Músculo esquelético

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Os músculos esqueléticos ou músculos estriados, apresentam estriações em suas fibras. Possuem células individuais que apresentam-se estriadas (listradas), quando vistas do microscópio. Cada célula contém vários núcleos (multinucleada) os quais estão localizados próximo da superfície celular. Cada célula muscular (fibra) é coberta por uma membrana celular (bainha) conhecida como sarcolema. Este revestimento atua como um elo de conexão entre as fibras musculares e os tendões e confere elasticidade à fibra muscular, sendo composto pelas membranas plasmáticas e basal. São os responsáveis pelos movimentos voluntários;[1] estes músculos se inserem sobre os ossos e sobre as cartilagens e contribuem, com a pele e o esqueleto, para formar o invólucro exterior do corpo.

A maioria dos músculos está presa ao esqueleto, junto a articulações, abrindo-as e fechando-as. Nas articulações, esses músculos são presos a ossos por meio de tendões, que são cordões de tecido conjuntivo. Quando os tendões são chatos e largos, e não possuem a forma de cordão, recebem o nome de aponeuroses (ou aponevroses).


O músculo esquelético integral, como o bíceps, que é observável e palpável, consiste de vários tipos de tecido. Cada músculo compreende fibras ou células musculares longas, delgadas, cilíndricas que se estendem por todo o seu comprimento. Assim, essas células podem ser muito mais longas. Cada célula ou fibra muscular multinucleada é conectada às células musculares paralelas e circundada por uma camada de tecido conjuntivo denominada endomísio. Tais fibras são, então, agrupadas em feixes mantidos juntos por outra camada de tecido conjuntivo, denominada perimísio. Esse grupo revestido ou feixe de fibras é denominado um fascículo. Os grupos de fascículos, feixe de fibras, cada qual com vasos sanguíneos e tecido nervoso associados, são mantidos bem unidos por outra camada de tecido conjuntivo denominada epimísio. Os facículos circundados por epimísio, que percorrem todo o comprimento do músculo esquelético, são então completamente circundados por um tecido conjuntivo importante denominado fáscia. A fáscia é um tecido conjuntivo resistente, denso e forte que recobre todo o músculo e, então, estende-se além do músculo em si, para se tornar o tendão fibroso. A fáscia é a fusão de todas as três camadas internas de tecido conjuntivo do músculo esquelético. A fáscia separa os músculos uns dos outros, permite o movimento sem atrito e forma o tendão como o qual o músculo é conectado ao osso. Isoladamente, cada uma das fibras é uma célula alongada. Cada uma dessas fibras musculares esqueléticas é formada por fibras menores chamadas miofibrilas, que são constituídas por dois tipos de filamento: os delgados e os grossos.

A fibra muscular é na realidade, uma célula multinucleada com estriações transversais. O sarcolema constitui o principal fator de elasticidade do músculo e atua como uma conexão entre a fibra muscular e a parte tendinosa do músculo ou tendão.

Na realidade, os músculos esqueléticos estão dispostos em camadas que vão das mais superficiais às mais profundas e em direções variáveis. Quando o músculo está relaxado, os filamentos delgados e grossos presentes estão apenas ligeiramente sobrepostos. O máximo que uma fibra muscular pode contrair é de aproximadamente uma metade de seu comprimento total. No homem acredita-se que o poder de contração muscular esteja compreendido entre 35 e 150 libras por polegada quadrada. Sempre que uma fibra muscular receber um impulso nervoso suficiente para criar um potencial de ação na mesma, o potencial propagar-se-á sobre toda a fibra fazendo com que ela se contraia por inteiro. Os filamentos grossos se interpõem acentuadamente sobre os delgados. esse mecanismo encurta as miofibrilas e, conseqüentemente, toda a célula muscular. Quanto mais curtas as células musculares estiverem, maior será a intensidade da contração do músculo como um todo. Portanto, a força de contração dependerá do estado da fibra no momento , isto é, se ela está energizada, fatigada, estirada, se o fornecimento de cálcio está baixo etc. Sob condições ótimas, qualquer aumento no poder de contração de um músculo inteiro é devido a uma grande quantidade de fibras que se estão contraindo, tendo em vista que cada fibra se contrai com o máximo de sua capacidade. O papel dessas células nervosas é transmitir estímulos para a contração da fibra muscular através de impulsos nervosos. Chama-se sinapse ou junção neuromuscular o espaço de comunicação entre esses dois tipos de célula.

Também possui três propriedades principais: a elasticidade (distensão), a contratilidade (contração) e a tonicidade (tônus).

A contração muscular esquelética acontece quando há uma interação das proteínas contráteis de actina e miosina, que ocorre na presença de íons de cálcio intracelulares e energia. A disponibilidade de energia para a contração vem por meio da hidrólise de ATP, e o cálcio é liberado pelo retículo sarcoplasmático(RS) quando estimulado pela despolarização. A ligação de um impulso neural gerado no sistema nervoso central a uma contração muscular esquelética distante é denominada acoplamento excitação-contração. A função do cálcio no músculo esquelético é expor um sítio de ligação da miosina na proteína actina. A contração muscular pára através do impulso nervoso na placa motora terminal ou junção neuromuscular. Quando o impulso é interrompido o cálcio é removido através da bomba de cálcio para ser amarzenado no retículo sarcoplasmático, a bomba de cálcio precisa da energia proveniente da quebra da molécula de ATP em ADP, por isso após a morte verifica-se a rigidez muscular.

A contração é a principal função das fibras musculares, porém somente cerca de um quarto da energia usada é viável para o trabalho real do ponto de vista físico de peso vezes distância, geralmente medido em libra/pé. O restante da energia é dissipado sob a forma de calor. Sempre que a temperatura ambiente esteja muito abaixo da temperatura corporal normal, a produção de calor pelos músculos constituirá uma vantagem decisiva. Quando a temperatura atmosférica é relativamente baixa, os músculos podem sofrer contrações espasmódicas chamadas calafrio para produzir calor suficiente a fim de manter a temperatura corporal normal. A produção de calor ocorre em duas fases distintas, o calor de recuperação. O calor inicial compreendendo o calor de ativação e manutenção, calor de encurtamento e calor de relaxamento. O calor inicial de contração é o mesmo, não importando se o músculo se contraia em presença de oxigênio ou nitrogênio, pois o consumo de oxigênio não ocorre até que a contração e o relaxamento tenham cessado.

Existe a Lei do tudo ou nada, ou seja, quando qualquer fibra é estimulada até o seu limite, uma resposta contrátil completa é desencadeada. Se o estímulo é menor que o limiar, não ocorre resposta contrátil. Para qualquer dada fibra, ela se contrai completamente ou não se contrai de todo.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Rowen D. Frandson, W. Lee Wilke, Anna Dee Fails. Anatomy and Physiology of Farm Animals. Philadelphia, Pennsylvania, USA: Lea & Febiger, 1974, 429p.

Referências

  1. Tecido muscular estriado esquelético (em português). Só Biologia. Página visitada em 12 de agosto de 2013.