Jovens Otomanos

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Proclamação da constituição otomana de 1876

Os Jovens Otomanos (em turco: Yeni Osmanlılar)[nt 1] foram uma organização de jovens intelectuais liberais de classe média que se desenvolveu no interior do Império Otomano em meados do século XIX e que se opôs ao sultanato e à sua forma de governo.[nt 2]

O movimento inspirava-se nas ideias de Namık Kemal, um escritor, poeta e alto funcionário da Sublime Porta, e do príncipe exilado Mustafa Fazıl Paxá, que os incentivou a organizarem-se e os financiou. Alguns setores aristocráticos e militares próximos do sultanato também apoiaram o movimento. Namık Kemal é apontado como o principal responsável pela introdução dos conceitos de vatan (pátria) e hürriyet (liberdade) na língua turca.[nt 3]

A fundação oficial do movimento dá-se em 1871, sob a liderança de Mithat Paxá,[nt 2] embora já em 1867 alguns dos seus membros tivessem sido forçados a exilar-se.[nt 3] Defendiam ideias políticas ocidentais[nt 2] inspiradas na Revolução Francesa e em pensadores como Montesquieu, Rousseau,[nt 3] que advogavam direitos e liberdades públicas, divisão de poderes e uma constituição moderna[nt 2] e parlamentarista, uma ideologia que ficou conehcida como "otomanismo".[nt 3] Opunham-se decididamente ao sultão Abd-ul-Aziz. Em 1876 tinham-se fortalecido no interior do império e tinham grande influência em alguns setores do exército, a ponto de forçarem Abd-ul-Hamid II a aceitar um novo texto constitucional de cariz liberal. Não obstante, os Jovens Otomanos não pretendiam diminuir a força do império nem o papel que este exercia nas suas zonas de influência, bem como sobre os povos que lhe estavam submissos, nomeadamente os eslavos.[nt 2]

Tendo conseguido parcialmente os seus objetivos, o movimento cairia em desgraça, como o próprio Mithat Paxá, depois da derrota otomana na Guerra russo-turca de 1877-1878 e do duro Tratado de Santo Estêvão, onde se reconhecia a independência de uma boa parte dos países eslavos, e do ainda mais desfavorável Congresso de Berlim, que modificou as condições do tratado anterior em prejuízo dos otomanos.[nt 2]

O falhanço das políticas dos Jovens Otomanos na reversão do declínio do Império Otomano levou outros grupos de intelectuais a procurar outros meios. Um desses grupos foi o dos "Jovens Turcos", que conduziram o império para a Segunda era constitucional e posteriormente para a Primeira Guerra Mundial ao lado da Alemanha e dos Impérios Centrais, naquilo que ficou conhecido como o período dos Três Paxás.[nt 3] Os Jovens Turcos começaram como o Comitê para a União e o Progresso (Yttihat ve Terakki Cemiyeti) e em grande medida estão na origem da formação da Turquia moderna.[nt 2]

Fontes e notas

  1. A tradução de Yeni Osmanlılar é "novos otomanos", mas na Europa Ocidental o movimento ficou conhecido como "jovens otomanos".
  2. a b c d e f g A maior parte do texto foi inicialmente baseado no artigo «Jóvenes Otomanos» na Wikipédia em espanhol (acessado nesta versão).
  3. a b c d e Artigo «Young Ottomans» na Wikipédia em inglês (acessado nesta versão).
  • Vallejo Fernández-Cela, Sergio; Garay Vera, Cristián; Medina Valverde, Cristián (2001). La caída del Imperio Otomano y la fundación de la República Turca (em espanhol). Madrid: [s.n.] ISBN 84-699-6683-9 
  • Koray, Enver. Yeni Osmanlılar (em turco). [S.l.: s.n.] . In «Belleten». Türk Tarih Kurumu Basımevi (186): 563-582. Abril de 1983. ISSN 0041-4255 
  • Hacısalihoğlu, Mehmet (2003). Die Jungtürken und die Mazedonische Frage (1890–1918) (em alemão). [S.l.]: Oldenbourg Wissenschaftsverlag. p. 59. ISBN 9783486567458 
  • Ortaylı, İlber (2008). İmparatorluğun En Uzun Yüzyılı (em turco). Istambul: Timaş Yayınları. p. 299. ISBN 978-975-263-706- Verifique |isbn= (ajuda) 
  • Ahmad, Feroz. İttihat ve Terakki 1908–1914 (em turco). [S.l.: s.n.] p. 42 


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