Levantamento de Wuchang

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Estátua actual de Sun Yat-sen em Wuchang, em frente ao edifício que foi sede do governo revolucionário estabelecido depois do levantamento.

O Levantamento de Wuchang (chinês tradicional: 武昌起義, chinês simplificado: 武昌起义, pinyin: Wǔchāng Qǐyì) foi uma insurgência militar na China, na cidade de Wuchang, actualmente parte de Wuhan, que precipitou a queda da última dinastia imperial chinesa, a dinastia Qing, e o estabelecimento de uma república. O levantamento produziu-se a 10 de Outubro de 1911. Esta data é comemorada ainda como festa nacional chinesa na República da China em Taiwan. O levantamento de Wuchang é considerado como o começo da Revolução de Xinhai, que terminaria com a abdicação do último imperador chinês, o menino Puyi.

Em 1900, a dinastia Qing havia decidido fundar uma série de exércitos modernizados, os chamados "Novos Exércitos". Naquele tempo, a cidade de Wuchang, junto ao rio Yangzi na província de Hubei, converteu-se no principal centro industrial militar do país, o local onde se produziam as armas e o material para os Novos Exércitos. As ideias reformistas de Sun Yat-sen exerceram uma influência destacada sobre os oficiais e os soldados em Wuchang, e muitos deles faziam parte de organizações revolucionárias.

O levantamento em si foi desencadeado por um facto fortuito. Uma bomba preparada por um grupo revolucionário explodiu por acidente, e isto levou a polícia a pesquisar e a descobrir listas de militares implicados em actividades subversivas contra a dinastia Qing. Ao verem-se descobertos, muitos membros dos Novos Exércitos decidiram sublevar-se para não serem presos. O governo provincial de Hubei fugiu da cidade. A insurreição parecia mais um de vários protestos similares no seio do exército que haviam ocorrido no sul da China, e pensava-se que o Governo central poderia sufocá-la sem problemas. No entanto, a demora da dinastia Qing em aplacar a rebelião aumentou a confiança nesta, e vários governos provinciais do sul da China retiraram o seu apoio à corte imperial, e puseram-se do lado dos rebeldes de Wuchang.

Sun Yat-sen encontrava-se a viajar pelos Estados Unidos, perto de Denver, durante a rebelião e teve notícias dela através de um jornal. Após haver tentado arrecadar fundos para a causa revolucionária nos Estados Unidos e na Europa, voltou à China em Dezembro de 1911, e foi nomeado em Nanjing Presidente da nova República da China numa reunião de dirigentes provinciais celebrada a 29 de Dezembro.

Sun Yat-sen teria que negociar com Yuan Shikai, o militar que controlava o poderoso Exército do Norte, a quem cederia o posto de Presidente da República para que este acabasse forçando a abdicação do último imperador, a 12 de Fevereiro de 1912. Assim, terminava a Revolução de Xinhai com o fim da China imperial.

Ver também[editar | editar código-fonte]