Odontologia veterinária

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Profissional médico veterinário em atendimento odontológico a um paciente canino

Odontologia veterinária, ou odontoveterinária, é a área da medicina veterinária que estuda a anatomia, fisiologia, patologia e terapia para as afecções da cavidade oral dos animais. Assim como a odontologia humana, é de suma importância o estudo dos materiais dentários, além das técnicas operatórias em odontologia veterinária. Também tem suas subdivisões, como a periodontia, endodontia, ortodontia, dentística, etc. No Brasil, a atuação nesta área é restrita do profissional em medicina veterinária, segundo a Lei Federal 5.517.[1]

História da odontologia veterinária[editar | editar código-fonte]

Os procedimentos dentários tem sido realizado em animais, particularmente cavalos, desde as épocas mais remotas da história da humanidade. Na ausência de anestesia e entendimento de fisiologia ou patologia, muitos tratamentos eram, às vezes, desnecessários, inapropriados ou realizados de forma brutal. Esta área da medicina veterinária apresentou sua evolução nas últimas décadas.

Áreas da odontologia veterinária[editar | editar código-fonte]

A odontologia veterinária, assim como a odonto humana, tem suas divisões nos mesmos moldes: periodontia, endodontia, ortodontia, cirurgia buco-maxilo-facial, implantologia, dentística restauradora, materiais dentários, etc.

Apesar das divisões serem as mesmas da odonto humana, há muitas diferenças no que diz respeito à: anatomia, fisiologia, patologia, terapeutica e técnica operatória.

A especialidade[editar | editar código-fonte]

Atualmente, no Brasil, não há a titulação de "especialista" em odontologia veterinária. Porém, segundo a resolução nº 935, de 10 de dezembro de 2009, que Dispõe sobre a Acreditação e Registro de Título de Especialista em áreas da Medicina Veterinária e da Zootecnia, no âmbito do Sistema CFMV/CRMVs, há uma possibilidade de obtenção deste título. Esta resolução sugere a conclusão de curso de pós-graduação lato sensu e stricto sensu.[2]

Independente da titulação, profissionais podem oferecer tratamentos para doenças orais aos seus pacientes, tendo conhecimento das principais afecções em cavidade oral de animais (pequeno ou grande porte), técnica operatória e conhecimento em materiais dentários, buscando sempre o bem estar e qualidade de vida animal. Porém, profissionais que não cursaram cursos de pós-graduação (aperfeiçoamento, especialização, mestrado, doutorado, etc) não devem afirmar que realizam "atendimento especializado" em odontologia veterinária.

Além disso, é importante que um profissional que afirme realizar "atendimento especializado" possua equipamento completo, como preconizado pela literatura: equipo odontológico, conjunto de canetas de alta e baixa rotação, ultrassom odontológico, equipamento de radiografia intra-oral, sistema de revelação (manual ou digital), além de trabalhar, exclusivamente, com anestesia geral inalatória monitorizada.

Profissionais em medicina veterinária podem obter título de "especializado" após concluir pós-graduação em Odontologia Veterinária lato sensu (500 horas / aprovado pelo MEC). O médico veterinário pode também acrescentar seus conhecimentos acadêmicos através de curso de pós-graduação stricto sensu em ambiente acadêmico (aprovado pelo MEC), recebendo a titulação de Mestre / Doutor, após ter defendido uma dissertação / tese frente à uma banca de professores doutores, tendo concluído pesquisa científica em odontologia veterinária. Porém, a titulação é referente à grandes áreas (ciências / clínica médica e cirúrgica) e não especificamente em Odontologia Veterinária.

No Brasil, foi criado em 2002 a Associação Brasileira de Odontologia Veterinária - ABOV - que configura uma entidade de classe, cuja finalidade é promover o crescimento desta área, através de cursos e congressos (estaduais ou nacionais).

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «L5517». www.planalto.gov.br. Consultado em 26 de outubro de 2016 
  2. «RESOLUÇÃO Nº 935» (PDF). Consultado em 26 de outubro de 2016