico, participou e continua participando ativamente do movimento editorial do Estado, imprimindo livros de autores, sejam eles novos ou já consagrados.

Nessa fase de transformações que A União vem passando desde janeiro de 2003, quando houve mudança na superintendência, o jornal já vem se apresentando com novidades, sobretudo a informatização de setores, como o de Artes, pela aquisição de modernos equipamentos que devem culminar — literalmente — com um visual diferente: um novo projeto gráfico, com a diminuição de seu formato associado ao aumento do número de páginas, o que oferece mais informações ao leitor. As inovações também se estenderam da Redação, com mudança de local, até a gráfica do jornal. Neste último caso, aproveitando as reformas naquelas dependências, com a inclusão de mais divisórias, por exemplo, um mural foi pintado num suporte de gesso por cinco funcionários do próprio Setor de Artes de A União, como uma forma da atual superintendência valorizar o profissional, que é o artista gráfico. E, sem perder o vínculo com o passado, três antigas linotipos foram recuperadas, pintadas e colocadas no pátio interno da empresa, servindo como museu ao ar livre para quem chegar de visita.

A União, como a história pode registrar, ultrapassou a condição de simples jornal para se tornar o único elo da corrente de lutas e desafios travados pelo povo paraibano. Uma marca indelével ligando à vida estadual a partir de Álvaro Machado, passando por Epitácio Pessoa e José Lins do Rego, até chegar aos atuais dias, em que as dificuldades econômicas não conseguem arrefecer nem a esperança nem a capacidade de luta de seu povo e de seus governantes.

Em pleno terceiro milênio, A União segue exercendo sua missão histórica. Novamente na proa do movimento cultural paraibano, o jornal oficial nada fica a dever aos concorrentes do setor privado, em termos de informação ao leitor, ocupando seu espaço no mercado tendo a imparcialidade, a objetividade e, de forma destacada, a prestação de serviços como marcas para o seu público leitor.

A nova onda de modernização de sua gráfica e redação, deflagrada a partir de meados da década passada e que veio num processo crescente, se insere no contexto das transformações da imprensa da Paraíba, geradas pela inovação tecnológica imposta pela informática, que é a responsável pela mudança da feição do jornal e pelo impulso às atividades editoriais.

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Referências

  1. a b c d e Adm. do portal (2013). «Diário Oficial do Estado de Paraíba». Imprensa oficial. Consultado em 20 de junho de 2013. 
  2. Fátima Araújo (2000). «A Imprensa na Paraíba». IHGP. Consultado em 20 de junho de 2013. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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