Bo Xilai

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Bo Xilai em 2011. Ele tem mais de 1,80m de altura.[1]

Bo Xilai (província de Shanxi, 1951)[1] é um líder chinês neomaoísta[2] preso perpetuamente[3] em março de 2012 e deposto e expulso do partido em abril do mesmo ano acusado de corrupção, abuso de poder, envolvimento no assassinato de um empresário britânico importante para o país[4] chamado Neil Heywood e ordenado por sua esposa Gu Kalai[3], "relações sexuais impróprias com um certo número de mulheres" e outras "graves violações da disciplina".[5] Estudou na Universidade de Pequim[1] e é casado com Gu Kailai[6].

Entrou para o Partido Comunista Chinês em 1980 e se tornou prefeito de Dalian em 1992.[1] Como prefeito, insatisfeito com apenas administrar esgotos e habitações, tornou-se arquiteto-chefe e homem de marketing de sua cidade, criando vínculos com os negócios japoneses.[1] Os laços da cidade com Pequim tornaram-se mais fracos que aqueles que mantém com os negócios de outras partes do mundo, dando a Dalian bastante independência em relação ao governo chinês.[1] Como recompensa por seu serviço na cidade, Bo foi nomeado governador da província de Liaoning, cargo o qual deixou em 2001.[1] Em 2004, tornou-se Ministro do Comércio.[1][7][8]

Em sua trajetória, abraçou publicamente a abertura da República Popular da China para o investimento ocidental capitalista e buscou fortemente por tais investimentos.[1]

Em 6 de novembro de 2013, partidários de Bo Xilai criaram um novo partido na China, o Partido Zhi Xian ("a Constituição é a autoridade suprema"), em um raro desafio ao Partido Comunista, denominando Bo como seu presidente vitalício.[3] Uma das fundadoras foi a professora de comércio internacional em Pequim Wang Zheng, que tornou-se a voz do partido.[2]

Pai[editar | editar código-fonte]

Seu pai era alguém que não buscava o conforto, tendo sofrido perseguição do governo nacionalista da década de 1930 e seguido Mao Tsé-Tung na Longa Marcha para o Norte, onde deparou-se com terreno hostil e constantes ataques do governo.[1] O pai de Bo tinha fé em seus princípios, sendo um deles a propriedade comum das forças de produção.[1]

Referências

  1. a b c d e f g h i j k «O Novo Palco da Economia Global». Google Livros. 2006. Consultado em 10 de novembro de 2013 
  2. a b «Partidários de Bo Xilai criam novo partido político na China». Agência EFE. Terra. 10 de novembro de 2013. Consultado em 10 de novembro de 2013 
  3. a b c «Aliados de Bo Xilai criam partido na China». Agência ANSA. Jornal do Brasil. 9 de novembro de 2013. Consultado em 10 de novembro de 2013 
  4. «China e Estados Unidos na balança de poder do leste asiático : comparações econômicas e militares» (PDF). UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. 2012. 95 páginas. Consultado em 10 de novembro de 2013. Nesse sentido, é importante destacar o caso de Bo Xilai, ex-membro do Birô Político do PCC, que é uma das principais instâncias decisórias da China. Bo foi acusado de corrupção e de envolvimento no assassinato de um empresário britânico. Em março de 2012 Bo foi preso e destituído de seus cargos em abril do mesmo ano. O referido empresário britânico era um conhecido intermediário entre figuras chave do governo chinês e grandes empresas estrangeiras. 
  5. «Novas Coisas da China». Google Livros. 15 de abril de 2013. Consultado em 10 de novembro de 2013. Bo Xilai, entretanto, foi preso e expulso do partido, acusado de corrupção, abuso de poder, «relações sexuais impróprias com um certo número de mulheres» e outras «graves violações da disciplina» 
  6. «Folha Corrida: Diálogo entre Jornalismo Online e Impresso» (PDF). Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação. 3 a 5 de juhlo de 2013. 12 páginas. Consultado em 10 de novembro de 2013. Corte chinesa deve dar a sentença de Gu Kailai, mulher do líder deposto Bo Xilai  Verifique data em: |data= (ajuda)
  7. «Identificação da Autoria de Documentos: Análise Estilométrica da Língua Portuguesa usando SVM» (PDF). 2007. 96 páginas. Consultado em 10 de novembro de 2013. O ministro do Comércio chines, Bo Xilai, respondeu a carta do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior, Luiz Fernando Furlan, encaminhada em julho. 
  8. «A China em Busca da Terceira Reforma Agrária» (PDF). Universidade de São Paulo. 8 páginas. Consultado em 10 de novembro de 2013. Eu estava lá em maio deste ano, quando o Ministro do Comércio Bo Xilai apresentou na Associação para as Regiões Subdesenvolvidas uma análise muito franca da pobreza na China, onde a renda per capita acaba de alcançar 1.200 dólares, contra mais de 20 mil nos principais países industrializados. 
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