Plínio Olinto

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Plínio Olinto (Rio de Janeiro, 1886Rio de Janeiro, 1956) foi um médico, psiquiatra, pesquisador, escritor e psicopedagogo brasileiro. Concluiu seu doutorado em 1910 com a tese "Contribuição ao Estudo da Associação de Ideias" pela Faculdade de Medicina do Rio De Janeiro (FM - UFRJ).

Sendo um dos pioneiros no ramo da Psicologia Escolar, contribuiu de forma significativa para o desenvolvimento científico da psicologia. Segundo Olinto, a cidade do Rio de Janeiro possuía dois laboratórios experimentais no inicio do século: o Pedagogium e o Hospital Nacional de Psicopatas.

No museu pedagógico Pedagogium, criado em 1890, foi instalado o primeiro laboratório de psicologia pedagógica do país.

Em 1897, Medeiros e Albuquerque (então diretor de instrução pública do Distrito Federal) permitiu o funcionamento de um curso de conferências sobre a fisiologia do sistema nervoso e providenciou a instalação de um laboratório de psicologia anteriormente planejado por Alfred Binet. Em 1906, sob a direção de Manoel Bonfim, o laboratório realizou pesquisas que foram publicadas na revista Educação e Pediatria. Durante os anos de 1916 e 1930, Bonfim ministrou cursos de Psicologia Experimental da Pedagogia associando-se a Plínio Olinto. Além das publicações, outros trabalhos notáveis resultaram de tal associação, dentre eles: "Noções de Psicologia" e outro livro sobre testes (1928) da autoria de Bonfim; o volume "Psicologia" (1934) e um estudo de Olinto, intitulado "Fadiga Intelectual de Escolares" (1913).

Descreveu a importância da tese de Henrique Roxo, "Duração dos atos psíquicos elementares", no relato do primeiro trabalho de psicologia experimental do país. A atividade experimental consistia em colher dados sobre as sensações em doentes assistidos pela clínica psiquiátrica, utilizando aparelhos como o psicômetro de Buccola, dentre outros. Pouco depois, Maurício de Medeiros estabeleceu um laboratório de psicologia no Hospital Nacional de Psicopatas, utilizando uma aparelhagem vinda da França, com a orientação de George Dumas. Nesse laboratório Plínio Olinto desenvolveu trabalhos de pesquisa sobre associação de idéias em indivíduos normais e em doentes mentais (baseada na obra de Édouard Claparède) e sobre diagnóstico diferencial em pacientes hebefrênicos.

A partir desses ensaios iniciais e trabalhos pioneiros com dados empíricos foram fundados outros laboratórios nas primeiras décadas do século XX - em São Paulo na Escola Normal de São Paulo (1914, por Ugo Pizzoli); e no Rio de Janeiro na Colônia de Psicopatas do Engenho de Dentro (por Waclaw Radecki), no Departamento Médica da Aeronáutica (por Godinho dos Santos), no Instituto de Educação do Rio de Janeiro (por Plínio Olinto) e em 1922 na Liga Brasileira de Higiene Mental (dirigida por Alfred Fessard). Nesses primeiros Laboratórios, os trabalhos desenvolvidos visavam sobretudo o exame de indivíduos com distúrbios psicológicos, ou a realização de experimentos de demonstração dos fenômenos psicológicos para estudantes de escolas médicas ou de escolas normais.

Em 1907, Maurício de Medeiros, com a colaboração do também francês George Dumas, fundou um laboratório no Hospital Nacional dos Alienados no Rio de Janeiro, onde Plínio Olinto atuou estudando, pesquisando e construindo aparelhos. No laboratório fundado pela iniciativa de Gustavo Riedel, trabalhou e realizou pesquisas na Colônia de Psicopatas do Engenho de Dentro, atuando como chefe do serviço de profilaxia de doenças mentais e nervosas, contudo, não se uniu ao grupo de psiquiatras que passou a trabalhar com Radecki, por não concordar com o sistema de discriminacionismo afetivo criado pelo mesmo. Olinto foi ainda assistente do professor de psicologia Etienne Souriau, quando este lecionou Psicologia do Trabalho na Escola de Economia e Direito da Universidade do Distrito Federal (UDF).

Obras publicadas[editar | editar código-fonte]

  • 'Notas de pedagogia e psicologia normal e patológica ' (1918)
  • 'Introdução à psiquiatria ' (1930)
  • 'Noções de psicologia ' (1936)
  • 'Higiene Mental' (1939)

Referências Bibliográficas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]