Phallaceae

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Phallus impudicus

Phallus impudicus
Classificação científica
Reino: Fungi
Filo: Basidiomycota
Classe: Agaricomycetes
Ordem: Phallales
Família: Phallaceae
Corda (1842)
Género-tipo
Phallus
Junius ex L. (1753)

Phallaceae é uma família de fungos. Pertencentes à ordem fúngica Phallales, estas espécies têm uma distribuição mundial, mas são especialmente prevalentes nas regiões tropicais. São conhecidos pelas suas massas de esporos pegajosas e malcheirosas, ou glebas, situadas na extremidade de caules chamados receptáculos. A estrutura característica do corpo frutífero – um único receptáculo não ramificado com uma gleba unida externamente na parte superior – distingue Phallaceae de outras famílias de Phallales. A massa de esporos tipicamente tem odor de carniça ou de fezes, e atrai moscas e outros insectos que ajudam a dispersar os esporos. Embora exista uma grande diversidade de formas das estruturas corporais entre os vários géneros, todas as espécies de Phallaceae iniciam o seu desenvolvimento como estruturas ovais ou redondas conhecidas como ovos.

Descrição[editar | editar código-fonte]

As espécies de Phallaceae são gasteróides – com esporos produzidos internamente. Os corpos frutíferos surgem na forma de uma estrutura gelatinosa, esférica ou oval que pode estar completa ou parcialmente enterrada no solo. O perídio, a camada exterior do ovo, é branco, ou avermelhado, com duas ou três camadas. A camada exterior é delgada enquanto a interior é mais grossa, gelatinosa e contínua. Quando a maturidade é atingida o perídio abre e permanece como uma volva na base do receptáculo.[1]

Ovo de Phallus impudicus bissectado.

A porção fértil do corpo frutífero é muitas vezes sustentada por um caule largo e carnudo ou esponjoso (como em Phallales), o qual pode ser cilíndrico, em forma de estrela ou reticulado. Podem ter cores vivas, por vezes com uma membrana com aspecto de rede ou véu cobrindo e protegendo os esporos. A substância contentora dos esporos, a gleba, é tipicamente gelatinosa, frequentemente com odor fétido e deliquescente (tornando-se líquida devido à absorção de água). A gleba forma-se na face exterior do chapéu ou na parte superior do receptáculo.

Os basídios são pequenos e estreitos, fusiformes, de curta duração (evanescentes), com 4 a 8 esterigmas. Os esporos têm forma geralmente elipsóide ou cilíndrica e são hialinos ou de cor castanha clara, lisos, com paredes mais ou menos lisas e truncados na base.[2]

Géneros[editar | editar código-fonte]

Galeria de imagens[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Jülich W. (1982). Higher taxa of Basidiomycetes. Bibliotheca Mycologia 85. Cramer, Vaduz. 485 pp.
  2. Cannon PF, Kirk PM.. Fungal families of the world. Wallingford: CABI, 2007. p. 270–1. ISBN 0-85199-827-5

Obras citadas[editar | editar código-fonte]

  • Ellis JB, Ellis MB.. Fungi without gills (hymenomycetes and gasteromycetes): an identification handbook. London: Chapman and Hall, 1990. ISBN 0-412-36970-2
  • Miller HR, Miller OK.. Gasteromycetes: morphological and developmental features, with keys to the orders, families, and genera. Eureka, Calif: Mad River Press, 1988. p. 80. ISBN 0-916422-74-7

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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