Paul R. McHugh

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Emblem-scales.svg
A neutralidade deste artigo ou se(c)ção foi questionada, conforme razões apontadas na página de discussão.
NoFonti.svg
Esta biografia de uma pessoa viva cita fontes confiáveis e independentes, mas elas não cobrem todo o texto. (desde agosto de 2017) Ajude a melhorar esta biografia providenciando mais fontes confiáveis e independentes. Material controverso sobre pessoas vivas sem apoio de fontes confiáveis e verificáveis deve ser imediatamente removido, especialmente se for de natureza difamatória.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Searchtool.svg
Esta página foi marcada para revisão, devido a incoerências e/ou dados de confiabilidade duvidosa. Se tem algum conhecimento sobre o tema, por favor, verifique e melhore a coerência e o rigor deste artigo.
Paul McHugh
Nome completo Paul Rodney McHugh
Nascimento 29 de abril de 1931 (88 anos)
Lowell (Massachusetts), EUA
Residência Baltimore, Maryland, EUA
Nacionalidade Americano
Alma mater Harvard Medical School, MD
Ocupação Psiquiatra, professor, escritor, pesquisador
Escola/tradição
Escolástica
Conservadorismo
Religião Católico romano

Paul Rodney McHugh (nascido em 1931) é um proeminente psiquiatra, pesquisador e educador americano[1][2]. Foi por 26 anos Chefe de Psiquiatria do Johns Hopkins Hospital, Professor de Psiquiatria e diretor do Departamento de Psiquiatria e Ciência Comportamental da Universidade Johns Hopkins, uma das melhores universidades do mundo. Atualmente é professor universitário de psiquiatria na Faculdade de Medicina na Universidade Johns Hopkins[3] e autor, co-autor e editor de sete livros dentro de seu campo[4]. Sua postura sobre sexualidade, gênero e tratamento médico para indivíduos transgêneros tem gerado polêmica e controvérsia ao redor do mundo[5].

Educação[editar | editar código-fonte]

O dr. McHugh nasceu em Lawrence, Massachusetts, filho de um professor do Lowell High School e de uma dona de casa[6][7]. Ele se formou no Harvard College em 1952 e na Harvard Medical School em 1956. Enquanto em Harvard ele foi apresentado e, finalmente, dirigido para longe da escola freudiana de psiquiatria[8][9].

Após a faculdade de medicina, a formação de McHugh foi influenciada por George Thorn, o Médico Chefe do Hospital Peter Bent Brigham (agora Brigham and Women's Hospital) de Harvard. Thorn estava desiludido com a psiquiatria freudiana e sentiu que aqueles que se dedicavam a ela se tornaram medíocres, não conseguindo melhorar como médicos. Thorn incentivou a McHugh desenvolver uma carreira diferente, sugerindo que ele entrasse no campo da psiquiatria primeiro estudando neurologia. Na recomendação de Thorn, McHugh foi aceito no programa de residência de neurologia e neuropatologia no Hospital Geral de Massachusetts, onde estudou durante três anos sob o Dr. Raymond Adams, chefe do Departamento de Neurologia[10].

Do Massachusetts General, McHugh foi para o Instituto de Psiquiatria em Londres (onde estudou sob Sir Aubrey Lewis e foi supervisionado por James Gibbons e Gerald Russell). Após passar por Londres, McHugh foi à Divisão de Neuropsiquiatria do Walter Reed Army Institute of Research[11].

McHugh, além de ser um dos mais conceituados cientistas em sua área, é um católico praticante, politicamente liberal e culturalmente conservador, defensor da moral judaico-cristã, das instituições e dos valores familiares[12]. Por ser associado à Igreja católica, ativistas de esquerda associados ao liberalismo social, alheios a evidência científica, criticam-no abertamente[13]. A custa de grande prejuízo para a sociedade, indivíduos associados a grupos de interesses olvidam a verdade científica em assuntos polêmicos, comprometidos que são com sua agenda vinculada a um aparelhamento ideológico, político, científico e cultural e, alheios a verdade objetiva, socorrem-se sorrateiramente da ciência quando esta lhes convém[14][15][16].

