Operação Dominó

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A Operação Dominó deflagrada pela Polícia Federal do Brasil em 4 de agosto de 2006 visou desbaratar o desvio de recursos públicos na assembleia legislativa do estado de Rondônia sobre o poder judiciário, o ministério público, o tribunal de contas e o poder executivo do estado.

Cerca de 30 pessoas suspeitas de envolvimento foram presas, entre elas o juiz José Jorge Ribeiro da Luz e o diretor-geral da Assembleia Legislativa José Ronaldo Palitot.

Segundo a Polícia Federal, o grupo já havia desviado ao menos 70 milhões de reais por meio de contratos fraudulentos que partiam da Assembleia Legislativa. Os recursos públicos eram desviados para pagamentos de serviços, compras, obras superfaturadas e em alguns casos, objetos de contratos nem eram entregues e serviços não eram feitos.

23 presos[editar | editar código-fonte]

A Polícia Federal divulgou uma lista com os nomes dos 23 presos em Rondônia. Não constam o nome de autoridades com foro privilegiado como os deputados estaduais que não puderam ser investigados diretamente.

Intervenção federal[editar | editar código-fonte]

O ministro da justiça, Márcio Thomaz Bastos, apesar de não descartar uma intervenção federal no estado de Rondônia para garantir o correto funcionamento das instituições e a completa investigação de desvio de dinheiro público, ele afirmou em 7 de agosto de 2006 que a intervenção não deverá ocorrer num futuro próximo.

Condenações[editar | editar código-fonte]

Em Abril de 2016 foi preso o ex-deputado estadual e federal João Batista dos Santos, o João da Muleta, condenado a 8 anos e 4 meses e 15 dias de reclusão, a começar em regime fechado.[1] Na mesma operação foram presos os ex-deputados estaduais João Ricardo Gerolomo Mendonça, também conhecido como Kaká Mendonça, condenado a oito anos e quatro meses de prisão, Daniel Néri, condenado a oito anos e dois meses de prisão e Ronilton Rodrigues Reis.[2] [3]

Em Julho de 2016 foi preso o ex-deputado estadual Evanildo Abreu de Melo, o Coronel Abreu, em uma operação de rotina da Polícia Rodoviária Federal.[4] Ele estava foragido e tinha sido condenado a mais de onze anos e 111 dias multa.[4] Foi condenado por ter indicado onze pessoas para a folha paralela, administrada por Carlão de Oliveira.[4] Já havia sido secretário de Segurança e comandante geral da Polícia Militar.[4]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]