Lei de Poe

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A lei de Poe é uma observação sobre comportamento em debates na internet que estabelece que, na ausência de algo que indique a real intenção do autor, torna-se difícil ou mesmo impossível de saber se o que o autor diz é um extremismo genuíno ou uma simples paródia de extremismo. Tem origem na frase a seguir:

Sem um emoticon representando uma piscadela [;)] ou outra óbvia manifestação de humor, é completamente impossível parodiar um criacionista de maneira que ninguém vá confundir com uma afirmação genuína.
 
Texto original em inglês: "Without a winking smiley or other blatant display of humor, it is uttrerly [sic] impossible to parody a Creationist in such a way that someone won't mistake for the genuine article.".

A lei recebeu o nome de Nathan Poe, que a formulou no fórum de debate na internet em christianforums.com em 2005.[1]

Embora originalmente se referisse ao criacionismo biblicista, a definição posteriormente foi estendida a qualquer tipo de fundamentalismo ou extremismo ideológicos.

É frequentemente citada em debates sobre tais temas, tanto em fóruns de discussão quanto em redes de relacionamento.

Durante a campanha eleitoral de 2018 no Brasil, no debate da TV Bandeirantes, o candidato à presidência Cabo Daciolo, do Patriota, perguntou ao candidato Ciro Gomes o que ele sabia sobre a "URSAL", um suposto plano de unificação de repúblicas da América Latina sob um regime socialista, o que foi uma interpretação literal equivocada de uma paródia iniciada em 2001 num artigo sarcástico e levada a sério desde 2006 pelo filósofo e celebridade digital Olavo de Carvalho. Tratou-se de uma ocorrência da Lei de Poe.

Referências

  1. «Big contradictions in the evolution theory». Christian Forums (em inglês) 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]