Carreira[editar | editar código-fonte]

McHugh ocupou vários cargos acadêmicos e administrativos, incluindo o de Professor de Psiquiatria da Weill Cornell Medical College (onde fundou o Laboratório de Pesquisa Behavioral Bourne), Diretor Clínico e Diretor de Residência Educacional da New York Presbyterian Hospital, Westchester Division. Depois ele se tornou Presidente do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Oregon.

De 1975 a 2001, McHugh foi Professor de Psiquiatria e diretor do Departamento de Psiquiatria e Ciência do Comportamento da Universidade Johns Hopkins. Ao mesmo tempo, ele era psiquiatra chefe do Hospital Johns Hopkins. Atualmente é professor universitário de psicologia na Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins[17].

Sua pesquisa acadêmica e de campo centrou-se nas bases neurocientíficas de comportamentos motivados, genética psiquiátrica, epidemiologia e neuropsiquiatria. Em 1975, McHugh foi co-autor (juntamente com MF Folstein e SE Folstein) de um artigo intitulado "Mini-Estado Mental: um método prático para classificar o estado cognitivo dos pacientes para o clínico". Este artigo detalha o Mini exame do estado mental, um exame composto por apenas onze perguntas, que avalia de forma rápida e precisa os pacientes sinais de demência e outros estados de comprometimento cognitivo. É um dos testes mais amplamente utilizados no campo da saúde mental em todo o mundo. Em 1992, McHugh foi eleito para o Instituto de Medicina (IOM) - Academia Nacional de Ciências - agora a Academia Nacional de Medicina[18].

Em 2001, McHugh foi nomeado pelo presidente George W. Bush para o Conselho Presidencial de Bioética[19].

Gênero, sexualidade e ressegmentação sexual[editar | editar código-fonte]

O dr. McHugh se opõe à cirurgia de reatribuição do sexo para pessoas transgêneras[20]. Em 1979, fechou a clínica de identidade de gênero do hospital Johns Hopkins, explicando que um estudo descobriu que a maioria das pessoas que sofreram esse tipo de cirurgia continuaram a ter os mesmos problemas com relacionamentos, trabalho e emoções como antes.[21]. Afirmou que o tratamento médico para jovens transgêneros é como realizar lipoaspiração em uma criança anoréxica[22], que as mulheres transgêneras no pós-operatório são "caricaturas de mulheres", pois a cirurgia não consegue mudar traços masculinos intrínsecos[23], que os transgêneros sofrem de uma desordem da suposição[24] e considera a homossexualidade como um "desejo errôneo"[25]. Ele é coautor de uma crítica ao tratamento médico para jovens transgêneros[26] publicado pelo American College of Pediatricians. Em artigo publicado no The Wall Street Journal o Dr. Paul R. McHugh,

Em agosto de 2016, McHugh foi co-autor de Relatório especial - Sexualidade e gênero: Conclusões das Ciências Biológicas, Psicológicas e Sociais[27], uma revisão de 143 páginas da literatura científica sobre gênero e sexualidade[28], publicada em The New Atlantis, uma revista publicada sob os auspícios do Centro de Ética e Políticas Públicas. A publicação ganhou ampla divulgação e debate na mídia.[carece de fontes?]

Publicações[editar | editar código-fonte]

  • McHugh, P. R. (2006). Try to Remember: Psychiatry's Clash over Meaning, Memory, and Mind. New York: DANA.
  • ---. (2008). The Mind Has Mountains: Reflections on Society and Psychiatry. Baltimore, MD: Johns Hopkins University Press.

Co-author[editar | editar código-fonte]

  • Hedblom, J. H., & McHugh, P. R. (2007). Last Call: Alcoholism and Recovery.
  • Fagan, P. J., & McHugh, P. R. Sexual Disorders: Perspectives on Diagnosis and Treatment.
  • Neubauer, D. N., & McHugh, P. R. Understanding Sleeplessness: Perspectives on Insomnia.
  • McHugh, P. R., & Slavney, P. R. (1998). The Perspectives of Psychiatry, 2nd ed. Baltimore, Maryland: Johns Hopkins University Press.

