Pangênese

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Pangénese (português europeu) ou Pangênese (português brasileiro) foi uma teoria proposta por Charles Darwin para explicar a hereditariedade dos caracteres (inclusive dos adquiridos).[1]

Segundo esta teoria, todas as partes do organismo produziam partículas denominadas "gêmulas" que eram direcionadas para as células germinativas. Durante a reprodução sexuada, havia a mistura das partículas provenientes do macho e da fêmea produzindo um novo organismo com características de ambos os progenitores.

De acordo com a pangênese, a modificação do organismo durante a vida provocava alterações nas gêmulas e, consequentemente, poderiam ser transmitidas para as gerações seguintes. Experimentos conduzidos à época por Francis Galton (1822-1911), foram incapazes de evidenciar a existência das gêmulas, e a teoria da pangênese foi eventualmente abandonada.[2]

Ao contrário do que é divulgado, Charles Darwin acreditava nesta teoria, bem como na transmissão dos caracteres adquiridos, já que lançou seu livro "Origem das espécies" em 1859, quando ainda não haviam sido lançadas as bases para o entendimento dos mecanismos da hereditariedade conhecidos hoje.

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Referências[editar | editar código-fonte]

  1. «Charles Darwin's Theory of Pangenesis | The Embryo Project Encyclopedia». embryo.asu.edu (em inglês). Consultado em 7 de março de 2018. 
  2. Liu, Yongsheng (Maio de 2008). «A new perspective on Darwin's Pangenesis». Biological Reviews of the Cambridge Philosophical Society. 83 (2): 141–149. ISSN 1464-7931. PMID 18429766. doi:10.1111/j.1469-185X.2008.00036.x