Marco Aurélio Escauro

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Marco Aurélio Escauro
Cônsul da República Romana
Consulado 108 a.C.
Morte 105 a.C.

Marco Aurélio Escauro (em latim: Marcus Aurelius Scaurus) foi um político da gente Aurélia da República Romana designado cônsul sufecto em 108 a.C. com Sérvio Sulpício Galba depois que Lúcio Hortênsio foi processado e não pôde assumir a função. Ele é incorretamente chamado de Marco Emílio Escauro por muitos historiadores.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Trajeto dos cimbros e teutônicos em território romano, indicando o lugar da Batalha de Aráusio, na qual Escauro foi derrotado e capturado.
Ver artigo principal: Guerra Cimbria

Foi triúnviro monetalis em 118 a.C., questor no seguinte e pretor antes de 111 a.C.. Depois de sua nomeação, em 108 a.C., nada se sabe sobre seu mandato[1]. Em 105 a.C., foi legado de Cneu Málio Máximo na Gália Transalpina durante a Guerra Címbrica. Ele recebeu ordens de construir um acampamento para a cavalaria a cerca de 30 milhas do acampamento consular. A Batalha de Aráusio foi iniciada quando cimbros e teutônicos invadiram este acampamento, que foi incapaz de resistir ao massivo ataque. Os romanos foram completamente derrotados e Escauro foi capturado e levado até Boiorix, um líder cimbro. Apesar da captura, Escauro se manteve altivo e advertiu Boiorix para que ele retornasse antes que ele e seu povo fossem destruídos pelas forças romanas. O rei cimbro ficou indignado com esta arrogância e ordenou que Escauro fosse executado por cozimento vivo numa jaula de vime. Apesar do terrível sofrimento, Escauro comportou-se com impecável dignidade, sem chorar e nem implorar.

Ele é chamado incorretamente de "cônsul" por Veleio Patérculo e não de consular ("consularis"), uma referência ao seu status por já ter sido cônsul antes[2][3].

Ver também[editar | editar código-fonte]

Cônsul da República Romana
SPQR.svg
Precedido por:
'Quinto Cecílio Metelo Numídico

com Marco Júnio Silano

Sérvio Sulpício Galba
108 a.C.

com Lúcio Hortênsio
com Marco Aurélio Escauro (suf.)

Sucedido por:
'Lúcio Cássio Longino

com Caio Mário I


Referências

  1. Swan, Michael, The Consular Fasti of 23 BC and the Conspiracy of Varro Murena, Harvard Studies in Classical Philology, Vol 71, 1967, pg. 240
  2. Lívio, Ab Urbe Condita, Epit. 67.
  3. Paulo Orósio, Histórias V 16; Veleio Patérculo, História Romana II 12; Tácito, Germânia 37.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Broughton, T. Robert S. (1951). The Magistrates of the Roman Republic. Volume I, 509 B.C. - 100 B.C. (em inglês). I, número XV. Nova Iorque: The American Philological Association. 578 páginas 
  • Swan, Michael, The Consular Fasti of 23 BC and the Conspiracy of Varro Murena, Harvard Studies in Classical Phililogy, Volume 71, 1967, pgs. 235 - 247
  • (em alemão) Carolus-Ludovicus Elvers: [18] A. Scaurus, M.. In: Der Neue Pauly (DNP). Volume 2, Metzler, Stuttgart 1997, ISBN 3-476-01472-X, Pg. 321.