Pedro da Costa

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Se procura o militar homónimo, veja Pedro da Costa (artilheiro).
D. Pedro da Costa Leal, Museu de Angra do Heroísmo.

Pedro da Costa Leal (Porto,? — Ponta Delgada, 9 de Setembro de 1625) foi o 11.º bispo de Angra, tendo governado aquela diocese de 1623 a 1625.

Biografia[editar | editar código-fonte]

D. Pedro da Costa era doutor em Teologia pela Universidade de Coimbra, instituição onde ensinou até 1605. Ordenado presbítero, foi colegial de São Pedro, cónego magistral da Sé de Évora (1612) e membro do Conselho de El-Rei. Foi sagrado em Lisboa como bispo de Angra, tomando posse da diocese a 24 de Agosto de 1623.

Quando entrou na cidade de Angra encontrou a aristocracia local dividida em parcialidades e envolta num ambiente de ódios e desordens por causa do exercício dos cargos da governança (juízes, vereadores, procurador do concelho, provedor da Misericórdia e escrivão do hospital). Nessas parcialidades tomavam parte as principais autoridades locais, incluindo o governador do presídio espanhol aquartelado no Castelo de São Filipe do Monte Brasil. A intervenção do novo bispo, com o apio real, levou a que um dos principais líderes da desavença, o fidalgo e capitão-mor Manuel do Canto e Castro, fosse chamado à corte de Madrid e aí severamente repreendido.

Uma das principais medidas pastorais deste bispo foi a reorganização dos cargos eclesiásticos, separando as tesourarias paroquiais as funções dos vigários por ser inconveniente servirem os vigários que, por dever de ofício, devem estar no altar dizendo Missa e não na sacrestia.

Realizou uma visita pastoral à ilha do Faial e iniciou a visita à ilha de São Miguel, nela inaugurando a 25 de Julho de 1625 a Confraria dos Artistas sob a invocação de Nossa Senhora da Vida, instituição que os jesuítas tinham fundado na igreja do seu Colégio de Ponta Delgada.

Entre este prelado e o conde da Ribeira Grande, D. Rodrigo da Câmara, desenvolveu-se um grave desentendimento pessoal que levou o conde a mandar tocar a rebate quando o bispo celebrava Missa Pontifical na Matriz de Ponta Delgada com o objectivo de subtrair o povo à celebração. O bispo que faleceu, de ressentido, alguns dias depois. Foi o primeiro bispo a ser sepultado na Matriz de Ponta Delgada.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]