Operação Anaconda (Guerra do Afeganistão)

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Operação Anaconda
Guerra do Afeganistão (2001–presente)
Anaconda-helicopter.jpg
Data 1 de março18 de março de 2002
Local Afeganistão
Desfecho Vitória da coalizão; Talibã evacua, mas sofre pesadas baixas.
Beligerantes
 Estados Unidos
 Canadá
 Reino Unido
 Alemanha
 Austrália
 Nova Zelândia
 Noruega
 Afeganistão
Flag of Taliban.svg Talibã
Flag of Jihad.svg Al Qaeda
Comandantes
Franklin L. Hagenbeck Saifur Rahman Mansoor
Forças
2 000 soldados 300–1 000 guerrilheiros
Baixas
15 mortos, 82 feridos 500–700 mortos

Operação Anaconda é o codinome de uma operação ocorrida ocorrida no início de março de 2002, no contexto da Guerra do Afeganistão. Paramilitares da CIA, juntamente com as forças aliadas afegãs e outros aliados, tentaram destruir as forças da al-Qaeda e do Talibã. A operação foi realizada no Vale de Shah-i-Kot e Montanhas Arma no sudeste do distrito de Zormat, na província de Paktia.[1] Foi a primeira batalha de grande escala na guerra dos Estados Unidos no Afeganistão desde a Batalha de Tora Bora, em dezembro de 2001. Foi a primeira operação no teatro do Afeganistão a envolver um grande número de forças estadunidenses convencionais (ou seja, não se tratava de forças especiais, que são unidades militares treinadas para a guerra irregular), atuando em combate direto.[2]

Entre 2 de março e 16 de março de 2002, 1.700 soldados norte-americanos transportados por via aérea e 1.000 milicianos pró-governo afegão lutaram contra 300 a 1.000 membros da al-Qaeda e do Talibã para obter o controle do vale. As forças talibãs e da Al-Qaeda dispararam morteiros e metralhadoras pesadas de posições entrincheiradas nas cavernas e cumes do terreno montanhoso das forças estadunidenses na tentativa de proteger a área. O comandante do Talibã, o Maulavi Saifur Rehman Mansoor, mais tarde conduziu reforços para se juntar à batalha. Os Estados Unidos estimaram as forças adversárias no vale de Shah-i-Kot em 150 a 200 homens, mas , segundo uma avaliação posterior, contingente seria de 500 a 1.000 combatentes. Os norte-americanos estimavam ter matado pelo menos 500 combatentes durante a batalha, no entanto, posteriormente, jornalistas relataram que apenas 23 corpos foram encontrados. Críticos sugeriram, alguns dias depois, que a operação "fora mais impulsionada por uma obsessão pela mídia do que por uma real necessidade militar". [3]

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]