Lógica e racionalidade

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Como o estudo dos argumentos é de clara importância para as razões pelas quais damos como verdadeiras certas coisas, a lógica é de fundamental importância para a racionalidade. Argumentos podem ser lógicos, se eles são "conduzidos ou avaliados de acordo com princípios estritos de validade",[1] enquanto são racionais, de acordo com a exigência mais ampla que eles se baseiam na razão e conhecimento.

Lógica e racionalidade têm sido tomadas como conceitos fundamentais na filosofia. O racionalismo filosófico na sua forma mais extrema é a doutrina de que o conhecimento pode, em última instância, ser fundamentado na razão pura, enquanto o logicismo é a doutrina de que os conceitos matemáticos, entre outros, são redutíveis à lógica pura.

Formas de raciocínio[editar | editar código-fonte]

O raciocínio dedutivo diz respeito à consequência lógica de determinadas premissas. Numa concepção estreita da lógica, a lógica diz respeito apenas ao raciocínio dedutivo, embora uma concepção tão estreita exclua controvertidamente a maior parte daquilo que é chamado de lógica informal da disciplina. Outras formas de raciocínio são algumas vezes tomadas como parte da lógica, como o raciocínio indutivo e o raciocínio abdutivo, que são formas de raciocínio que não são puramente dedutivas, mas inclueminferência material. Da mesma forma, é importante distinguir validade dedutiva e validade indutiva (chamada de "força indutiva"). Uma inferência é dedutivamente válida se e somente se não houver nenhuma situação possível em que todas as premissas são verdadeiras, mas a conclusão é falsa. Uma inferência é indutivamente forte se e somente se suas premissas dão algum grau de probabilidade à sua conclusão.

A noção de validade dedutiva pode ser rigorosamente estabelecida para os sistemas de lógica formal em termos das noções bem entendidas de semântica. A validade indutiva, por outro lado, nos obriga a definir uma generalização confiável de um conjunto de observações. A tarefa de fornecer esta definição pode ser abordada de várias maneiras, algumas menos formal do que outras; algumas dessas definições podem usar a indução de regra associada à lógica, enquanto outras podem usar modelos matemáticos de probabilidade, como árvores de decisão. Em sua maior parte, essa discussão da lógica trata apenas da lógica dedutiva.

O raciocínio abdutivo é uma forma de inferência que vai de uma observação a uma teoria que explica a observação, buscando idealmente encontrar a explicação mais simples e provável. No raciocínio abdutivo, ao contrário do raciocínio dedutivo, as premissas não garantem a conclusão. Pode-se entender o raciocínio abdutivo como "inferência para a melhor explicação".[2]

Pensamento crítico[editar | editar código-fonte]

O pensamento crítico, também chamado de análise crítica, é o pensamento racional, claro, envolvendo a crítica.

Dialética[editar | editar código-fonte]

A dialética é um discurso entre duas ou mais pessoas que possuem pontos de vista diferentes sobre um assunto, mas que desejam estabelecer a verdade através de argumentos fundamentados. Tem sido objeto de estudo desde tempos antigos, mas só recentemente tem sido objeto de tentativas de formalização.

Ilogicidade[editar | editar código-fonte]

A ilogicidade é um transtorno do pensamento, ou seja, um sintoma de um transtorno mental.

Veja também[editar | editar código-fonte]

  • Alogia
  • Dysrationalia

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Oxford Dictionary of English, sense 1 of logic.
  2. Sober, Elliot.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Robert Hanna, 2009. Rationality and Logic. MIT Press.