Meio do céu

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Abreviatura da expressão

O meio do céu (MC, do latim Medium Coeli), em astronomia, é um ponto de definição no sistema eclíptico de coordenadas. O objetivo é encontrar a parte da eclíptica que corresponde ao ponto mais alto na aparente travessia diária do céu visível de um objeto celeste, a meio caminho entre sua ascensão no horizonte oriental e descida no horizonte ocidental. O meio do céu não representa o ponto imediatamente acima (o nosso zénite) ou mesmo o ponto da eclíptica mais próxima, mas sim o ponto no qual o meridiano local se cruza com a eclíptica.[1][2][3][4]

Em astrologia, é o local em que figura o signo, ou seja, no alto do céu de nascimento de um indivíduo. Representa características, qualidades e virtudes, que a pessoa pode possuir de forma consciente e inconsciente, e se esforça no sentido de incorporar tais predicados à sua personalidade.[4][5]

Cálculo[editar | editar código-fonte]

Longitude do meio do céu

onde é o tempo sideral local e é a inclinação axial da eclíptica.[6]

  • Ângulos em graus ( ° ), minutos ( ' ), e segundos ( " ) em sexagesimal devem ser convertidos para decimal antes de efetuar cálculos.
  • Ângulos em horas ( h ), minutos ( m ), e segundos ( s ) do sistema de medição temporal devem ser convertidos, de igual forma, para decimal. (1h = 15°, 1m = 15', 1s = 15")
  • Ângulos maiores que 360° (2π) ou menores que 0° podem necessitar de ser reduzidos para um equivalente no intervalo 0° - 360° (0 - 2π).[7]
  • Funções trigonométricas inversas são ambíguas em relação aos quadrantes, sendo que os seus resultados devem ser avaliados de forma cautelosa, sendo recomendado o uso de uma equação que descubra a tangente, seguido pela segunda função arcotangente (ATN2 ou ATAN2).
  • Nos últimos 5 milhões de anos, a inclinação axial da Terra variou entre 22.042500° e 24.50444°. O efeito na longitude do meio do céu é menos que 0,5295°.[2][8]

Referências

  1. Baylee, John Tyrrell (1823). Method of finding the longitude, meridian, time [&c.]. (em inglês). Londres: CHARLES WOOD. pp. 11–12 
  2. a b Guy's Elements of Astronomy: And an Abridgement of Keith's New Treatise on the Use of the Globes (em inglês). [S.l.]: Thomas, Cowperthwait. 1852. pp. 161–162 
  3. Wallace, James (1812). A New Treatise on the Use of the Globes, and Practical Astronomy; Or a Comprehensive View of the System of the World. In Four Parts. (em inglês). New York: Smith & Forman, at the Franklin Juvenile Bookstores 195 and 213 Greenwich-Street. pp. 210–211 
  4. a b Deborah Houlding, The Houses: Temples of the Sky, 'Part II: Technical Basis and the Inherent Difficulties of House Division'; pp.101-102. (versão online); Consultado em 24 de Julho de 2020. The Wessex Astrologer Ltd, 2006. ISBN 978-1-902405-20-9.
  5. Arroyo, Stephen (3 de junho de 2019). Normas Práticas Para A Interpretação Do Mapa Astral. [S.l.]: Editora Pensamento. ISBN 9788531520747 
  6. Meeus, Jean (1991). Astronomical Algorithms. [S.l.]: Willmann-Bell, Inc., Richmond, VA. ISBN 0-943396-35-2 , chap. 12
  7. Norton, William Augustus (1852). Elementary Treatise on Astronomy (em inglês). [S.l.]: J. Wiley. p. 296 
  8. Berger, A.L. (1976). «Obliquity and Precession for the Last 5000000 Years». Astronomy and Astrophysics. 51: 127–135. Bibcode:1976A&A....51..127B 
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