Pau de arara (tortura)

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Durante um protesto em Brasília em 2012, manifestantes simulam o método de tortura conhecido como pau de arara.

Pau de arara (pré-AO 1990: pau-de-arara) é um método de tortura que foi muito utilizado no Brasil, principalmente no período do Regime Militar, nos conhecidos anos de chumbo.

Descrição[editar | editar código-fonte]

"(...) O pau-de-arara consiste numa barra de ferro que é atravessada entre os punhos amarrados e a dobra do joelho, sendo o 'conjunto' colocado entre duas mesas, ficando o corpo do torturado pendurado a cerca de 20 ou 30 centímetros do solo. Este método quase nunca é utilizado isoladamente, seus 'complementos' normais são eletrochoques, a palmatória e o afogamento."[1]

"(...) que o pau-de-arara era uma estrutura metálica desmontável, (...) que era constituído de dois triângulos de tubo galvanizado em que um dos vértices possuía duas meias-luas em que eram apoiados e que, por sua vez, era introduzida debaixo de seus joelhos e entre as suas mãos que eram amarradas e levadas até os joelhos."[2]

Referências

  1. Augusto César Salles Galvão, estudante, 21 anos, Belo Horizonte; carta de próprio punho, 1970: BNM nº 150, V. 2º, p. 448 a 450. Retirado do livro Brasil: Nunca Mais / Cardeal Arns, 1986
  2. José Milton Ferreira de Almeida, 31 anos, engenheiro, Rio; auto de qualificação e interrogatório, 1976: BNM nº 43, V. 2º, p.421 a 430. Retirado do livro Brasil: Nunca Mais / Cardeal Arns, 1986
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