Perdigão Queiroga
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| Perdigão Queiroga | |
|---|---|
| Nome completo | José Manuel Nobre Perdigão Queiroga |
| Nascimento | 12 de junho de 1916 Sé, Évora, |
| Nacionalidade | |
| Morte | 8 de maio de 1980 (63 anos) Alcoentre, Azambuja, |
| Ocupação | Realizador |
| Cônjuge | Aida Nieves Villar Trimiño (1937-1972) |
José Manuel Nobre Perdigão Queiroga (Sé, Évora, 12 de Junho de 1916 — Alcoentre, Azambuja, 8 de Maio de 1980) foi um cineasta português.
Biografia
[editar | editar código]Era filho de Joaquim José Perdigão Queiroga, natural de Évora (freguesia de São Miguel de Machede), e de Mariana Rosa Coelho Nobre, natural de Redondo (freguesia de Freixo). Era meio-irmão de Maria Joana Queiroga de Almeida, nascida do primeiro casamento do pai com Maria Cândida Morais Perdigão.[1]
Estudou técnica cinematográfica, especializando-se nos campos da fotografia e da montagem. Entre 1936 e 1943 começa a trabalhar como assistente de operador em diversas produções.
A 1 de agosto de 1937, casou civilmente em Lisboa com Aida Nieves Villar Trimiño (São Jorge de Arroios, Lisboa, c. 1920), doméstica, filha dos cidadãos espanhóis Ernesto Villar, um cabeleireiro natural de Barcelona, e Romana Trimiño, uma doméstica natural de Xàtiva (Comunidade Valenciana). Por sentença transitada em julgado a 4 de janeiro de 1972, os dois divorciaram-se litigiosamente.[1]
Em 1943, em plena Segunda Guerra Mundial, vai para os Estados Unidos, onde teve a oportunidade de trabalhar no sector de montagem dos estúdios da Paramount. Regressou a Portugal em 1946, na época forte do Estado Novo, começando a preparar o que viria a ser a sua primeira longa-metragem e um dos grandes êxitos de bilheteira do cinema português de então: Fado, História de uma Cantadeira (1947), protagonizado por Amália Rodrigues. Cultivou o melodrama, produziu e realizou inúmeros documentários, quase todos em apologia do regime, entre os quais várias ‘’viagens presidenciais’’.
A apologia dos valores simples da vida pontuaria a generalidade dos seus filmes. Em 1960 merece destaque a sua adaptação do clássico de Júlio Dinis As Pupilas do Senhor Reitor por se tratar do primeiro filme português em cinemascópio.
Como produtor teria papel de destaque na difusão de actualidades (Imagens de Portugal) que precediam a projecção de filmes nas salas de cinema de todo o país, dando relevo a eventos políticos que o regime promovia. Dedicou-se também à publicidade.
Filmografia
[editar | editar código]- Inverno em Portugal (1971)
- Cela, Povoamento Sem Gravata (1970)
- Póvoa de Varzim (1965)
- Crimes na Cozinha (1964)
- O Parque das Ilusões (1963)
- Viagem Presidencial a Angola (1963)
- O Milionário (1962)
- A Pesca do Atum (1962)
- As Pupilas do Senhor Reitor (1961)
- Aço Português (1961)
- Beleza e Técnica (1961)
- A Criança Descobre o Acidente (1961)
- Luanda de Hoje (1961)
- Luanda Dia-a-Dia (1961)
- Museus e Pinturas (1961)
- 29º Aniversário do Estatuto do Trabalho Nacional (1960)
- Lacticínios da Madeira (1960)
- O Mundo Salesiano (1960)
- Portugal de Cristo (1960)
- Um Problema (1960)
- Viagem do Presidente ao Norte (1960)
- Visor em Tavira (1960)
- Vinho do Porto (1959)
- Arouca (1958)
- Ribatejo (1956)
- Planície Heroica (1953)
- Perspectivas de Beja (1953)
- Os três da vida airada (1952)
- Madragoa (1952)
- Aveiro (1952)
- Sonhar é Fácil (1951)
- Fado, História de uma Cantadeira (1948)
- Porto, Metrópole do Trabalho (1947)
Ver também
[editar | editar código]Ligações externas
[editar | editar código]- Biografia– na página do Instituto Camões em Hamburgo.
- Perdigão Queiroga no IMDb
- 1 2 «Livro de registo de casamentos da 2.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa (1937-07-28 - 1937-10-30)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. fls. 405 e 405v, assento 399
