Mario Celso Petraglia

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Mario Celso Petraglia (Cruzeiro do Sul, 11 de fevereiro de 1944) é um empresário e dirigente esportivo brasileiro. Foi presidente do Clube Atlético Paranaense.

História[editar | editar código-fonte]

Filho dos imigrantes uruguaios José Benito e Maria Etlin, Mario Celso nasceu em Cruzeiro do Sul (Rio Grande do Sul). Mudou-se com a família para Curitiba ainda na infância e não deixou mais a cidade. Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Curitiba e iniciou sua carreira como gerente administrativo e financeiro da Enco, em 1971. Assumiu a posição de diretor financeiro da Inebrasa em 1973, e sete anos depois tornou-se vice-presidente da Inepar, em 1980, ocupando este cargo por vinte anos. Atualmente é membro do Conselho de Administração da Inepar.

Petraglia tornou-se diretor do Atlético Paranaense em 1984, a convite de Valmor Zimermann, integrante da Retaguarda Atleticana. Durante dez anos, pouco apareceu para a nação atleticana. Porém, tornou-se figura pública em 1995, após uma humilhante derrota por 5 a 1 para o rival Coritiba. Após uma grande revolução na cúpula atleticana, assumiu a presidência antes ocupada por Hussein Zraik.

Importância no clube[editar | editar código-fonte]

A grande contribuição de Petraglia para o Atlético Paranaense foi a adoção de uma política de gerenciamento do clube como uma empresa: corte de gastos desnecessários, e investimentos, visando a lucros e êxitos financeiros e técnicos. E esta política atingiu estes objetivos.

Assumiu a gestão do clube em 1995 e em menos de dez anos obteve os seguintes feitos: construção da Arena da Baixada e do CT do Caju, títulos brasileiros das Séries A e B, quatro títulos estaduais e classificação do Atlético para quatro Libertadores.

Em sua gestão, o Atlético iniciou a construção do novo Estádio Joaquim Américo. Quando da demolição da antiga Baixada, uma jogada de marketing: os compradores de ingressos para os jogos finais no estádio ganhavam pedaços de concreto e tijolos do estádio, para guardar como recordação. O marketing, aliás, foi a marca registrada da gestão Petraglia no Atlético.

Polêmicas[editar | editar código-fonte]

Em 1997, um escândalo envolvendo Petraglia e o então diretor de arbitragem da CBF, Ivens Mendes, quase prejudicou o clube. Ele e o Atlético foram punidos pelo STJD e Ademir Adur assumiu a presidência.

Mas a diretoria atleticana, em conjunto com setores da imprensa e torcida, conseguiu mover uma campanha contra o STJD. A revolta e a defesa apresentada pelo Atlético surtiram efeito: a punição a Petraglia foi minorada, e o Atlético teve sua punição revertida para perda de pontos no Brasileiro de 1997.

Para o torcedor, porém, a evolução do clube dentro de campo foi acompanhada por uma conseqüência: a majoração dos ingressos, visando à tentativa de ampliar a participação das rendas dentro das receitas do clube. A Arena da Baixada, inaugurada em 1999, apresentou preços a 15 reais, então uma novidade entre os clubes brasileiros.

No aspecto técnico, o Atlético mostrou resultados nunca antes mostrados pelo clube: em 1996, ano do retorno ao Brasileiro, a equipe acabou com a quinta melhor campanha no Brasileiro, atingindo as quartas-de-final. Em 1999, após conquistar o título da Seletiva para a Libertadores, o Atlético conseguiu uma vaga na Libertadores da América.

Em 15 de dezembro de 2011 foi eleito para comandar o Atlético Paranaense para o triênio 2012/2014.[1]

Referências

  1. Atlético abre nova era Petraglia Portal Gazeta do Povo - acessado em 19 de dezembro de 2011