Oswald Lopes

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Oswald Lopes (Curitiba, 18 de fevereiro de 19109 de janeiro de 1964) foi um pintor e escultor brasileiro.[1]

Bio[editar | editar código-fonte]

Freqüentou o ateliê do mestre Alfredo Andersen porém não como aluno regular. Foi aluno de Langue de Morretes freqüentou seu ateliê de 1931 a 1933. Foi escultor por vocação, um auto didata, embora possa ter recebido conselhos de João Turin.

Foi professor de desenho no Ginásio Paranaense, no Instituto de Educação do Paraná onde assumiu o lugar de Langue de Morretes, no Colégio Iguaçu, Colégio Rio Branco, tornando-se um dos mais conhecidos professores de desenho da cidade. Na década de 50 lecionou modelagem na casa Alfredo Andersen. Como retratista, foi retratado várias vezes por Theodoro de Bonna, Guido Viaro, Estanislau Traple, Gennaro de Gennaro, Pedro Macedo, Joel Amaral, Augusto Conte, Lorenzo Zalas, E.G.Carollo, e outros.

Em 1948, participa como um dos fundadores da Escola de Música e Belas Artes do Paraná, onde foi o primeiro professor de modelagem, cadeira pela qual passou uma geração de artistas plásticos de destaque. Ainda nesta instituição exerceu o cargo de professor catedrático interino da cadeira de modelagem, além de ter dirigido o Departamento de artes plásticas da mesma.

Foi diretor da Seção de Artes do Departamento de Cultura da S.E.E.C., membro das comissões Paranaense de Folclore e de Pesquisa de Qualidade Artística do Estado.

Em 03 de novembro de 1940 junto com Romário Martins, Augusto Pernetta, Taborda Júnior, João Turin, Valfrido Piloto, Júlio Moreira, Freyesleben, Traple, David Carneiro, Oswald Lopes, Antônio Melilo e Theodoro De Bona, fundaram a Sociedade Amigos de Alfredo Andersen, hoje Museu do mesmo nome.

Lecionou até seus últimos dias quando nas férias de 1964 afastou-se por motivo de uma apendicite aguda, teve que submeter-se a uma cirurgia, porém com sérios problemas cardíacos veio a falecer, durante a anestesia.

Obra[editar | editar código-fonte]

Fez exposições individuais e participou de várias coletivas. Expôs em São Paulo, Porto Alegre, Florianópolis, e Curitiba.

No cenário artístico, participou escrevendo algumas críticas no jornal "O Dia". Como pintor retratou os arrabaldes de Curitiba com tudo que lhe era mais característico, como as manhãs de geadas, as Ruínas de São Francisco, Santa Felicidade (Passaúna), Bigorrilho, Igrejas e outros cenários que a modernidade ameaçava.

Criou vários bustos e baixos relevos de personalidades. Executou também a máscara de Procópio Ferreira, e as máscaras mortuárias de Plínio Tourinho, João Turin e Victor Ferreira do Amaral.

Exposições[1][editar | editar código-fonte]

Individuais[editar | editar código-fonte]

  • 1940 - Curitiba PR (no "Louvre")
  • 1940 - São Paulo
  • 1945 - Porto Alegre
  • 1945 - Florianópolis SC
  • 1947 - Curitiba (no Instituto de Educação do Paraná)

Coletivas[editar | editar código-fonte]

  • Entre 1944 a 1960 diversas participações no Salão Paranaense de Belas Artes

Póstumas[editar | editar código-fonte]

  • Museu de Arte Contemporânea, Paraná (coletiva, documentos e pinturas de Oswald Lopes)[2]

Prêmios[1][editar | editar código-fonte]

  • 1944 - 1º Salão Paranaense de Belas Artes (medalha de bronze)
  • 1947 - 4º Salão Paranaense de Belas Artes (premiado)
  • 1948 - 5º Salão Paranaense de Belas Artes (medalha de prata (pintura) e medalha de bronze (escultura))
  • 1960 - 17º Salão Paranaense de Belas Artes (medalha de ouro)

Referências

  1. a b c «Enciclopédia Itaú Cultural de Artes Visuais: Lopes, Oswald (1910 - 1964)». www.itaucultural.org.br. Consultado em 10 de janeiro de 2009 
  2. = «Bem Paraná - MAC abre três novas exposições» Verifique valor |url= (ajuda). www.bemparana.com.br. Consultado em 10 de janeiro de 2009 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]