Partícula virtual

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Diagrama de Feynman simplificado mostrando a interação elétron-positron e um fóton virtual. As linhas do lado esquerdo representam as partículas iniciais do processo. Elas interagem uma com a outra e dão origem às partículas finais, representadas pelas linhas que aparecem à direita. São as partículas finais que podem ser detectadas nos aceleradores de partículas. A linha senoidal representa um fóton virtual, que não é diretamente observado.[1]

Na física, uma partícula virtual é um objeto quântico que existe como construção idealizada para representar interações não observadas em escala quântica. As partículas virtuais são criadas e destruídas devido às interações quânticas. Sua função é permitir que uma dada interação possa ocorrer para que as partículas iniciais se convertam nas partículas finais do processo.[1]

Fundamento do mecanismo explicativo[editar | editar código-fonte]

Detalhe de um diagrama de Feynman mostrando a possibilidade de descrição de partículas virtuais no limite de observação.

A partícula virtual pode ser entendida, por exemplo, a partir da emissão de um fóton por um elétron e se recombinando novamente no limite imposto pelo princípio da incerteza de Heisenberg. Esses estados intermediários, não passíveis de medição, são chamados de estados virtuais, compostos de um fóton virtual e um elétron virtual.[2]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Arlene Cristina Aguilar (2018), «Diagramas de Feynman: O poder de uma imagem», Revista Brasileira de Ensino de Física, ISSN 1806-1117, 40 (4), doi:10.1590/1806-9126-RBEF-2017-0378, Wikidata Q106558911 
  2. Goronwy Tudor Jones (2002), «The uncertainty principle, virtual particles and real forces», Physics Education, ISSN 0031-9120 (em inglês), Wikidata Q106559138 
Ícone de esboço Este artigo sobre física é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.