Mircea, o Pastor

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Mircea V Ciobanul
Príncipe da Valáquia
Pormenor de um fresco que representa Mircea o Pastor
Governo
Reinado Janeiro de 1545 – 16 de Novembro de 1552; Maio de 1553 - 28 de Fevereiro de 1554;Janeiro de 1558 - 21 de Setembro de 1559
Consorte Chiajna da Moldávia
Antecessor Radu VII Paisie (1º reinado)
Radu VIII Elias (2º reinado)
Pătrașcu o Bom (3º reinado)
Sucessor Radu VIII Elias (1º reinado)
Pătrașcu o Bom (2º reinado)
Pedro I (3º reinado)
Dinastia Bassarabe
Vida
Nascimento Antes de 23 de Abril de 1508
Valáquia
Morte 25 de setembro de 1559
Bucareste
Sepultamento Igreja de Curtea Veche, Bucareste
Filhos Pedro I
Radu
Stana
Anca
Marina
Dobra
Desconhecida
Pai Radu IV o Grande
Mãe Catarina Crnojević de Zeta

Mircea o Pastor (em romeno: Mircea Ciobanul) (Antes de 23 de Abril de 1508 - 25 de Setembro de 1559), foi Príncipe da Valáquia por três vezes: Janeiro de 1545 - 16 de Novembro de 1552; Maio de 1553 - 28 de Fevereiro de 1554; e Janeiro de 1558 - 21 de Setembro de 1559.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Batizado como Demétrio (em romeno: Dumitru), era o quinto filho de Radu IV o Grande. O seu cognome, O Pastor, veio provavelmente do facto de ter comprado ovelhas para abastcer os mercados de Istambul, ainda antes de aceder ao trono.

O Império Otomano (entidade suserana da Valáquia) nomeou-o Príncipe em Janeiro de 1545, substituindo desta forma o irmão, Radu Paisie da Valáquia, que havia sido deposto. Entrou em Bucareste a 17 de Março de 1545, ascendendo ao trono nesse mesmo dia. Através do seu primeiro decreto de privilégio, a 25 de Março de 1545, conseguiu manter e até promover as funções de quatro oficiais do seu antecessor e irmão. Uma crónica relata que duas semanas após ascensão, ordenou a morte de alguns boiardos, incluindo Coadă (Ministro dos Assuntos Internos), Radul e Vintilă, ambos comis, e Stroe (Segundo Comandante do Exército). A crónica menciona também que foram torturados de modo a revelar o local onde haviam alegadamente escondido algum dinheiro e jóias do palácio. Após o massacre, alguns dos mais ricos boiardos e os parentes dos assassinados foram exilados na Transilvânia e no Reino da Hungria, onde se juntariam e o tentariam depor por duas vezes do trono.

A primeira tentativa ocorreu na Batalha de Periș, a 24 de Agosto de 1546, mas Mircea conseguiu apanhá-los de surpresa e dizimá-los. A segunda ocorreu em 1548, liderada pelos boiardos Stoica, Vintilă, Radu e Pârvu. Esta frente era acompanhada por 1000 mercenários de Székely. Entraram na Valáquia esperando serem apoiados por uma revolta popular, contudo esta não chegou a acontecer, pois, segundo uma crónica de Ostermeyer, residente em Brașov, o povo apoiou Mircea. A batalha teve lugar perto da aldeia de Miloste, no Condado de Vâlcea, com Mircea saindo uma vez mais vitorioso e os boiardos sobreviventes a escaparem com grande dificuldade.

Enquanto a Casa de Habsburgo, que ocupou a Transilvânia em 1551, queria um príncipe devoto à sua causa na Valáquia, e, por isso, o novo governador da Trasilvânia, o General Imperial João Batista Castaldo, apoiou Radu Elias, que, rodeado pelos boiardos exilados, atravessou a fronteira valaquiana em Novembro de 1552 e derrotou Mircea em Mănești, a 16 de Novembro de 1552. Radu saiu vitorioso, e Mircea, Chiajna e os filhos procuraram refúgio com a família em Giurgiu.

A 11 de Maio de 1553, Mircea regressa ao trono com o apoio de Alexandre Lăpușneanu (Alexandre IV) Príncipe da Moldávia. O seu segundo período de governo foi curto, pois Alexandre IV, desconfiado da má fé do seu aliado, retirou-o novamente do trono. A família retirou-se, desta vez, para Istambul.

Após a morte de Pătrașcu em Janeiro de 1558, o Sultão Solimão o Magnífico garantiu uma vez mais a Mircea o seu direito de governar. A sua renomeação provocou o êxodo de grande parte dos boiardos da região.Mircea prometeu a estes nobres que se se lhe prestassem homenagem, ele os perdoaria. Recebeu-os desta maneira na corte de Bucareste, na presença de dignitários otomanos. Porém, após a saída dos dignitários, Mircea assassinou os boiardos que lhe haviam prestado homenagem. Foi a primeira vez em que também representantes da Igreja Ortodoxa pereceram.

Mircea faleceu a 21 de Setembro de 1559, e foi sepultado na Igreja de Curtea Veche, em Bucareste, que reconstruíra. Após a sua morte, a sua viúva, Chiajna da Moldávia, ajudou a obter o trono para o filho primogénito de ambos, Pedro.

Casamento e descendência[editar | editar código-fonte]

Em Junho de 1546, desposou Chiajna da Moldávia, filha do Príncipe Pedro Rareș da Moldávia, que exerceu grande influência sobre ele e os seus filhos:

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Lucian Predescu, Enciclopedia Cugetarea
Precedido por
Radu VII Paisie
Stema Tarii Romanesti II.jpg
Príncipe da Valáquia
15451552
Sucedido por
Radu VIII Elias
Precedido por
Radu VIII Elias
Stema Tarii Romanesti II.jpg
Príncipe da Valáquia
15531554
Sucedido por
Pătrașcu o Bom
Precedido por
Pătrașcu o Bom
Stema Tarii Romanesti II.jpg
Príncipe da Valáquia
15581559
Sucedido por
Pedro I