Mahmud Taleghani

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Mahmud Taleghani
Mahmoud Taleghani (2).JPG
Função
Grande aiatolá (d)
Biografia
Nascimento
Morte
Sepultamento
Behesht-e Zahra (en)Visualizar e editar dados no Wikidata
Nome nativo
سید محمود علایی طالقانیVisualizar e editar dados no Wikidata
Nome no idioma nativo
سید محمود علایی طالقانیVisualizar e editar dados no Wikidata
Cidadania
Atividades
Teólogo, político, AkhoondVisualizar e editar dados no Wikidata
Outras informações
Religão
Partido político
Movimento Amal (en)Visualizar e editar dados no Wikidata

Mahmud Taleghani, também transliterado Mahmoud Tâleghâni, (Teerã, 7 de março de 1911 - Teerã, 10 de setembro de 1979) foi um político e líder religioso iraniano.[1]

Até a revolução[editar | editar código-fonte]

Taleghani estudou teologia em Qom, cidade sagrada para os xiitas.[1]

Ele foi preso pela primeira vez em 1936, quando foi acusado de realizar atividades políticas contra a monarquia de Reza Shah. Novamente preso em 1939. Colaborou com o movimento nacionalista do Primeiro-ministro Mossaddeq. Quando este foi destituído em 1953, recomeçou suas atividades de oposição à monarquia, neste momento representada pelo xá Mohamed Reza Pahlevi.[1]

Em maio de 1961 ele fundou, junto com Mehdi Bazargán, o Movimento pela Liberdade do Irã. Detido em 1967 e condenado a 11 anos de prisão, foi libertado da prisão em outubro de 1978, tornando-se um dos principais líderes da revolução contra o regime monárquico.[1]

Papel da revolução iraniana[editar | editar código-fonte]

A popularidade alcançada por Taleghani fez com que, quando da queda do Xá em fevereiro de 1979, fosse incluído no Conselho da Revolução. A partir desse órgão, conseguiu mediar os conflitos que surgiram com os grupos nacionalistas curdos e turcomanos.[1]

Ele foi eleito membro da comissão encarregada de redigir a Constituição da República Islâmica do Irã, mas não participou do trabalho do mesmo, uma vez que ele tinha fortes divergências com Khomeini e a orientação, na opinião de Taleghani anti-democratas, que estava dando ao regime.[1] A Constituição acabaria sendo ratificada em 2 de dezembro de 1979 e deixaria o poder de fato nas mãos de uma oligarquia xiita religiosa. Khomeini como um líder religioso e político em perpetuidade, e o Estado dotado de um poder legislativo eleito, mas limitada pelo controle doutrinário de um conselho de líderes religiosos.[2]

Como defensor do poder secular e da inclusão de forças esquerdistas no desenvolvimento da revolução, Taleghani é considerado um representante do progressismo dentro da revolução xiita.[1]

Morte[editar | editar código-fonte]

Taleghani morreu em 9 de setembro de 1979.[3]O Ayatollah Ruhollah Khomeini descreveu-o "Abu Dhar al-Ghifari no tempo" na mensagem por ocasião de sua morte: "Ele era para o Islã, Abu'zar da época, Sua língua expressiva era tão afiada quanto a espada de Malik al-Ashtar."[4]

Referências

  1. a b c d e f g Sanahúja, José María (1983). «Biografía y necrología». Enciclopedia universal ilustrada europeo-americana. Supl. anual 1979-1980 Supl. anual 1979-1980 (em Spanish). Madrid: Espasa-Calpe. p. 171. ISBN 8423969541 
  2. Lobo, Ricard (1983). «Geografía e historia - Irán». Enciclopedia universal ilustrada europeo-americana. Supl. anual 1979-1980 (em Spanish). Madrid: Espasa-Calpe. p. 615. ISBN 8423969541. OCLC 830819156 
  3. «The power behind the scene: Khoeiniha». FRONTLINE - Tehran Bureau (em inglês) 
  4. «Islamic Revolution Document Center - Demise of Ayatollah Taleghani». archive.is. 13 de abril de 2013