Editor[editar | editar código-fonte]

  • McHugh, P. R., & McKusick. Eds. (1990). Genes, Brain, and Behavior.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. «Paul R McHugh». The New Atlantis - A Journal of Technology & Society. 2017. Consultado em 2 de agosto de 2017 
  2. «Paul R McHugh, M.D.». Johns Hopkins Medicine. 2017. Consultado em 2 de agosto de 2017 
  3. «Paul R. McHugh, M.D.». 13 fevereiro 2010. Consultado em 2 agosto 2017 
  4. Barstow, David (26 de julho de 2009). «An Abortion Battle, Fought to the Death». The New York Times. Consultado em 2 de agosto de 2017 
  5. Bradley, Susan J.; McHugh, Paul R. (1 Janeiro 1993). «Psychiatric Misadventures [with replies]». pp. 479–480 – via JSTOR 
  6. Goode, Erica (5 de agosto de 2002). «Psychiatrist Says He Was Surprised by Furor Over His Role on Abuse Panel». The New York Times 
  7. McHugh, Paul R.(2006). The mind has mountains: Reflections on society and psychiatry. Baltimore: The Johns Hopkins University Press, copyright page.
  8. McHugh, P. R. (2008). Try to Remember: Psychiatry's Clash over Meaning, Memory, and Mind. New York: DANA
  9. Duffy, Jim (1999). «Straight-shooting Shrink». Hopkins Medical News, Winter. Consultado em 2 de agosto de 2017. Arquivado do original em 27 de agosto de 2016 
  10. McHugh, P. R. (2008). Try to Remember: Psychiatry's Clash over Meaning, Memory, and Mind. New York, DANA, p. 26-29
  11. McHugh, P. R. (2008). Try to Remember: Psychiatry's Clash over Meaning, Memory, and Mind. New York, DANA, p. 31
  12. Goode, Erica (5 de agosto de 2002). «Psychiatrist Says He Was Surprised by Furor Over His Role on Abuse Panel». The New York Times 
  13. Hamer, Dean (29 de agosto de 2016). «New 'Scientific' Study on Sexuality, Gender Is Neither New nor Scientific». Advocate50th. Consultado em 2 de agosto de 2017 
  14. Thompson DF. (1993). Understanding financial conflicts of interest. N Engl J Med
  15. «Conflict of Interest in Science Communication: More than a Financial Issue». PMC US National Library of Medicine National Institutes of Health. Abril de 2009. Consultado em 2 de agosto de 2017 
  16. «Financial Conflicts of Interest Checklist 2010 for clinical research studies». PMC US National Library of Medicine National Institutes of Health. 24 de março de 2010. Consultado em 2 de agosto de 2017 
  17. «Paul R. McHugh, M.D.». 13 fevereiro 2010. Consultado em 2 agosto 2017 
  18. Fitzgibbons, M.D., Richard P.; Sutton, Philip M.; O’Leary, Dale (2009). «The Psychopathology of "Sex Reassignment" Surgery, Assessing Its Medical, Psychological, and Ethical Appropriateness». The National Catholic Bioethics Quarterly 
  19. «The President's Council on Bioethics (2001-2009)». President's Council on Bioethics. Georgetown University. Consultado em 2 agosto 2017 
  20. «Transgender Surgery Isn't the Solution». The Wall Street Journal. 3 maio 2016. Consultado em 2 agosto 2017 
  21. «Surgical Sex - Paul R. McHugh». firstthings.com. Consultado em 2 agosto 2017 
  22. Chiaramonte, Perry (17 Outubro 2011). «Controversial Therapy for Pre-Teen Transgender Patient Raises Questions». Fox News. Consultado em 2 agosto 2017 
  23. «Surgical Sex - Paul R. McHugh». firstthings.com. Consultado em 2 agosto 2017 
  24. «Transgender Surgery Isn't the Solution». The Wall Street Journal. 3 maio 2016. Consultado em 2 agosto 2017 
  25. Evans, Lydia (26 janeiro 2010). «CHARLESTON, SC: Dr. Paul McHugh: "There Is No Gay Gene"». Virtueonline, The Voice for Global Orthodox Anglicanism. Consultado em 2 agosto 2017 
  26. Tannehill, Brynn (20 Março 2016). «Johns Hopkins Professor Endangers the Lives of Transgender Youth». Consultado em 2 agosto 2017 
  27. McHugh, Paul R (agosto 2016). «Sexuality and Gender: Findings from the Biological, Psychological, and Social Sciences». Consultado em 2 agosto 2017 
  28. Ennis, Dawn (1 setembro 2016). «Human Rights Campaign Sets Sights on Johns Hopkins After Controversial Trans Report». NBC News. Consultado em 2 agosto 2017