Leo Lynce

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Wikitext.svg
Esta página ou seção precisa ser wikificada (desde fevereiro de 2013).
Por favor ajude a formatar esta página de acordo com as diretrizes estabelecidas.
Ambox rewrite.svg
Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo (desde maio de 2015).
Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior.
Leo Lince
Nome completo Cileneu Marques de Araújo Vale
Pseudônimo(s) Leo Lince
Nascimento 29 de junho de 1884
Piracanjuba, GO
Morte 7 de julho de 1954 (70 anos)
Goiânia, GO
Nacionalidade brasileiro
Ocupação Poeta

Cileneu Marques de Araújo Vale[nota 1] (Piracanjuba, antiga Pouso Alto, 29 de junho de 1884 - Goiânia, 7 de julho de 1954), conhecido pelo pseudônimo de Leo Lynce, foi um advogado, político e poeta brasileiro[1]. É considerado um dos precursores do Modernismo em Goiás.[2][3][4][5]

Vida e obra[editar | editar código-fonte]

Ainda criança, mudou-se para Ouro Fino, distrito do município de Goiás (atual Goiânia). Em 1884 se transferiu para Bela Vista de Goiás, onde começou a trabalhar como jornalista por volta de 1905. Adotou então o pseudônimo de Leo Lynce, um anagrama de Cylleneo, e colaborou com os jornais O Fanal e A Folha do Sul (Bela Vista), Lavoura e Comércio e Gazeta de Uberaba (Uberaba), Araguary (Araguari) e Sul de Goiás (Catalão)[6]


Elegeu-se deputado estadual em 1908, mas teve o mandato cassado em 1909, quando fugiu para Uberaba. Também foi deputado estadual em outras legislaturas.[7]

Fundou em 1911 o jornal O Jatahy, em Jataí. Mais tarde fundou também o Nova Era (1914) e o Jornal de Goiás (1919), ambos no município de Goiás, e o Jornal de Goiás (1935) em Pires do Rio.

Morou no Rio de Janeiro em 1917, trabalhando como funcionário do Ministério da Fazenda. A partir de 1922 começou a se aproximar do movimento modernista. Publicou em 1928 o livro de poesias Ontem. De volta a Goiás, foi professor de Direito.

Foi um dos fundadores da Academia Goiana de Letras, que presidiu de 1948 a 1949[8][9].

Temas e estilo[editar | editar código-fonte]

A poesia de Leo Lynce revela o conflito entre a tradição oligárquica e as mudanças que se processavam no Brasil no fim do Império e início da República. Defendia a modernização do estado de Goiás e da integração nacional, assim como seu contemporâneo Jesus Barros Boquady[10].

Ao levar o Modernismo para Goiás, incorporou principalmente a brasilidade. Do ponto de vista formal, preferiu uma métrica mais rígida, emboira tenha adotado o verso livre em poemas de cunho social[11].

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Ontem. Editora Irmãos Ferraz, 1928; 2ª ed., aumentada, Editora Oriente, 1972
  • Romagem sentimental. s/d
  • Rabiscos. s/d
  • Léo Lynce: poesia quase completa. Organização, prefácio e notas críticas de Darcy França Denófrio. Goiânia: Editora da UFG, 1997
  • Terra Goiana. Goiânia: Editora Kelps, 2000
  • Léo Lynce: prosa quase completa. Organização e prefácio de Darcy França Denófrio. Goiânia: Editora da UFG, 2003

Notas

  1. Pela grafia antiga, Cyllenêo Marques de Araujo Valle

Referências

  1. Leo Lynce. Poesia dos Brasis - Goiás
  2. COUTINHO, Afrânio; SOUSA, J. Galante de. Enciclopédia de Literatura Brasileira. Global Editora, São Paulo, 2a. edição, Volume II, 2001, p. 933
  3. Uma história da imprensa goiana — 1ª parte. Jornal Opção, Edição 2002 - de 17 a 23 de novembro de 2013
  4. «Leo Lynce, introdutor do modernismo literário em Goiás» 
  5. Raízes, Portal (19 de novembro de 2015). «Piracanjuba de Goiás - 160 anos - Portal Raízes». Portal Raízes 
  6. SOUZA, Gabriel Elias Rodrigues de. Geografia, Literatura E Subjetividade – Uma Leitura Sobre a Cidade a Partir do Poema “Goiânia” de Léo Lynce. In: Estética, Poética e Narrativa entre fluidez e permanência nas artes. Porto Alegre: Imprensa Livre, 2016. Páginas 258-292
  7. «Assembleia Legislativa do Estado de Goiás». portal.al.go.leg.br. Consultado em 6 de dezembro de 2017 
  8. Leo Lynce. Domingo com Poesia
  9. Presidentes. AGL
  10. SOUZA, Gabriel Elias Rodrigues de. A cidade entre a poesia e o poeta: Geografia e literatura em Goiânia: Sonho e Argamassa de Jesus Barros Boquady (1959). Dissertação (mestrado), Universidade Federal de Goiás, 2015. Página 35
  11. ZEKA, José Augusto Pereira. Leo Lynce - A modernidade substancial. Revista da Faculdade de Direito da UFG, [S.l.], v. 19, n. 1, p. 189/211, out. 2010. ISSN 0101-7187. Página 206